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Opinião  
:: O apagão e a amnésia 16/11/2009
Luiz Pires


Recentemente, alguns estados brasileiros foram atingidos por um novo “apagão” que impediu o acesso de milhões de pessoas à energia elétrica. Desta vez, a justificativa governamental foi de condições adversas metereológicas, isto é, o ingresso de uma frente fria composta por chuvas, ventos fortes e, principalmente, descargas elétricas na região de Itabera, sul de São Paulo. No entanto, o discurso oficial não se afeiçoou à percepção do Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, já que o mesmo veio à público para afirmar que no horário do apagão as descargas elétricas ditas causadoras do blecaute distavam cerca de 30 quilômetros daquela região de Itabera; 10 quilômetros das linhas de Furnas e 2 quilômetros de uma outra linha de abastecimento que interliga a Hidrelétrica de Itaipú a São Paulo, complementando, ainda, que tais descargas elétricas não continham intensidade suficiente para causar o problema e que sequer haviam atingido as linhas de abastecimento, informação, aliás, confirmada pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas.

Já em queda vertiginosa, a justificativa oficial ainda perdeu qualquer resquício de credibilidade que porventura lhe restasse porque, até o momento, as verdadeiras razões do apagão não foram trazidas pelos Órgãos responsáveis. O povo brasileiro, porém, já viu este filme no ano de 2001. Naquela ocasião, todos haverão de lembrar, milhões de brasileiros foram insistentemente castigados com esses apagões, causados, segundo explicações dadas pelos governantes da época, pela estiagem, quer dizer, pela ausência de chuva. Então, a chuva é o grande algoz dos brasileiros, pois tanto no passado, quanto no presente, o problema todo do sistema energético brasileiro é sempre ela. Não é a má gestão do setor, nem o descaso com a coisa pública e nem o desvio de finalidade das verbas alocadas. Não. São as chuvas ! As chuvas, por sua ausência, ou, então, pela sua abundância, acompanhada, neste caso, de ventos e raios.

Raios são o que nossos governantes conseguem nos convencer destes absurdos, porque todos sofremos de uma espécie de amnésia política que deles nos torna reféns. Sim, pois nos esquecemos que no ano de 2001 o governo federal, em razão da falta de chuva e sob a promessa de recompor o sistema energético, criou o seguro-apagão, e, agora, a própria chuva mostra que nada foi modernizado, tanto que por “culpa” dela temos outro apagão; esquecemos da CPMF que, embora instituída para o custeio da saúde pública, previdência social e erradicação da pobreza, jamais impediu o sucateamento dos Hospitais Públicos, nem a morte das pessoas que nas madrugadas postavam-se nas longas filas de obtenção de fichas, suplicando por consultas médicas, por espaço nas mesas de cirurgia ou por remédios para seus males, isto sem falar na pobreza social, cujos índices são cada vez mais assustadores; apagamos da nossa memória os atos secretos do Senado, os mensalões, os desvios de verbas, a criação de cargos políticos e a distribuição deles aos apadrinhados e familiares; os gastos com cartões de crédito, viagens, diárias e assim por diante. Essa amnésia política nos deixa letárgicos.

Nós sofremos apagões e perdemos a capacidade de nos indignarmos com os fatos que nos são prejudiciais e com as explicações bizarras que nos são impostas esôfago abaixo. Incapacidade associada a um conformismo inexplicável que nos leva a tudo aceitar sem exercer o dom que recebemos de pensar, de concluir e de se posicionar. Para aqueles que ainda não estão adormecidos e mantém íntegra a capacidade de indignação, cumpre reafirmar que se o Governo Federal cria para o fato apagão uma explicação que a ciência desmente, e, depois, sobre ele, mantém-se silente, podemos e devemos nós, povo brasileiro, buscar outras alternativas e expô-las, ainda mais quando esses apagões ocorrem num momento em que vozes se levantam em todo o Brasil contra as concessionárias de energia elétrica em razão das mesmas repassarem, indevidamente, o PIS/COFINS aos consumidores destes serviços.

Fiquemos atentos, curemos nossa amnésia política e despertemos a nossa capacidade de reagir aos abusos. Afinal, havemos de lembrar sempre que somos brasileiros.

E brasileiros não desistem nunca!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os projetos desenvolvidos durante seu governo garantem o fornecimento da energia necessária ao país até "2009 ou 2010".

Com o crescimento econômico do país, alguns analistas já questionam se haverá energia suficiente dentro de poucos anos. Durante o programa de rádio "Café com o Presidente", Lula lembrou o apagão de 2001, ocorrido no governo Fernando Henrique Cardoso. Sem citar nomes, ele afirmou que a falta de energia causou "enormes prejuízos" e foi gerada por "desleixo".

Na época, houve forte estiagem, baixando o nível de água dos reservatórios e reduzindo a capacidade de geração de energia das usinas hidrelétricas. Para o presidente, no entanto, provas do "desleixo" são a não-construção de novas hidrelétricas "durante muito tempo" e a falta de interligação entre as linhas de transmissão de energia.

O presidente disse também que o apagão de 2001 gerou custos maiores para empresas e consumidores devido à contratação de usinas térmicas emergenciais, que aumentavam a capacidade de fornecimento, mas tinham receitas garantidas pelo governo mesmo que permanecessem desligadas. "Nós pagamos duas vezes. Pagamos porque não usamos a energia e depois pagamos porque tivemos de garantir o lucro das empresas [com um encargo que até hoje é cobrado nas contas.", afirmou .

Lula afirmou ainda que em seu governo foram construídos 9.627 km de linhas de transmissão e que outro leilão a ser realizado nesta quinta-feira vai envolver outros 3.422 km. Concluídos esses projetos, que consumirão um total de R$ 8 bilhões, todo o sistema de energia brasileiro estará interligado.
 
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Fatos & Fatos
:: Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
:: Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim)
• "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm)
• "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO
• “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse)
• “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
:: Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
:: FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)
• \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)
• “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)
• “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro)
• “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)
• “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)
• “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80)
• “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)
• “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)
• “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)
• “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)
• “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)
• “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)
• “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)
• “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus)
• “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus)
• “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
:: Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN
• “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch
• “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital
• “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem
• Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados
• “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo