Opinião
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A Autopercepção dos brasileiros
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Cinco dicas para o ‘faz tudo’ cumprir sua agenda
20/08/2010
Ana Carolina Franceschi Simões
 
 
 
Opinião  
:: O Brasil será 1º mundo! 09/10/2009
Nenê Zimmermann e Maurício Círio

Chegou a promoção: “Compre o que quiser, e leve o mundo de graça”. É uma oferta imperdível. Nas melhores empresas, você, brasileiro, pode comprar o que der na telha e ainda colocar seu país entre os maiores e mais potentes do mundo. Ao assistir o MaxiMídia 2009, um dos maiores eventos de comunicação da América Latina, vimos que o Brasil está prestes a se tornar um dos cinco maiores países do mundo. Isso só depende de dois protagonistas principais: o consumidor e o empresário. O governo terá aquele papel de mãe, supervisiona, cuida, mas quem põe a mão na massa e decide o próprio destino são os brasileiros.

O Brasil não precisa de dinheiro, mas de otimismo. Copa do Mundo, em 2014, Jogos Olímpicos, em 2016, o que mais queremos? Ser potência econômica mundial pode ser o próximo passo. Como bem prega o consultor Stephen Kanitz, as previsões negativas de economistas só estão atrapalhando. Muitos erram, e feio, e alguns jornais seguem na onda com manchetes escandalosas. Essa maré de pessimismo prejudica o Brasil. Pensar positivo fará com que os brasileiros não tenham medo de gastar, de consumir, que é o que move nossa economia. Já pagamos as dívidas externas, agora é pensar em reservas financeiras, para ter capital suficiente para enfrentar crises (como a que acabamos de passar batido) e liderar mercados. Não é porque Kanitz diz que “os brasileiros vão aproveitar os 10 melhores anos da história econômica do Brasil” que vamos sair comprando o mundo inteiro. Segundo ele, a maior missão dos próximos presidentes será a de não destruir nossas reservas de capital e não aumentar os juros.

Fora isso, Kanitz garante que Lula deixou um bom legado (pelo menos, economicamente falando) que dificilmente será desmoronado pelos seus sucessores. Contudo, houve pouca arrecadação por causa de isenção de IPI e a crise que passou. Dentro de toda essa euforia, recebemos a notícia de que faltou caixa para ser devolvido o dinheiro que foi tirado antecipado dos contribuintes do imposto de renda e dinheiro para pagar as contas. Se formos mal administrados ganharemos um buraco na economia. Isso nos assusta, porque é prova de que o país ainda carece de planejamento. A velha teoria de empurrar as coisas com a barriga ainda persiste perigosamente. A mãe gentil precisa saber administrar.

O PIB brasileiro deve crescer 5,5% em 2009, segundo Kanitz. É maravilho quando lembramos também que os juros reduziram para um dígito pela primeira vez em 50 anos. O povo está motivado a comprar, o que nos faz pensar que o teremos o melhor Natal dos últimos anos, ainda mais com a redução do IPI. Quem não comprou carro no início do ano, por culpa do pessimismo exagerado, poderá ingressar no trenó do Papai Noel.

Enquanto os norte-americanos estão limpando a bagunça que fizeram, arrumando a casa, o Brasil está de pernas para o ar, sentado no sofá, vendo e lendo notícias pessimistas. Vamos aproveitar essa vantagem e sair da poltrona. Podemos comprar novos móveis, ou até uma casa nova, viajar, ir ao supermercado, aos shoppings, aos teatros, cinemas, casas noturnas e desbravar nossa valiosa cultura. O mundo está começando a nos conhecer melhor, a valorizar o que temos de melhor, os brasileiros. Temos um Brasil inteiro de vantagens. Vamos deixar eles limpando os lustres, colando as mesas de madeira, e aproveitar que temos a segunda menor idade media do planeta, 26 anos, depois da África, que responde por 22 anos (Na Europa são 40 anos e EUA 36), que é muito pobre. Para onde as empresas internacionais vão mandar seus produtos para serem testados? Com certeza não será no Japão, onde a idade média é de 80 anos. “Vamos ser a Curitiba do mundo”, como diz Kanitz. Em 2009, foram 7 mil produtos lançados no Brasil no primeiro trimestre, o que corresponde a 6% dos produtos lançados no mundo.

Cabe também as empresas valorizarem a vasta e multiracional cultura brasileira. Várias etnias compõem um país rico em costumes e sotaques, fazendo com que o Rio Grande do Sul e o Nordeste sejam quase que países diferentes, assim como outras regiões. Nossa riqueza é tanta, e tão aproveitável e rentável para os demais países, que o italiano Francesco Morace, presidente do Future Concept Lab - instituto avançado de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica – está popularizando o “Brazilian Way of Life”. Durante muito tempo, o mundo se viu diante do “American Way of Life”, o tão conhecido “estilo de vida” dos americanos. Agora, o mundo está falando do Brazilian Way dos brasileiros e nessa parte da história a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos poderão ser o julgamento final. Somos um povo educado? Você é educado o bastante, até mesmo no trânsito? Os turistas vão avaliar, e vão reportar tudo o que acontecer aqui para o mundo. Com as novas tecnologias, 140 caracteres no Twitter podem revelar a imagem do Brasil para milhares de pessoas. O brasileiros precisam se conhecer melhor, se educar. O Governo terá de se apoiar nas escolas e universidades, espaços que geram conhecimento, reflexão e pesquisa para desenvolver e ajudar o brasileiro a entender seu próprio “Way of Life”. Sustentabilidade, como todos já perceberam, é uma tendência se não quisermos acabar com este mundo mais cedo.

Entre as tendências apontadas por Morace, na palestra que deu ao MaxiMídia está o turismo ecológico. Esse segmento vai dar muito dinheiro nos próximos anos, e a indústria têxtil também pode se surpreender com a alta demanda de empresas. A procura pelo simples fará com que o Brasil e o mundo procure matérias primas sustentáveis e peças únicas, o que valorizará a mão-de-obra de artesãos. Quando se fala que o “simples” vai mover o mundo, falamos em grandes criações, com soluções baratas e menos destruidoras ao meio ambientes. O próprio mobiliário urbano será tendência no mundo da arte. Pedras, cimentos e materiais reaproveitados vão ser transformados em esculturas, instrumentos musicais, quadros para pinturas, e toda e qualquer expressão cultural. Saúde e cuidado com o corpo também serão tendências. Um exemplo é o estouro do Yoga e a meditação no Brasil, além da alta demanda dos produtos de beleza.

Estamos ganhando voz no mercado mundial pela nossa magnífica biodiversidade e sociodiversidade. Somos um laboratório para o mundo, quando falamos em testes de produtos, mas não somo ratos de laboratório. É importante sabermos que não estamos com a bola toda só no futebol. Parafraseando Kanitz, vocês são as pessoas certas, no continente certo, no país certo, no site certo, lendo as pessoas certas. Aproveite para ser mais otimista com relação ao seu emprego e sua vida econômica. O futuro é maravilhoso!
 
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Fatos & Fatos
:: Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
:: Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim)
• "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm)
• "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO
• “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse)
• “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
:: Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
:: FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)
• \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)
• “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)
• “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro)
• “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)
• “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)
• “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80)
• “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)
• “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)
• “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)
• “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)
• “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)
• “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)
• “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)
• “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus)
• “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus)
• “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
:: Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN
• “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch
• “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital
• “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem
• Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados
• “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo