Opinião
O Tempo no Marketing de Serviços
27/08/2010
Gabriel Levrini
A Autopercepção dos brasileiros
26/08/2010
João José Werzbitzki (JJ)
Cinco dicas para o ‘faz tudo’ cumprir sua agenda
20/08/2010
Ana Carolina Franceschi Simões
 
 
 
Opinião  
:: 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado - COBERTURA COMPLETA 06/06/2009
Coluna do Nenê

17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado
Cobertura completa – 3, 4 e 5 de junho, 2009


:: Os Três ‘Is’  05/06/2009
Mais um conjuntinho de letras que define um modelo de estratégia de comunicação. Desta vez, o autor é Moacyr Netto, diretor de criação da DM9DDB. Ele criou os três “Is”: Inovação (pensar diferente, e não estar ligado em tecnologia), Intuição (fazer sem ter certeza do que irá dar certo, apostar e arriscar) e Inquietação (querer ser o primeiro, esquecer o que deu certo e pensar no próximo). Com relação aos virais, ele diz o seguinte: “Primeiro, se você quer fazer um viral, coloque-se no lugar do seu público e veja se é uma coisa que ele vai querer ver e se interessar. Segundo, faça. Qualquer um tem o poder de criar um hit no YouTube, por exemplo, é só ser bem criativo. Terceiro, faça diferente.” Um bom exemplo de criatividade e inovação com baixos custos foi o case abaixo. Após a realização do vídeo, que gerou curiosidade, foi criado um site que ensinava as pessoas a sincronizarem também seus computadores para sua própria “corrida de screamsaver”.

Corrida de screamsavers
http://www.youtube.com/watch?v=M4i3vzJgX-E  

:: O tempo data a propaganda  05/06/2009
Para João Livi, da Talent , primeiro palestrante do último dia da 17ª edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, “o humor e a ideia perdem a validade quando a sociedade se modifica.” Em 2001, uma campanha em que as pessoas morriam praticando esportes foi campeã em Cannes. No mesmo ano, quando aviões destruíram as Torres Gêmeas, o mundo não conseguia mais enxergar qualquer tipo de humor na violência. Tudo o que os jurados de Cannes queriam, no ano seguinte, eram mensagens de otimismo e sentimentos positivos.

:: W/ Olivetto e seu 1º sutiã  05/06/2009
O famoso conceito/bordão do patrono desta edição do Festival atravessou gerações e chegou ao Serra Park. Pelo 21º ano, o vanguardista e renomado publicitário Washington Olivetto mostra sua campanha “O 1º sutiã a gente nunca esquece” para os jovens estudantes de comunicação. No mais, vídeos de novas campanhas, frases que vangloriam as boas ideias e estímulos aos novos criativos. Um discurso vanguardista, com a cara inovadora de um Festival deste porte. O público não cansou de bater palmas para o experiente criativo da publicidade brasileira, que também alertou para uma recente “crise criativa”, em função do alarde e o tapete vermelho estendido às novas mídias, que chegaram para complementar, e não dominar as estratégias de comunicação. “Há uma preocupação excessiva com a tecnologia”, afirma.

:: Yes, we can!  05/06/2009

Vida ou morte
Para Barbara Oceanlight, uma das voluntárias da exitosa campanha do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “não há dúvidas de que as eleições de Bush foram roubadas”. Segundo ela, os oito anos de mandato do ex-presidente dos EUA foram desastrosos e estavam acabando com a democracia norte-americana. “Nós tínhamos que mudar o partido político que estava no poder”, relembra. Foi em um depoimento de Barack Obama no You Tube que Barbara conheceu aquele que poderia “salvar” seu país. Esperança era a grande palavra da campanha. “Começamos a acreditar que ‘sim, nós podemos’. A internet teve um enorme papel na campanha, mas o sucesso tinha sido mesmo a ver com as pessoas.” Ela ainda desabafa: “Se não fizéssemos as coisas naquele momento, íamos perder nossa democracia, tudo estava em jogo, e então tínhamos um candidato que fazia a diferença, era nossa única esperança. Era uma questão de vida ou morte para nós.”

Voluntários democratas
Para manter as pessoas envolvidas e fazer com que elas fizessem as atividades da campanha por si só, foi realizado um forte marketing online que pedia para que os democratas divulgassem Obama com telefonemas, e-mails e visitas de casa em casa. No site “Mybarackobama.com”, uma rede social voltada para os seguidores de Obama, voluntários como Barbara tinham as informações e o encorajamento necessário para realizar seus próprios eventos e ações.

Satisfações aos insatisfeitos
Com relação à conferência realizada por Barbara, sobraram críticas quanto ao conteúdo, e até desapontamentos por parte de alguns convidados. Comentários de que Barbara não teria sustentado bem o tema, e não teria se alongado na campanha de internet, foram inevitáveis. Contudo, é importante frisar que a visão da democrata é de voluntária de campanha, e não de marqueteira. A ideia, pelo que entendemos, foi trazer a visão de alguém que se engajou por um ideal que, inicialmente, não era seu, coisa que toda campanha publicitária almeja. Foi uma boa tentativa de quebrar o gelo entre a publicidade e o público que ela deseja atingir. Temos que entender o nosso público e dar a palavra a quem estamos comunicando. Vamos acabar com os monólogos!

:: Novos horizontes  05/06/2009
Flávio Casarotti, diretor de criação da Fischer América demonstrou mais uma vez sua franqueza, humildade e brilhantismo, no painel “Cases de Inovação e Vanguarda na Publicidade”. Segundo ele, “a estrutura da agência, hoje em dia, é horizontal (ou deveria ser), porque as pessoas têm mais poder, mais responsabilidade e têm que trabalhar de forma colaborativa”. Nesta visão de empresa e mercado, o publicitário chama a atenção para alguns desafios que a profissão vem enfrentando. Ele acredita que “a publicidade está competindo com o entretenimento que as pessoas consome.” A Lojas Casas Bahia, por exemplo, compete com Mulher Melancia e Susan Boyle, tudo em um mesmo pacote: o tempo do consumidor. Ele ressalta também que “muitas vezes temos que trabalhar para o cliente, ou contra o cliente, porém o certo seria trabalhar em quatro mãos, juntos.” Além disso, Flávio chama a atenção para os irmãos metralhas da propaganda: “É preciso estar atento às tendências e ao que é contemporâneo, mas sempre com cuidado para não ser invasivo.”

Whopper no Facebook
Na campanha “Você gosta de seus amigos, mas ama o Whopper”, realizada pela Fischer América para o Burger King, a cada dez amigos que a pessoa deletasse do seu facebook, ela ganhava um Whopper, hambúrguer principal da Burger King. Quando o amigo era deletado, aparecia a mensagem “Você foi trocado por um Whopper”. A campanha deu muito certo, e fez com que os usuários se divertissem e brincassem com os amigos, provando a força do relacionamento das marcas com as pessoas.

Bolão
“É preciso ver o briefing, não como verdade absoluta, e sim como um grande desafio”, afirma Flávio Casarotti, que ajudou na criação da famosa campanha da Brahma para a Copa do Mundo de 1994. Foi de lá que veio o “dedinho” nas comemorações dos gols. A comemoração contagiou até o Ronaldo fenômeno, craque do Corinthians, que até hoje comemora seus feitos com este gesto. Jogadores da seleção da época foram convidados pela agência para comemorar gols com o sinal de “número 1”, principal identidade da Brahma, lembrada até hoje. Confira no vídeo!

Tetra 94
http://www.youtube.com/watch?v=H1jPcx24zJs  

:: Criação e planejamento  05/06/2009
Gonça Corrêa, da Santa Clara Nitro, defendeu em sua participação no Festival de Publicidade de Gramado a integração e parceria das áreas de criação e planejamento dentro das agências. “No mundo contemporâneo estratégia e execução devem ser uma coisa só, ou seja, planejamento e criação devem andar juntas”, afirma. O profissional de planejamento também fala sobre economia, com muita inteligência: “Destruir os valores estratégicos que já vêm sendo feitos, em nome de uma crise imediatista, é um erro grave.” Ele também afirma que “antes de medir resultados, as agências devem medir objetivos.”

Cego de Paris
Para reforçar a importância na execução de uma campanha e a diferença que uma frase faz nas peças publicitárias, Gonça Corrêa, da Santa Clara Nitro, contou a velha história do cego de Paris. Para quem não conhece, lá vai: Um cego ficava embaixo da Torre Eifell tentando ganhar seu dinheirinho com uma placa pendurada no pescoço que dizia: “sou cego me ajude por favor”. Um dia, o desconhecido lhe perguntou: “posso reescrever sua placa?”. Com a autorização, ele reescreveu o texto, e foi embora. Os dias foram passando e o cego começou a ganhar tanto dinheiro que ficou curioso. Então, perguntou a um passante o que estava escrito na placa. A pessoa leu em voz alta: “Estamos em Paris, é primavera, e eu não posso ver as flores”.

Série Prison Break
Neste case apresentado por Gonça, da Santa Clara Nitro, um sósia de Michael Scofield, personagem principal do seriado Prison Break, foi enjaulado no meio da Avenida Berrini de São Paulo. Com o endereço do site www.querosairdaqui.com.br, as pessoas tinham à disposição dicas para tentar acertar a senha que libertaria o preso. Foram 189 mil tentativas para soltá-lo, em três dias, até que um vencedor tirou o corajoso garoto-propaganda da prisão. A ação gerou muita mídia espontânea e elevou o nível de audiência para a estréia do seriado.

:: Coronel abre as cortinas de Gramado  04/06/2009

Hora sagrada na publicidade mundial
Uma tropa de estudantes e profissionais de publicidade e comunicação invadiu o Serra Park para o 1º dia da 17ª edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Luiz Coronel, responsável por proferir o texto de abertura do festival, o publicitário e poeta, que também é diretor institucional da Agência Matriz e Presidente de Honra da Alap (Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade), abriu as cortinas do festival pela décima vez, agora em clima de “Bíblia Sagrada”.

Abertura Oficial do Festival de Gramado
Por Luiz Coronel


Há dez Festivais, no abrir cortinas, venho ao proscênio, tal arauto ou corifeu, trazer a saudação aos participantes deste evento.

Qual Moisés subiu ao Monte Sinai, subo à Serra Gaúcha munido de uma caneta bic e de um leptop e, do alto de meu já tão longo viver, quero lavrar na bruma ou nas mentes estes discutíveis mandamentos ou ponderações.

1. Como Disse Augusto Boal, cidadão não é aquele que vive em sociedade, mas aquele que a transforma, aprimora. Da mesma forma, ser publicitário não é apenas trabalhar em uma agência, mas sim imprimir as marcas de nossa experiência na profissão que exercemos.

2. As coisas que estão no mundo são como são e como podem ser, pois da crisálida nasce a Butterfly. E todas as profissões carecem serem reinventadas pela imaginação criativa. A propaganda é uma transa entre comércio e arte, e nessa relação ambígua, porém promissora, deve-se confirmar a objetividade do comércio e, fundamentalmente, a inquietude proponente da arte.

3. Este novo século está pondo pólvora na sobremesa. A ciência viaja em mísseis teleguiados e a consciência social de bicicleta.
As utopias estão de cócoras desde a queda do Muro de Berlim e muitos dos sonhos dos anos 60 viraram nostalgia. Estamos esperando Godot. Quem não tiver em mira, no seu desempenho profissional, um compromisso com inclusão social, torna-se cúmplice da violência, das maracutaias, do desencontro. É um mísero soldado da legião do “deixa pra lá”.

4. Meus queridos convivas: Mais importante do que a retórica dos marqueteiros é a nossa lâmpada de cabeceira. “Quem não comer papel e beber tinta terá precário acabamento da mente”.
Um publicitário inculto é uma fábrica de abobrinhas. O mundo não começa nem termina em nossa geração: há uma herança cultural de milênios à nossa disposição.

5 Gabriel García Márquez é um ótimo redator. Tom Jobim um belo jinglista. O universo criativo não se esgota nas paredes ou no teto de uma agência de publicidade. O grito das torcidas nos estádios pode inspirar campanhas, como disse Olivetto. Do rosto do povo, das mãos dos artistas, vêm nossas melhores campanhas. É preciso estar atento e forte ao clamor da vida.

6 Se a Publicidade dispõe de mais recursos que a educação pública no mundo, se ela financia os veículos de comunicação, vamos fazer valer essa força. Nós vivemos da impressão causada pelas imagens e da força conceitual das palavras. É preciso despedir os slogans sonolentos e as imagens calhordas. Só aposta no besteirol quem não tem competência para atingir o humor e a emoção. Rir é sentir cócegas na alma. Lágrimas, sorrisos ou bocejos estão na dependência da atitude dos criativos.

7 Criar é buscar o extraordinário no cotidiano, o durável no efêmero, o glorioso no medíocre. Vargas Llosa. Ninguém toma cerveja pulando como sapo no brejo. Em vez de empanturrar as pessoas de pulsões ao consumo, nossa função é conferir fatias de sonho aos produtos, amizade aos objetos que o conforto nos contempla.

8 Imagem: não se cria apenas com belos institucionais. Canalizar recursos para Estátuas, Murais, Edições respeitáveis, concertos e carências sociais nos credenciam como profissionais solidários e consolidam a relação comunitária dos clientes.

9 Não se muda o mundo com fogos de artifício nem se altera o poder substituindo os retratos na parede. Sem a rebeldia dos jovens o mundo estanca qual um burrico de venda de laranjas. Não se pode achar que o dinheiro é nosso Deus e Bill Gates seu profeta. Tudo nos convida a assistir às mazelas de nosso tempo, insensíveis, comendo pipoca no sofá. O tempo é uma cadela louca mordendo nosso calcanhar. Depois de mil anos de sonolenta Idade Média, o mundo explodiu em beleza e genialidade no Renascimento. Quem sabe não está chegando a hora de um novo despertar?

10 Por tudo isso, é justo e necessário ter “um pessimismo crítico e um otimismo de vontade”. A informática coloca cinco milênios de informação nas patas de um camundongo, o mouse.

11 Meus jovenzinhos, o tempo apenas abana para quem se despede, porém abre os braços para quem chega. Vocês são elenco e platéia fundamental deste evento.

12 Vocês, gaia galera, que aprenderam a voar das montanhas, como os pássaros, e surfar sobre as ondas, como os veleiros, trazem à publicidade o sangue fresco de uma nova aurora.

13 A criação publicitária de vários países, a voz de reconhecidos profissionais de bandeiras distantes, o trabalho dos organizadores do Festival de Gramado, todos almejam a vocês férteis momentos de aprendizagem, felizes instantes de convivência humana na esplêndida e amorosa paisagem de Gramado.

:: O não sexy é o novo sexy  04/06/2009
Na palestra de abertura do segundo dia do Festival de Publicidade de Gramado, Neal Davies, da inovadora Agência Naked, focada em planejamento estratégico, mostrou por A, mais B e mais C, que na comunicação “o não sexy é o novo sexy”. Com esta metáfora, Neal quer colocar na cabeça bytificada dos nossos inteligentes e despertos (dispersos) jovens, que a internet, apesar de ser voluptuosa em suas opções e atrativa em seu design 2.0, passa a ser uma armadilha aos profissionais vislumbrados, defensores ferrenhos das novas tecnologias. Segundo ele, as agências e os anunciantes estão enclausurados num pensamento de que investir mais, é lucrar mais. Para o especialista em planejamento, tanto de comunicação como empresarial, o correto seria “investir certo e lucrar mais”. Às vezes o “varejão”, anúncios em jornais e mídias não tão caras, pode ser muito mais lucrativo do que apostar em Twitters e Orkuts.

:: O fim da guerrilha  04/06/2009
Publicidade não é uma guerra. Na visão de Neal Davies, “as marcas estão nuas” (o que faz alusão ao nome de sua agência – Naked). O público, chamado discutivelmente de target, ou alvo, sabe nãos só da existência, mas da reputação de qualquer marca. Enquanto a publicidade bombardeia a targetada com marketings de guerrilha (outra nomenclatura questionada por ele), e metralha o público com campanhas integradas de todos os lados, com jornal, TV, web, mobiles e outras parafernálias, a estratégia acaba ficando de lado. Em outros termos, ele quer dizer que “a que se faz, a que se paga”. Se o tênis da sua indústria é fabricado por crianças na China, o mundo vai saber. A comunicação nunca deve estar à frente da marca e da personalidade da empresa.

:: Comunique 100%  04/06/2009
De acordo com estudo mostrado por Neal Davies, 93% da comunicação das pessoas não sai pela boca, mas sim é transmitida por atitudes e comportamentos. Uma marca, como o pessoal do branding está acostumado a comentar, pode ser comparada a uma pessoa, por ter valores agregados, alguns muito subjetivos. Ele defende que uma campanha institucional poderia de se concentrar inteiramente nos 7% , passando a comunicar também nos 93%. Ganhe seu público com atitudes. Assim não é preciso chamá-lo, pois ele irá até você. Fale menos, faça mais!

:: Starter abre stand no Festival  04/06/2009
Pela primeira vez a empresa Starter – Soluções em Mídia abre um stand no Festival Mundial de Publicidade de Gramado. No espaço, as 16 mil pessoas que passam diariamente pelo evento, desde estudantes a profissionais renomados da comunicação, podem tomar um café expresso sentados em confortáveis sofás para ler os principais impressos comercializados pela Starter (jornais do Grupo Sinos e revistas da Editora Escala, Carta Capital e jornais da RIC). Uma tela de plasma da MyMedia, maior empresa de mídia digital indoor do Rio Grande do Sul, completa o ambiente. O lounge da Starter é mais uma forma da empresa traçar um bom relacionamento com anunciantes, veículos, agências e o mercado em geral.

:: Almoço de Mídias  04/06/2009
No segundo dia de evento, a Starter promoveu o “Almoço de Mídias”. O encontro, que reuniu profissionais de mídia das principais agências do Rio Grande do Sul e outros estados, proporcionou momentos de interação entre mídias e veículos. Na ocasião, o mercado trocou contatos, experiências e discutiu o andamento da publicidade, aproveitando o conteúdo do Festival de Publicidade de Gramado. Estiveram presentes na abertura deste evento Luiz Coronel, presidente honorário da Abap, José Maurício Pires Alves, diretor comercial da Universia, Paulo Moura, diretor-geral da Três Meios, Reynaldo Ramos, diretor de comercialização do Grupo RIC e Martin Behrend, diretor do Jornal de Gramado.

:: 35 anos de história  04/06/2009
A jornalista Clarice Ledur, que cuida do planejamento da Plenna Comunicação, presenteou a 17ª edição do Festival de Publicidade de Gramado com um belo livro sobre os 35 anos de história do evento. A obra reúne fotos e depoimentos dos importantes profissionais que passaram e fizeram o festival se tornar o maior da América Latina e um dos maiores do mundo. “É um produto que se mantém no tempo. Patronos, ex-presidentes e palestrantes contribuíram para que a obra acontecesse”, afirma Clarice, quem idealizou, fez o levantamento e editou a obra. A publicação tem como uma de suas patrocinadoras a ESPM-RS, universidade que também está no livro por sua contribuição ao ensino de comunicação, sendo a maior escola de publicidade e marketing do País.

:: Tendências econômicas  04/06/2009
O pesquisador e filósofo Paulo Secches, da Oficina Sophia, falou sobre o comportamento das pessoas durante a crise. Dos analisados, mesmo que pertencentes a uma mesma classe social, foram tirados cinco comportamentos de consumo, chamados de “a vida é bela”, com 26% – sempre arranja um jeito de comprar e se endivida - “a vida sobre controle”, com 14% – enxerga a crise como oportunidade de comprar lazer e qualidade - “ó céus ó vida”, com 28% - considera tudo difícil, perdido financeiramente - “Ops, cuidado”, com 12% - os que ficam com um, ou dois pés atrás – e os “utilitaristas”, com 10% - aqueles que ficam feito urubus à espera de grandes promoções.

:: Comunicação integrada  04/06/2009
O profissional Luiz Lara, da Lew'Lara\TBWA, afirmou, sem mazelas, que “uma marca que deixa de se relacionar com o consumidor morre”. É a mais pura verdade. Para comunicar é preciso “ir onde o público está”, com campanhas estrategicamente desenhadas. Para ilustrar o que dizia, Luiz veio ao Serra Park munido de diversos cases de sucesso, com vídeos de suas campanhas.

:: Opinião  05/06/2009
Confira a opinião de importantes profissionais do mercado sobre o grande evento que embalou o Serra Park, nos dias 3, 4 e 5 de junho.

Fábio Gomes, diretor do site QUEB
“Os departamentos estão acabando com o relacionamento dos profissionais dentro e fora das agências. Um mesmo trabalho realizado por uma ou mais agências pode prejudicar o resultado final.”

Gorgonio Loureiro, presidente da FIPTUR
“A publicidade gaúcha é muito boa, com profissionais que fazem sucesso tanto aqui, como em São Paulo, Rio e Exterior.”

Zeca Honorato, agência AMA
“Já pode se dizer que o Festival de Gramado é um mini-Cannes. Sobre o tema, vanguarda criativa é um conceito que prioriza as idéias e não os meios de comunicação e novas tecnologias. É um erro tratar inovação destratando as mídias tradicionais. Difícil é inovar no tradicional.”

Oswaldo Müller, diretor da Protarget
“O Festival trouxe novas perspectivas em se tratando de novas mídias, que permitem projetos de todo o tipo, com orçamento baixo. É um trabalho que pode ser feito para qualquer tipo de cliente. Contudo, a mídia tradicional continuará existindo.”

Gustavo Ernel, diretor da SPR
“Este ano o Festival está com uma organização ótima e com gente muito boa nas palestras, sendo até melhor que o Wave Festival in Rio. Antigamente íamos direto à solução, hoje vamos aos problemas, e acho que esta é a nova postura que as agências devem adotar. É preciso também levar este conteúdo visto para a prática nas agências, coisa que não vem sendo feita.”

Dado Schneider, professor da ESPM-RS
“Este Festival teve muito conteúdo, com menos culto a homenagens e ‘rapapés’. Só falta uma coisa, publicitários gaúchos como sempre, não estão vindo ao evento. Também falta São Paulo ter noção de que no Sul é possível se fazer um evento moderno, objetivo e muito profissional. Eles chegam aqui e se surpreendem com a estrutura do evento.”

José Maurício Pires Alves, da Universia
“O Festival foi ótimo para nossa empresa, que é voltada para o público universitário, que tem um mercado que movimenta 76 bilhões de reais no País. Aproveitamos muito o Dossiê MTV este ano, e achamos que o Festival está ótimo, com boas palestras.”

Guilherme Bohnen, sócio-diretor da MyMedia
“Vanguarda criativa pra a MyMedia é o nosso dia-a-dia, pois trabalhamos com inovação, focada na relevância de conteúdo, um dos temas principais abordados no Festival. Ficamos felizes em saber que estamos em sinergia com os tópicos abordados no evento, que este ano foi o marco na história de todos festivais, pois inovou um formato que estava um pouco desgastado nas outras edições.”

Marcus Klein, diretor do jornal NH
“Com relação ao último festival, os cases e os conceitos de propaganda apresentados demonstram que os novos formatos de mídia já são realidade e não futuro, como se apresentava nos outros festivais. Em um ano muita coisa mudou, e a adaptação dos veículos tradicionais deixa de ser um conceito de vanguarda para ser uma necessidade de sobrevivência.”

Ângelo Cruz, professor da Unisinos
“Faz 20 anos que venho para o Festival e acredito que ele venha numa crescente, tanto no número de publico, como na qualidade dos temas debatidos. Este tipo de evento talvez seja o único espaço entre o mercado e as universidades. São os estudantes que trazem este brilho que o Festival tem hoje.”

Julio Ribeiro, Diretor da Editora Press & Advertising
“Participo do Festival há quinze anos, e tenho estado presente em diversos festivais do mundo. O de gramado tem um fetiche pela novidade: é bom porque se fala do que está acontecendo, mas ruim porque não traz uma discussão aprofundada sobre o mercado de publicidade. Em termos de tamanho, ele perde apenas para Cannes, que tem como forte a inscrição de peças. Em gramado predomina o conteúdo.”

Renata Preussler, agência MTS
“Além de atuar no planejamento da MTS, sou estudante de publicidade, e para mim foi ótimo adquirir novos conceitos de palestrantes renomados no mercado. Foi uma ótima surpresa ver a qualidade do elenco de profissionais trazidos para Gramado.”

Rafael Missio Neto, da MKT Oficina de Marketing
“Nota-se uma consagração no meio acadêmico nacional, o que reconhece a qualidade do evento. Só é uma pena que a cúpula das agências do estado não se mobilizem por liberar os profissionais do estado, para que eles possas se qualificar melhor num momento tão importante como este.”

Paulo Acom, da Merplan
“A organização deste ano foi renovada, com um novo layout de apresentação de palestras, quase que perfeito. Quanto às palestras e o tema do festival, não poderiam ser mais atuais. Se falou muito em novos veículos e novas mídias, o que nos abriu os olhos a uma infinidade de opções de interações com o consumidor.”

Herança de sucesso
Romualdo Skowronsky, diretor da GlobalComm e um dos ex presidentes do Festival de Gramado falou à Coluna sobre esta 17ª edição, que teve como presidente seu filho, o publicitário Alexandre Skowronsky: “Desde sua criação, o festival começou com menos de 100 participantes, e esta edição foi o embrião de uma história totalmente exitosa. E como ex-presidente do 9º Festival de Gramado, considero este que hoje se encerra, um dos melhores, ou talvez o melhor já realizado pelas instituições que o promovem. A forma com que o presidente investiu no evento o consagrou, definitivamente, como um grande gestor. Estou feliz e muito orgulhoso de ter assistido este festival, porque sou um ex-presidente, pai do atual presidente.”

Rosana Silveira, professora da Feevale
“Considero o festival como o evento mais importante do nosso meio. Fizemos um investimento enorme e cerca de quinhentos alunos nossos vieram ao evento. O festival é uma forma de se atualizar no mercado. Como professores, temos total interesse neste assunto. Para a Feevale o festival foi excelente e importantíssimo. Pretendemos vir cada vez mais.”

Stalimir Vieira, diretor-geral da Base de Marketing
“O Festival de Gramado vem a cada ano se consagrando como nosso verdadeiro festival internacional. Ele tem trazido palestrantes conhecidos, mas o mais importante, com coisa para dizer e conteúdo relevante para nos trazer. Reúne tanto estudante que chega a se caracterizar com um prestador de serviço no fornecimento de cultura, foco principal do João Firme, não sendo conhecido por priorizar a badalação e as premiações.”

João Firme, o mestre do Festival de Gramado
“A internet é a tecnologia da vanguarda criativa, mas ela é apenas uma das coisa que vem atrás deste conceito. É preciso usar todos os meios eletrônicos, e o jovem pode demonstrar seu talento com os conhecimentos adquiridos no festival. A internet aumentou o relacionamento dos publicitários com os veículos. Todos as edições deste festival foram marcadas pelo conhecimento, e não por premiações. Pelo conhecimento você se torna competente e tem oportunidade de mostrar o seu talento e sua criatividade.”

Cobertura: Maurício Círio
 
Gostaria de Receber Novidades por E-mail, cadastre-se:
nome: e-mail
 
Assine nosso Feed RSS :: Todos os direitos reservados © 2009
 
Fatos & Fatos
:: Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
:: Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim)
• "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm)
• "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO
• “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse)
• “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
:: Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
:: FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)
• \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)
• “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)
• “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro)
• “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)
• “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)
• “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80)
• “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)
• “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)
• “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)
• “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)
• “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)
• “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)
• “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)
• “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus)
• “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus)
• “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
:: Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN
• “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch
• “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital
• “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem
• Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados
• “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo