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20/08/2010
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Opinião  
:: O país condenado a morrer de solidão 28/09/2009
Augusto Nunes


"O clube frequentado por assassinos, farsantes,
liberticidas, mitômanos, fanáticos e outros espantos
só proíbe a entrada de governantes hondurenhos"


Um assassino patológico, um mitômano de alta periculosidade, um terrorista em recesso e um apóstolo da violência só podem ser vistos juntos em dois lugares: o refeitório de um presídio de segurança máxima e o plenário da ONU. Na cadeia, estariam chefiando celas, alas ou pavilhões. Em liberdade, chefiam países. O prontuário do sudanês Omar al-Bashir inclui o medonho genocídio na região de Darfur. O coreano atômico Kim Jong-Il aprende a usar armamentos modernos disparando mísseis de verdade na direção do Japão. O líbio Muamar Kadafi tenta livrar-se da mania de derrubar governos vizinhos e aviões de passageiros. O iraniano Mahmoud Ahmadinejad sonha produzir com bombas nucleares o Holocausto que jura ter existido apenas na imaginação de ianques e judeus.

Todos controlam países com representação na ONU, e o clube dispensa à turma das cavernas o mesmo tratamento que contempla o maior dos estadistas. Todos são sócios da "comunidade internacional", codinome que o mundo inscreve no crachá quando aparece por lá. O mosaico é de tal forma assimétrico que, até segunda-feira, ninguém falara em nome da comunidade internacional. Primeiro porta-voz do mundo, o presidente Lula estreou com o aviso de que um país foi condenado à morte por solidão.

Até que Manuel Zelaya reassuma a Presidência, informou, o clube que aceita qualquer um não admitirá a entrada de representantes de Honduras. Chega de golpes de estado, comunicou ao plenário atulhado de liberticidas que não distinguem uma urna de um armário, só concedem aos governados o direito de concordar e acham que a liberdade é o nome de uma estátua em Nova York. Surpreendida pela dureza da sentença, a plateia planetária ficou perplexa com os aplausos que a endossaram. Como o embaixador nomeado pelo governo provisório foi expulso há dez dias, nenhum dos presentes discordou da condenação emitida sem que o acusado pudesse defender-se. Depois de ouvir Zelaya, o tribunal considerou dispensável o depoimento do presidente interino Roberto Micheletti e encerrou o caso.

Antes de propor que a agressão sofrida pela democracia em Honduras fosse revidada com sanções econômicas ainda mais duras, Lula pediu aos Estados Unidos que suspendessem as sanções impostas a Cuba, gerenciada pela mais antiga ditadura do mundo. Depois de reiterar que a crise hondurenha pode transformar a América Latina em zona conflagrada, Lula festejou a confirmação da visita ao Brasil do iraniano Ahmadinejad, que a cada meia hora acaricia a ideia de começar a III Guerra Mundial amputando do mapa o território de Israel.

Admita-se que a deposição de Zelaya tenha configurado um golpe de estado. Ainda assim, quem enxerga as coisas como as coisas são não consegue enxergar em Honduras uma ditadura, nem mesmo um governo autoritário. Nenhum ministro, parente, amigo, vizinho ou simpatizante de Zelaya dormiu na cadeia. Não houve restrições às liberdades democráticas, os partidos agem sem mordaças. Mais importante que tudo, permaneceu intocado o calendário eleitoral.

Urnas sempre foram encaradas pela ONU como o escape perfeito para becos aparentemente sem saída. No Afeganistão atormentado pela guerra, por exemplo, os observadores internacionais enxergaram nas filas a caminho das urnas o triunfo do voto sobre o medo instilado por ameaças de atentados terroristas. Pois a ONU decidiu que Honduras oferece mais perigos que o Afeganistão. E resolveu chamar de volta os fiscais encarregados de acompanhar as eleições de novembro.

Ao impedir que a nação proscrita chegue sem maiores sobressaltos à paz pelo caminho que percorreu sob tiros, a ONU optou pelo conflito. Era o que faltava para que os homens sensatos fossem assaltados por dúvidas semelhantes às que perturbaram os argentinos que viram com nitidez quem era Juan Perón, ou os alemães que contemplaram de olhos abertos a ascensão do nazismo. Epidemias de insensatez são antigas como a humanidade. Mas nenhuma pareceu capaz de contagiar a ONU inteira.

 
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Fatos & Fatos
:: Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
:: Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim)
• "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm)
• "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO
• “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse)
• “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
:: Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
:: FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa)
• \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)
• “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo)
• “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio)
• “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro)
• “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo)
• “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)
• “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80)
• “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)
• “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)
• “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)
• “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)
• “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)
• “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)
• “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)
• “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus)
• “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus)
• “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
:: Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN
• “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch
• “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital
• “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem
• Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados
• “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo