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Opinião
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17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado 05/06/2009
Nenê Zimmermann e Maurício Círio
Nesta 17ª edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, a maioria do público presente eram estudantes de propaganda e comunicação. Os jovens invadiram o Serra Park, em Gramado, nos dias 3, 4 e 5 de junho para mostrar que são especialistas em “bagunçar para depois arrumar”. Foi um misto de festa, hora do conto, recreio e sala de aula. Momentos de descontração se confundiram com horas de reflexão e absorção de conhecimento. A atenção deste público às palestras e aos debates foi crucial para o sucesso do evento.
Além da moçada, os experientes profissionais do mercado, de anunciantes a veículos, agências e outras empresas, se fizeram presentes com muito interesse, embora tenha faltado muita gente boa do trade do Rio Grande do Sul. Está na hora dos gaúchos prestarem mais atenção neste megaevento, que segundo muitos depoimentos, de grandes profissionais viajados, se equivale a Cannes, sendo melhor que o resto dos festivais da América Latina.
A reflexão do festival girou em torno de “inovação e vanguarda criativa”, tema considerado oportuno pelo momento de transição que o mercado de publicidade passa, recheado de novas mídias e tecnologias. Muitos falaram de seus cases. Uns utilizavam novas tecnologias, outros não. Porém, o que se pode tirar de “melhor suco” dos depoimentos, foi a ideia de que uma campanha não precisa utilizar internet ou redes sociais para se titular criativa. Os criativos, planejadores e gestores de negócios, dos mais variados tipo de empresas, provaram em seus discursos que a publicidade necessita vislumbrar menos e pensar mais.
Investir nas mídias certas é a ordem do momento. Para Neal Davies, planejador e sócio da agência Naked, de NovaYork, o lema do momento é: “o não sexy é o novo sexy”. Com a frase, ele quer mostrar que uma campanha não necessita investir em todos os lados para atingir o sucesso. Às vezes o “varejão”, anúncios em jornais e mídias não tão caras, pode ser muito mais lucrativo do que apostar arriscadamente em Twitters e Orkuts. Não se trata de desprezar a internet, que pode ser um complemento excelente para uma campanha. Se trata de usar as mídias disponíveis a favor dos interesses do cliente e saber utilizá-las de forma não afoita e deliberada. Em outras palavras, cair na moda é um erro grave, sugador de muito dinheiro.
Os que souberam usar de maneira estratégica e inteligente as novas mídias não se arrependeram. Muitos apresentaram cases de muito sucesso nesta perspectivas de novas mídias como Luiz Lara (Lew’Lara\TBWA), Moacyr Netto ( DM9DDB), João Livi (Talent), Flávio Casarotti (Fischer América) e o estrangeiro Christian Lürzer (Archive). Não só novas tecnologias foram exploradas, como também foram apresentadas campanhas com baixos custos, que geraram mídia espontânea e muita lucratividade e exposição de marca. Este é um grande desafio para a publicidade atual: ser criativo o bastante para gastar menos e lucrar mais.
Outro ponto fortemente discutido no Festival foi a estrutura das agências, hoje ainda calcada em “silos”, com departamentos que não conversam entre si. É comum ver o planejamento, longe da criação, que está longe do atendimento, que está longe das mídias, e por aí vai, até estar bem longe de uma boa agência. Todas as áreas se diferenciam em suas especialidades, mas devem se assemelhar num aspecto: todos precisam ser estrategistas.
As palestras estavam ótimas, inclusive as mais manjadas como a de Washington Olivetto, e a do Walter Longo, que inclusive foi aplaudido por um público em pé e satisfeito, mesmo depois de uma hora e meia de palestra, a mais longa do festival. Ambos são celebridades da propaganda, porém se diferenciam em suas convicções de comunicação. Enquanto Olivetto é mais conservador, louco por trazer ideias inovadoras que não precisam necessariamente passar pelo mundo 2.0, Walter Longo defende com entusiasmos os novos canais de comunicação na internet, como twitter e outros portais de relacionamento.
Famoso entre os jovens, principalmente por ser um dos conselheiros de Roberto Justus no programa televisivo O Aprendiz, Walter Longo mostrou que é profissional em prender a atenção de um público quando se trata de publicidade e inovação. Para ele, “o futuro não será dos especializados”, pois as pessoas vão querer os “nexialistas”, aqueles profissionais que não sabem a resposta para tudo, mas sabem onde buscá-la, gerando nexo.
Além das agências e empresas que ganhar Galos de Ouro no Festival, todos terão motivos para comemorar este marco na publicidade gaúcha e mundial. O evento foi espetacular este ano, com ótima interação e interesse do público, excelente organização, bons palestrantes e debatedores, boas traduções, boas coberturas, bons stands. Parabéns aos que organizaram esta edição, considerada por muitos a um dos maiores eventos do mundo nesta área da comunicação!
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Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
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Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim) • "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm) • "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO • “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse) • “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
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Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
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FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa) • \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico) • “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo) • “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro) • “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo) • “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito) • “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80) • “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72) • “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo) • “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos) • “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção) • “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal) • “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano) • “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians) • “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus) • “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus) • “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
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Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN • “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch • “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital • “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem • Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados • “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo
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