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Opinião
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Estão roubando nosso quintal 04/07/2008
Nenê & Círio
Sem ao menos eu saber, entraram com Ong e promessas no quintal da nossa casa. Não sei o que fazer, aliás, acho que ninguém que vive por aqui sabe. Vinham fazendo isso há tempos, mas a notícia só veio agora, rápida e rasteira. Estupraram nossa mata virgem, com contrato e tudo. Não há quem não se sinta invadido, contrariado, confuso, com medo de não ter mais direito a pisar nessa terra e dizer – Esse grão é único, esse ar é nosso!
O significado de executivo, na prática, não existe. Tem empresário sueco dizendo que vai aparar a grama, mas até agora nada. Nada de ajudar as minhocas da classe econômica desse lar, invadido lar. Nem de construir casinhas na árvore sociológica. Nada de sustentabilidade ambiental, só financeira para o bolso alheio. Talvez não tenhamos feito a propaganda merecida e necessária do nosso quintal para toda a vizinhança. Alguma agência deu uma floreadinha aqui, outra ali, mas os campos voltaram a murchar. Pelo visto não cuidamos tão bem do gramado. Deixamos as folhas ao vento, até mesmo enquanto não chegava o outono. O que mais entristece é que nossa fraca proteção foi violada, e pelas nossas próprias leis de jardinagem.
Os nativos estão enchendo os baldes de castanhas e de peles de jacarés para trocar por comida (bolacha, arroz ou garrafa de cachaça). Os nossos índios estão falando inglês fluente, melhor que muito universitário. E ainda por cima tem Hotel fazendo trilha para as quadrilhas de estrangeiros, os mesmos que inventam mitos para tomar o nosso verde. Inventam histórias de que nossas terras abrigam o “pulmão do mundo”, quando na verdade esse pulmão está nas águas, mais precisamente nas algas marinhas. Dizem que nosso quintal não vai mais existir em 2080 devido ao aquecimento global, e que não nos preocupamos com isso, quando de fato não apresentam provas concretas e científicas. Tudo para tomar a gestão do verde, um negócio de muita lucratividade.
Falo como proprietário de um futuro que parece ter prazo de validade, e acho que não sei como ter outro quintal, a não ser esse. Nasci aqui, rodeado de tropicalismo e pandeiro. Feliz por quase nunca presenciar tempestades ou revoltas marítimas, mas há tempos esqueci do pior tormento desse mundo, a mente humana. Perigosos com suas ganâncias, os vizinhos distantes querem estar perto, e dizem que é para proteger. Duvido. O egoísmo humano não permitiria tanta bondade, ainda mais depois de vermos provas claras de braços que nada demonstraram amizade. Restam-nos dúvidas que tendem ao tenebroso.
Estão comendo cada fruta das minhas árvores e colhendo frutos que talvez tenhamos deixado de aproveitar. Será que é culpa nossa? Nossas falhas são assim tão grandes? Sinto que somos apenas descuidados, como alguém que atravessa a rua sem olhar para os lados. Indefesos pelo nosso próprio regulamento, que sempre exigiu mudanças imediatas. A legislação que rege a casa tem agora que tapar furos, antes que o buraco chegue a ficar fundo demais.
Não importa quantos pontos teremos que colocar nessa ferida. Temo que a guerra não fique só na papelada. Enquanto uns compram, outros pensam em simplesmente tomar o quintal, como se fosse propriedade pública. Alguns moradores já avisaram, vão receber os invasores à bala, empunhados de nacionalidade e orgulho – a Amazônia é nossa – gritarão. Espero que não chegue a tanto. Aguardo, como todos os filhos deste solo, filhos de uma mãe gentil... Até certo ponto.
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Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
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Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim) • "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm) • "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO • “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse) • “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
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Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
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FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa) • \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico) • “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo) • “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro) • “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo) • “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito) • “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80) • “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72) • “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo) • “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos) • “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção) • “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal) • “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano) • “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians) • “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus) • “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus) • “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
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Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN • “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch • “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital • “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem • Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados • “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo
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