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Opinião
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Norte estratégico 16/05/2008
João Satt Filho
Há dois anos, fui motivado a participar de um meeting promovido pela HSM no Brasil com o mega-guru Jack Welch. Foi um encontro com restrição de participantes – apenas 100 pessoas –, o que garantiu uma grande interação. Ao entrar no local do evento, Welch estava acompanhado de sua charmosa e elegante mulher. Os olhos dele me lembraram os de uma águia, um sujeito muito focado, que não desperdiça nada e está extremamente atento, sempre alerta. Suas colocações foram pontuais e não deixaram dúvida alguma. Ele é o típico sujeito que está a 1.000 km/h, mas com total consciência do que vale a pena e daquilo que deva ser descartado. Este princípio serve para tudo: investir e desinvestir em empresas, promover e dispensar profissionais, assim como em relação aos próprios clientes. Para o consultor, as mudanças retratam a própria vida, e a não-mudança significa a morte.
Naquele dia, Welch parecia especialmente interessado em concentrar sua exposição em um único tema: a importância da missão e dos valores da empresa, na formatação e consolidação de um norte estratégico para o negócio. Eu pensei com meus botões: mas, afinal, por que um dos mais importantes executivos do mundo vem a público falar deste assunto – missão e valores–, quando na verdade estamos aqui sedentos por estratégias de alta complexidade? À medida que o dia foi transcorrendo, fomos nos dando conta que a maior de todas as estratégias de uma empresa vencedora acontece quando se define (ou se redefine) sua missão.
Para Jack Welch, a missão de uma empresa nada mais é do que o seu papel, a sua razão de existir, seu caminho para atingir a liderança. Dentro desta lógica, os valores da empresa nada mais são do que os comportamentos desejados para seus executivos e colaboradores, com o objetivo de que a empresa consiga atender e cumprir com a proposta de sua missão. Tudo terrivelmente óbvio, logo inteligente e por isto mesmo único. Somente Jack Welch poderia dizer coisas de forma tão simples sem ser chamado de louco.
A definição de missão tradicional aquela que acaba indo para a parede da sala, e que tem um “blá-blá-blá”, tipo: “sermos uma empresa ética, lucrativa aos acionistas, que produz qualidade”, entre outras frases. Segundo Welch, isto não vale nada, nestes novos tempos velozes, aonde quem corre está parado. Jack é definitivo nas suas colocações: a missão deve ser estratégica, incrivelmente focada em como vencer a concorrência na preferência do consumidor por valor e não só por preços baixos. A missão correta é parte do sucesso, mas se os valores da empresa não estiverem orientados no sentido de validar a mesma, de nada vai adiantar saber o que deve ser feito para chegar ao sucesso. Sem pessoas alinhadas, uma empresa não chegará a lugar nenhum.
O meeting foi um dia de grande salto intelectual para todos nós. Ao final, constatamos que o valor pago paras estar ali não era nada perto daquilo que levávamos em nossas mentes. De lá para cá, segui interessado no tema – Missão Estratégica x Estratégia Competitiva do Negócio – e, com o tempo, fui compreendendo a diferença entre liderança de mercado e marca líder. Aparentemente, podem parecer a mesma coisa, um mero jogo de palavras. Porém, na prática, são muito diferentes. O líder de mercado é focado em exceder a expectativa de seus clientes/consumidores. Já a marca líder vai além: encanta as pessoas dos consumidores. O líder faz tudo certinho – emociona, traz prestigio, é racionalmente superior, enfim, inatacável. Mas tem um detalhe: sua relevância na vida das pessoas é quase zero. Porque quando chega na hora de uma dificuldade, o líder de mercado é um produto com marca, ou uma empresa com marca, sem nenhuma capacidade de interferir na vida pessoal dos seus consumidores. Uma marca líder só é líder porque constrói “marcas relevantes na alma e no coração das pessoas”. As pessoas têm um desejo inato de querer pertencer, participar de algo maior. E é aí que as marcas líderes começam a se mostrar completamente diferentes e superiores às outras, que são simples líderes de share. Nas marcas líderes, as pessoas (não só seus funcionários) estão no centro da sua missão existencial. As declarações de missões destas empresas com marcas líderes são orgânicas, intensas e vivas.
O norte estratégico é aquilo que resulta de uma missão orgânica, porque tem e representa o conjunto de valores que a empresa escolheu para se tornar mais que só uma empresa, só um produto, mas sim para atingir um nível de organicidade pela alta identidade conceitual. As marcas líderes não patrocinam ações culturais: elas são culturalmente operativas e suas escolhas são baseadas num outro modelo, onde a sensibilidade e o altruísmo superam a gula de curto prazo. As marcas líderes não patrocinam projetos ecológicos, elas são ecológicas. Essencialmente, a diferença está entre ter e ser, entre patrocinar e ser a referência. Se você está pensando que tudo isto é uma loucura, procure responder por que as coisas mais importantes do mundo são sua mulher, seus filhos, enfim, sua família. Porque são pessoas, aliás, as pessoas mais importantes do seu mundo. Agora, imagine uma empresa que não só diga isto para você, mas que de fato faça com que a sua vida se prolongue e se perenize, ao lado de quem você ama. Esta é a diferença: a missão de uns é a liderança, e a de outros, é a vida.
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Happy Hour em casa 03/09/2010
Os que se beneficiaram com a crise foram os fabricantes de bebidas alcoólicas e as redes de supermercados. Segundo pesquisa do instituto americano Gallup, 67% dos norte americanos estão bebendo regularmente. O país não registrava esse índice desde 1985. Contudo, o estudo mostra que o consumo é feito, em sua maior, em casa. Os bares e restaurantes não sentem aumento nas vendas, pelo contrário, as vendas caíram 4,6% em 2009, ante um aumento de 1,2% em lojas de bebidas e supermercados. Em média, a população norte americana está tomando dez doses por mês no conforto do lar, ante apenas 5,7 em bares. Eles estão optando por bebidas mais baratas, o que explica a preferência pelo happy hour caseiro.
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Frases do evento #midiashow 03/09/2010
• "Sempre escutamos falar nos consumidores. Ninguém acorda de manhã sendo um consumidor, mas uma pessoa." Michael Conrad (Fundador da Escola de Liderança Criativa de Berlim) • "A web foi criada por engenheiros, não foi feita por homens da comunicação, por isso há uma desconexão entre tecnologia e conteúdo. Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo." Walter Longo (Mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm) • "O único line que eu conheço e acredito é o que dá resultados. Se é online ou offline, isso não importa. A única linha que importa é entre o que é bom e o que é ruim." Marcello Serpa (sócio e diretor-geral de Criação da AlmapBBDO • “Existem mais pessoas no Brasil com celular do que pessoas que escovam os dentes.” Leo Xavier (Diretor e sócio da Pontomobi Móbile Powerhouse) • “Nas mídias de rede, a audiência também é um veículo.” Abel Reis (Presidente da Agência Click Isobar)
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Mito 27/08/2010
“A Era de Ouro do jornalismo investigativo nunca existiu”. Essa frase poderia passar batida, se não tivesse sido dita por ninguém menos que Carl Bernstein, o jornalista que, junto com Bob Woodward, desvendou o caso Watergate na década de 1970. Ele disse que não está muito preocupado com o futuro desse tipo de jornalismo porque considera que os grandes jornais estão fazendo um bom trabalho. Ele se preocupa mesmo é com os leitores que não estão dando valor ao jornalismo sério.
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FRASES DITAS POR JOGADORES DE FUTEBOL 27/08/2010
• “Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG.\' (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa) • \'Tanto na minha vida futebolística quanto com a minha vida ser humana.” (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico) • “Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.” (Dunga, em entrevista ao programa Terceiro Tempo) • “Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.” (Jardel, ex-atacante do Grêmio) • “O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom.” (Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro) • “A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto.” (Jogador Fabão, assim que chegou no Flamengo) • “Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol.” (Jardel, ex- jogador do Vasco e Grêmio, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito) • “A bola ia indo, indo, indo... e iu!” (Nunes, jogador do Flamengo da década de 80) • “Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.” (Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72) • “Nem que eu tivesse dois pulmões eu alcançava essa bola.” (Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo) • “No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias.” (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos) • “Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.” (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção) • “O meu clube estava a beira do precipício, mas tomou a decisão correta, deu um passo a frente.” (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal) • “Na Bahia é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar.” (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano) • “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.” (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians) • “O difícil, como vocês sabem, não é fácil.” (Vicente Matheus) • “Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.” (Vicente Matheus) • “O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável.” (Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)
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Sábias palavras 27/08/2010
• “O Brasil incluiu 50 milhões de pessoas no mercado de consumo. É uma Espanha.” Benjamin Steinbruch, presidente da FIESP e da CSN • “A China já comprou a África e agora quero Brasil É preciso ter cuidado. Se deixar, eles compram.” Benjamin Steinbruch • “Não há mercado mais importante do que o Brasil” Jerry Del Missier, presidente do banco inglês Barclays Capital • “Estamos passando por um verdadeiro apagão de mão de obra na área digital em nível global. No Brasil, a situação está ficando cada vez mais crítica. Esse fenômeno não é mais novo para o setor que convive com escassez de talentos já há algum tempo. O que tem ocorrido mais recentemente foi um acirramento desta situação por conta do momento bastante próspero desse mercado.” Regina Augusto, em editorial para o Meio & Mensagem • Você não conquista motivação, entusiasmo e capacitação por imposição. Você conquista por respeito, é diferente.” João Dória Jr., Dória Associados • “Mais do que uma opção, integrar os mundos analógico e digital será obrigação” Luiz Alberto Marinho, consultor em marketing de varejo
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