NOTAS DA SEMANA – 30.04.2021

ENTREVISTA COM EDUARDO RIGON

1 – Quem é Eduardo Rigon?

Uma pessoa transparente!

Tenho 52 anos, gaúcho nascido em Gravataí, casado há 31 anos com a Silvana, companheira de vida que tive a sorte de encontrar, e pai da Eduarda, que me enche de orgulho. 

Minha família sempre foi meu exemplo de caráter, de princípios e de vida.

Sou uma pessoa caseira, que curte os momentos em família e a minha casa.

Como bom descendente de italianos, gosto de casa cheia (infelizmente nesse momento não é possível), de cozinhar para a família e os amigos.

Sou um apaixonado e estudioso do mundo dos vinhos.

Prezo pelo respeito e confiança em todas as relações, sou totalmente comprometido com aquilo que acredito e apaixonado pelo que faço.

2 – A publicidade entrou na tua vida de que forma?

Comecei a trabalhar cedo, com 14 anos, e meu primeiro emprego foi como office boy.

Fiquei 7 anos nessa empresa já com uma posição consolidada na área administrativa, e então, resolvi empreender e mudar de rumo. 

Com 22 anos constituí uma empresa – comércio e prestação de serviços – e, após alguns anos de relativo sucesso, percebi que nem eu e nem a minha empresa estávamos preparados para a abertura da economia promovida na época, e decidi fechá-la. 

E é aqui que começa a minha história na publicidade!  

Em janeiro de 1997, fui convidado pelos meus queridos amigos Lucia Maggioni e Silvio Silva para integrar a equipe comercial da RBS Sucursal Vale do Sinos. E quando eu fiz a primeira venda para o City Park anunciar um show do Raça Negra e escutei o spot de 30” na Rádio Cidade, foi amor à primeira vista! 

Em 2002, fui convidado para fazer parte da equipe da RBS TV Porto Alegre, na época comandada pela minha grande amiga Neca Hickmann.

Em 2014, ingressei como sócio do GAV – Grupo de Atendimento de Veículos do RS – e fui eleito presidente do GAV para a gestão 2018/2020. 

Em 2019, fui eleito Atendimento de Veículo do Ano pela ARP.

Nesses quase 20 anos de Grupo RBS, tenho orgulho da minha trajetória e sou grato pela oportunidade de trabalhar em uma empresa que é referência em nosso mercado, que me propiciou evoluir profissional e pessoalmente e que me proporcionou construir relações profissionais e pessoais que levarei em todos os momentos da minha vida.

3 – Crise e pandemia como enfrentar? Inovar e disrupção?

Acredito que temos que enfrentar com muita serenidade e, ao mesmo tempo, acelerando as mudanças de rumo – tecnologia, processos, estrutura – que a pandemia nos trouxe. Algumas delas vieram para ficar.

Penso que a inovação é necessária em todos os momentos do nosso dia a dia. Estamos em um ambiente que muda com muita frequência e cada vez mais rápido. Precisamos buscar ferramentas, mudar processos, medir resultados, nos adaptarmos as necessidades de negócios dos nossos parceiros e entregar a melhor jornada de comunicação ao seu consumidor. Não precisamos “reinventar a roda”, sermos disruptivos sempre! Mas, precisamos sim estarmos atentos a todas as informações/conhecimento que recebemos diariamente e utilizá-los para fazermos diferente do que fizemos ontem e melhorarmos a nossa performance.

4 – Dá para ser feliz?

Sempre!

Se não for para ser feliz não vale a pena!

Cada um tem seu conceito de felicidade. O meu é poder chegar no final de cada dia com saúde, com a certeza de que de alguma forma contribuí para todos que interagiram comigo e de que evoluí como profissional e como ser-humano.

LIVE GAV RS

Atenção sócios e novos sócios do GAV:

Vem aí uma parceria junto com o Grupo de Marketing. Será uma live que tem como assunto o estudo da Kantar sobre o mercado de comunicação.
Aguardem e reservem a data de 11/05 que vem muita coisa boa!

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

Entenda o caso:
Por que a prefeitura deixou de pagar as agências?
A inoperância da atuação do Secretário de Comunicação e do executivo da prefeitura deixaram os fornecedores sem receber em plena crise da pandemia do Covid-19.
SAAC e empenho são papéis para não serem cumpridos, ou melhor mera formalidade.
A perseguição, a discórdia e a mentira são partes importantes desse processo que denigre a imagem do mercado.

PREFERÊNCIA DE INTERESSES

Tem uma agência local que possui um quarteto ou quinteto de mídias que tem no comando o interesse de quem paga mais BV e só chama os mesmos  fornecedores e veículos sempre.

Os que estão fora desse escopo sofrem para aprovar algo com o cliente anunciante, mesmo sendo a melhor estratégia e negócio, pois atrapalham muito e fazem de tudo para não acontecer.

O comando finge nada saber e faz de conta que vai solucionar, mas continua mentindo há anos.

CENP MEIOS

Das 220 agências certificadas pelo Cenp que estão no ranking de maior faturamento de janeiro à dezembro de 2020, doze delas são gaúchas.

Paim 26, Matriz 55, Escala 57, Moove 59 ,Centro 75, Global 90, Competence 92, SPR 115, RBA 150, Protarget 154, Engenho 158 ,Selling 199.

SINAPRO

Buscando aprofundar a informações e os detalhes técnicos que reforçam a posição das agências neste impasse, indevidamente criado, seguem alguns pontos importantes e esclarecedores:

O SINAPRO-RS, em conformidade com a FENAPRO – Federação Nacional de Agências de Propaganda; entende que a exigência de que mídia e fornecedores sejam todos faturados pela agência está em desacordo com a legislação pátria, pois ambos (veículos e fornecedores) devem faturar em nome do cliente os valores devidos por esse e em nome da agência os valores devidos a título de remuneração da agência (honorários de mídia e/ou produção).

A Lei nº 4.680/65 é muito objetiva e deixa claro no art. 3º que a Agência de Propaganda é pessoa jurídica especializada na arte e técnica publicitárias que, através de especialistas, estuda, concebe, executa e distribui propaganda aos Veículos de divulgação, por ordem e conta de Clientes Anunciantes, com o objetivo de promover a venda de produtos e serviços, difundir ideias ou informar o público a respeito de organizações ou instituições colocadas a serviço desse mesmo público. No mesmo sentido o Decreto que 57.690/66 que disciplina a prestação de serviços estabelece que os serviços de propaganda serão prestados por Agência mediante contratação de honorários e reembolso das despesas previamente autorizadas, atendendo ao que estabelecem as Normas-Padrão da Atividade Publicitária, editadas pelo CENP – Conselho Executivo das Normas-Padrão.

Portanto, a agência é contratada para criação e agenciamento de propaganda, ou seja, ela cria e desenvolve ações que mediante aprovação do cliente serão executadas por terceiros sob orientação e supervisão da agência, ela não é tomadora do serviço de terceiros, sendo assim, o faturamento dos veículos e dos fornecedores é contra o cliente, enviado através da agência para que ela faça a conferência do serviço prestado e encaminhe ao seu cliente. Esse procedimento está previsto no Decreto 57.690/66.

Além disso, cabe sempre relembrar que na mesma Lei 4.680/65, em seu Art 16, diz que as infrações nesta Lei serão punidas pelo órgão oficial fiscalizador sem prejuízo das medidas judiciais adequadas e seus efeitos como direito. Além disso, na mesma Lei, Art, 17 deixa claro que a atividade publicitária nacional será regida pelos princípios e normas do Código de Ética dos Profissionais de Propaganda, instituído pelo I Congresso Brasileiro de Propaganda (outubro/1957/RJ), sendo que neste código fica estabelecido que os veículos de comunicação irão faturar sempre em nome dos anunciantes, enviando as contas às agências por elas responsáveis, para cobrança.

ARP

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) completa 65 anos de fundação nessa segunda-feira, 26 de abril. A entidade, que se fez presente e representou os profissionais da comunição do Rio Grande do Sul por mais de seis décadas, celebra mais um aniversário olhando para o futuro. Em meio à pandemia de coronavírus, a associação foca na reinvenção e anuncia novos projetos, com pautas no âmbito da inclusão e da diversidade.

Para comemorar a data, a ARP lança hoje o vídeo de encerramento da campanha “Isso não é uma homenagem. Todo dia é dia delas”, que foi divulgada durante todo mês de maio em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O intuito foi dar voz às profissionais do mercado da comunicação e estampar as frases que elas não gostariam mais de ouvir em um ambiente que ainda é predominantemente masculino, principalmente em cargos de liderança.

Em um mês, a campanha contou com milhares de interações nas redes sociais e com a participação de mais de 300 mulheres do mercado. O resultado disso foi um vídeo com as frases recebidas através de formulário aberto que circulou pela internet. “Estamos cada vez mais atuantes, nos reinventando em tempos de pandemia e trabalhando sempre por um mercado forte”, declara a atual presidente, Liana Bazanela, a primeira mulher a estar à frente da ARP. Em seu quarto ano de gestão, ela lembra que a diversidade vem sendo trabalhada desde que assumiu a associação.

E para reforçar ainda mais essa pauta, a entidade aproveita  o momento para anunciar uma nova diretoria: Equidade Racial e Futuros, coordenada pela Relações Públicas, pós-graduada em Marketing e Mestre em Educação, Patrícia Carneiro. “Precisamos construir uma indústria criativa gaúcha que esteja conectada ao futuro. Estamos falando de 56% da população brasileira. E onde estão? Temos muito que trabalhar neste sentido. O mercado gaúcho precisa furar a bolha”, afirma ela, que atualmente gerencia um projeto do Itaú Cultural junto à agência White Rabbit Trends, de São Paulo.

O que vem por aí

Além das iniciativas já colocadas em prática, a ARP ainda tem muitas novidades para lançar em 2021. A associação pretende anunciar mais uma diretoria, com foco em Experiência do Usuário, e que deve ser responsável pela criação de uma plataforma voltada para profissionais mulheres do mercado da comunicação que desejem aprender mais sobre e com lideranças femininas.

Para completar, em breve deve ser divulgada uma pesquisa inédita com os sócios da entidade, buscando saber o que eles esperam da mesma e o que estão achando das mudanças já promovidas. Outra iniciativa, é a aproximação e incentivo aos grupos do mercado, como Grupo de Marketing, Grupo de Live Marketing, a retomada do Grupo de Atendimento e a criação do Grupo de Novos Líderes.

“A ARP está ativa e enfrentando a pandemia. Estamos muito felizes por ter o apoio e engajamento do mercado para que possamos seguir crescendo e nos desenvolvendo”, conclui a presidente Liana.

MOOVE

Moove retoma expansão no mercado catarinense

Após conquistar duas contas do Governo de Santa Catarina, a Moove planeja expandir a atuação da agência no estado vizinho. Para solidificar a agência em novos mercados, a Moove vem fortalecendo as expertises da equipe e aprimorando as entregas da agência.

A expectativa é gerar impactos positivos em outros estados, movimentando marcas e clientes e utilizando a publicidade como vetor de transformação social. “Estamos animados com os resultados dos nossos planos de expansão, mas ainda mais com o fato de poder comunicar com e para os catarinenses”, afirmou o CEO da Moove, Gabriel Fuscaldo.

Contas em Santa Catarina

Em janeiro, a Moove iniciou o atendimento ao Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) e à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O escritório de operação está instalado no Impact Hub Floripa Primavera, no Passeio Primavera, em Florianópolis.

O Ciasc é responsável pela política de tecnologia da informação e comunicação, pelo tratamento de dados e informações e pela prestação de assessoramento técnico aos órgãos governamentais. Já a Udesc é a segunda maior instituição de ensino superior de Santa Catarina, e está presente em nove municípios, com 12 unidades e 32 polos de apoio ao ensino a distância (EaD).

Nas duas contas, a Moove atua em estudo, planejamento, conceituação, concepção, criação, execução interna, intermediação, supervisão da execução externa e distribuição de publicidade aos veículos e demais meios de divulgação, incluindo canais digitais.

RBS TV

O que realmente importa? A partir do próximo sábado (1º), os telespectadores da RBS TV vão poder acompanhar algumas respostas a essa pergunta, que conduz a nova temporada de “Posso Entrar?”. Comandada pela comunicadora Cris Silva, a atração estreia dez novos episódios e, assim como na segunda temporada, a apresentadora entra na casa dos telespectadores de maneira virtual, para contar histórias reais, que entretêm, emocionam e inspiram. Para a estreia, Cris Siva adianta o que o público pode esperar dessa nova fase do programa, quais as principais novidades, o que mudou desde a primeira temporada e, é claro, o que realmente importa para ela.  

1) Por que a terceira temporada do “Posso Entrar” tem como mote “o que realmente importa?”? Como foi a escolha do tema?  

Quando começamos a produzir esta temporada do “Posso Entrar?”, nós paramos para pensar o que iríamos trazer de novo, além do visual e das novidades. E decidimos que era o tema. Na última temporada do programa, falamos sobre vários assuntos, sobre se reinventar e sobre pessoas que deram um jeito, driblaram a crise e a saudade. Mas tínhamos que evoluir. Então, nesse um ano de pandemia, pensamos muita coisa e perdemos muita coisa também, além de vidas. Assim, o mote do programa é: quando paramos para pensar, nesse tempo todo, o que realmente importa? É isso que a gente vai contar. Esse tema poderia ser atemporal, pois em qualquer momento da vida paramos e pensamos no que realmente importa. Mas a pandemia acelerou essa reflexão, e nós vamos contar histórias de pessoas trazendo, então, o que realmente importa para elas.  

2) Quais são as principais novidades que os telespectadores da RBS TV podem esperar dos novos episódios?  

Acredito que a grande novidade é que é uma temporada visual. O cenário está completamente diferente e, além disso, há uma super novidade que é o monitor. Antes, eu falava com as pessoas através do celular ou do tablet, e agora elas vão estar em um monitor gigantesco. Isso vem de uma busca nossa por proximidade, uma tentativa de que, mesmo com a distância física, estejamos próximos das pessoas. Em cada episódio, vamos fazer uma reflexão diferente. Vamos falar sobre família, superação, saudade… em cada episódio, vamos apresentar o que é importante para alguém.  

3) Qual é a sensação, para ti, de o “Posso Entrar” estar chegando em sua terceira temporada, vindo de uma trajetória de bons números de audiência, transmitido na Globo Internacional e acompanhado de patrocinadores que compraram a ideia?  

A sensação é de estar no caminho certo. É de que, mais uma vez, eu tenho uma equipe maravilhosa junto comigo. É de gratidão pela RBS apostar em um produto como esse e pelas marcas comprarem a ideia e alinharem os seus propósitos com o programa. O que queremos trazer no “Posso Entrar?” são pessoas que lá na sua casa, junto com seus familiares, enfrentam alguma barra ou tem alguma situação que é inusitada e que vale a pena ser contada. Fechar uma terceira temporada com todos os patrocinadores, com uma equipe muito boa, com profissionais de altíssima qualidade, todos apaixonados por entregar um produto bom, é incrível. Eu acredito que essa é a resposta do porquê de a gente ter conseguido ir para Globo Internacional, do porquê de a gente chegar na terceira temporada e do porquê a audiência responder tão bem para a gente.  

4) De 2019 para cá, o que mudou no programa desde a sua primeira temporada?  

O programa mudou bastante, mas, principalmente, eu mudei também. Toda vez que conhecemos pessoas, descobrimos uma realidade e nos colocamos no lugar dessas pessoas, não tem como não mudar. A cada temporada, eu vou atualizando a minha versão, com tantas histórias legais que contamos no programa. É muito bacana porque criamos um vínculo com as pessoas e acompanhamos elas. Nós adoramos saber que teve um seguimento. Às vezes, o “Posso Entrar?” é só um ponto de partida para uma coisa maior que vai acontecer. É muito legar perceber esse poder de transformação das pessoas e de mim mesma ao longo das temporadas.  

5) E para ti, Cris, o que realmente importa?  

São tantas coisas! Eu vejo que, nesse momento, o que realmente importa, apesar de soar clichê, é continuar com saúde para conseguir realizar esse projeto e, ao mesmo tempo, fazer com que eu consiga dar voz para outras pessoas. O que realmente importa é eu conectar essas pessoas com outras e permitir que elas entrem uma na casa das outras para inspirar e mostrar que é possível. Posso dizer que o que realmente importa, pra mim, é trazer transformação.  

SALA DE REDAÇÃO

No dia 14 de junho deste ano, o Sala de Redação completa cinco décadas de história. Para dar início às celebrações do principal programa de debates esportivos do Rio Grande do Sul, foi lançado, nesse domingo (25), o Minuto do Sala, uma contagem regressiva para esse marco histórico do programa. Compartilhamos o primeiro áudio com vocês, em anexo.

Diariamente, até o aniversário da atração, os ouvintes poderão acompanhar trechos, de um minuto, com alguns dos momentos mais marcantes do Sala desde a sua criação. O conteúdo, veiculado durante os intervalos do Sala de Redação, terá desdobramento nas redes sociais e em chamadas na RBS TV. 

A iniciativa integra uma série de ações especiais em comemoração aos 50 anos do programa, que serão divulgadas em breve.

YOUPPER INSIGHTS

Para celebrar a chegada ao nosso mercado, a consultoria de inteligência em comunicação, marketing e relacionamento vai divulgar uma pesquisa inédita sobre a construção de laços fortes de consumo com marcas e influenciadores.

A apresentação dos resultados será feita por Diego Oliveira e João Finamor, da Youpper Insights. Em seguida, acontece um debate mediado pela comunicadora Patti Leivas e com a presença de Liana Bazanela, presidente da ARP, e de Arthur Vasconcellos, sócio da Estrategeria e professor da ESPM.

QUANDO: Próxima segunda-feira, 3 de maio, às 19h

ONDE: Plataforma Zoom

RECORD

A partir de hoje, 30 de abril, o sinal regional da Record TV RS passa a ser transmitida também na operadora SKY.

A emissora está disponível em todas as regiões do estado pelo sinal aberto e através da operadora Claro/Net. A negociação com a SKY, feita em conjunto com a cabeça de rede, permitirá que a emissora disponibilize a programação local para os assinantes da operadora que, atualmente, marca presença em 496 dos 497 municípios do RS. São 321.621 assinaturas no estado conforme os dados da Anatel e a entrada amplia em mais de 1 milhão de telespectadores a abrangência da emissora gaúcha.

A ação representa um avanço importante do Grupo Record no estado do Rio Grande do Sul. Diariamente centenas de assinantes da SKY pediam que a Record TV RS disponibilizasse o conteúdo regional na operadora. Segundo Carlos Alves, Presidente do Grupo Record RS, este movimento “permitiu disponibilizar a programação local para aproximadamente 1 milhão de pessoas no estado, atendendo os anseios dos assinantes da SKY que desejam assistir a programação regional”. Conforme o executivo, a “ação foi parte da estratégia da emissora para alcançar cada vez mais telespectadores no estado e ampliar o potencial de comunicação dos anunciantes”.

A partir de hoje, 30 de abril, a Record TV RS está disponível no canal 7 ou 407HD com a programação local.

LEBES

Para comemorar o dia das mães, a Lojas Lebes está fazendo uma grande homenagem a todas as mães que vivem a maternidade das mais variadas formas. Elas podem ter milhares de faces, estilos e personalidades, mas sempre representam o sentimento de carinho, de afeto e de porto seguro. 

Todo este amor de mãe está sendo retratado na campanha “Força que inspira, amor que transforma”, que mostra, através de uma websérie, quatro diferentes histórias de muita superação, força, acolhimento e de puro coração.

As histórias estão sendo contadas, a cada semana, através das redes sociais da rede varejista pelo @lojaslebes. Durante as gravações cada mãe foi questionada sobre como a maternidade transformou a sua vida. As respostas serão divulgadas, no domingo, dia 09 de maio, no filme final que vai apresentar um compilado de todos os cases.

A campanha, que foi criada pelo time de Marketing da Lebes, também pode ser vista na revista da empresa e nos pontos de vendas da rede, com dicas de presentes para todos os estilos de mamães.

SBT

O apetite do SBT pelos direitos esportivos parece estar aguçado. Depois de anunciar a aquisição da UEFA Champions League, principal torneio de futebol interclubes do mundo, a emissora dá mais um passo para incrementar sua grade de programação com outros torneios internacionais.

Como parte da evolução do relacionamento construído com a Team, empresa proprietária dos direitos da competição europeia, o SBT está próximo de adquirir a Liga Europa, o segundo torneio de clubes do continente. Caso confirme a negociação, será o retorno da Liga na TV aberta no Brasil. Na TV por assinatura, a competição faz parte do cardápio de conteúdo dos canais esportivos da Disney (Fox Sports e ESPN).

Além dos clubes internacionais, o SBT também está próximo de contar com a seleção brasileira em sua grade de programação. A emissora está bem encaminhada nas negociações para ter a Copa América, com exclusividade, na TV aberta neste ano. O torneio será realizado nos meses de junho e julho e reunirá as seleções de todo o continente, em partidas realizadas na Argentina e na Colômbia. Nos últimos anos, a Copa América fez parte dos direitos de transmissão da Globo. Oficialmente, o SBT não confirma as aquisições.

Desde o ano passado a emissora vem consolidando seu pilar esportivo ao comprar os direitos da Conmebol Libertadores da América, principal competição de futebol do continente, que deixou de ser exibida pela Globo após anos. O acordo entre o SBT e a Conmebol começou na temporada de 2020 da competição e segue até a etapa de 2022, podendo ser renovado posteriormente.

A final da Libertadores, exibida no fim de janeiro entre Palmeiras e Santos, contou com patrocínio das marcas Amazon Prime Video, Claro, Netshoes, Sanofi, SportingBet e TikTok. Para as transmissões da Champions League, a emissora está preparando um pacote comercial independente, que em breve deve ser apresentado às agências de publicidade.

DIA DO PROFISSIONAL DE EVENTOS

Neste dia 30 de abril comemora-se o Dia do Profissional de Eventos. Caso tenham pautas relacionadas a este que é um dos mercados mais impactados com a pandemia, o presidente da AMPRO – Associação de Marketing Promocional / Live Marketing, Alexis Pagliarini, está à disposição para entrevistas.

Pagliarini pode abordar:

– Situação atual do mercado de Eventos no Brasil, em especial os eventos corporativos e expectativas para a retomada de atividades – em São Paulo, por exemplo, já estão permitidos eventos corporativos presenciais com 25% da capacidade dos espaços adotando todos os demais protocolos;

– Alternativa dos Eventos Digitais, expectativas de crescimento, novas tecnologias e como tem sido a aceitação do público para as novas soluções;

– O PERSE – Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, que foi aprovado pela Câmara no último dia 7 de abril e segue para sanção do Executivo e regulamentação – o que é o programa e como ele poderá socorrer o mercado no país;

– Entre outros temas relacionados.

Alguns dados:

  • O Live Marketing é um dos setores que mais movimenta a economia brasileira. Somente a indústria de Eventos impacta mais de 50 setores da economia e movimenta, anualmente, no país, mais de R$ 930 bilhões, o que representa quase 13% do PIB – índice maior que o das indústrias automobilística, farmacêutica e a petrolífera -, com a geração de 25 milhões de empregos diretos e indiretos. O Brasil organiza e recebe cerca de 590 mil eventos anuais.
  • Em termos de faturamento, os números do setor do Live Marketing, que inclui os Eventos, as Promoções e Ativações, o Marketing de Incentivo, o Trade Marketing, aproximam-se de R$ 50 bilhões anuais (dados do final de 2019), com crescimento de mais de 130% nos últimos 6 anos.
  • Com a necessidade do isolamento social, o mercado estima cerca de R$ 50 bilhões de prejuízo por mês – em um ano parado, o prejuízo pode chegar a R$ 600 bilhões;
  • Mais de 90% das agências especializadas em Live Marketing foram diretamente afetadas com a crise do COVID, com queda de faturamento de até 75% até o final de 2020 – segundo últimos levantamentos da AMPRO;
  • Desde o início do isolamento, todo o mercado começou a se movimentar para encontrar soluções para driblar a crise. Levantamento recente da AMPRO constatou que todas as agências entrevistadas acrescentaram ou pretendem acrescentar novos serviços ao portfólio, com destaque para atividades digitais, eventos virtuais e híbridos;
  • No último dia 7 de abril, o PERSE – Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, representado pelo PL 5638/20, foi aprovado e segue para sanção do Executivo e regulamentação. A AMPRO está entre as entidades que se mobilizaram para a criação e aprovação do projeto, que prevê medidas importantes em socorro do setor de eventos, um dos mais afetados pela pandemia.

FEEVALE

A Universidade Feevale divulgou a programação completa do III Cidi – Congresso Internacional de Diálogos Interdisciplinares: comunicação digital e futuros possíveisIV Congresso de Indústria Criativa; e V Seminário Internacional de Diversidade Cultural e Inclusão Social. O evento acontece nos dias 20 e 21 de maio, com participação de pesquisadores de Argentina, Espanha e Portugal, entre outros nacionais.  

Os congressos têm como objetivo proporcionar um espaço de reflexão interdisciplinar sobre o desenvolvimento da pesquisa científica na mediação das relações sociais. Além desses eventos, acontecerá a Mostra Técnica Artística e Cultural, parte integrante do Cidi, que busca apresentar, ao público acadêmico, as variadas formas de expressões técnicas, artísticas e culturais desenvolvidas por alunos e egressos dos Programas de Pós-Graduação (PPGs), que ainda recebe propostas, até 1º de maio, pelo e-mail  cursoseeventos@feevale.br. Já as inscrições para ouvintes poderão ser feitas até o dia 19 de maio, pelo site www.feevale.br/cidi2021.  

Confira a programação completa: 

20 de maio, quinta-feira
– 18h30min: abertura Universidade Feevale, com Cleber Prodanov, reitor; João Sganderla Figueiredo, pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão; Paula Casari Cundari, diretora de Relações Internacionais e Institucionais; Cristiano Max, coordenador do mestrado em Indústria Criativa; Gustavo Roese Sanfelice, coordenador do PPG em Diversidade Cultural e Inclusão Social; Daniel Conte, coordenador do PPG em Processos e Manifestações Culturais  

–  19h: Abertura da Mostra Técnica Artística e Cultural

– 19h: palestra Entre la Comunidad Virtual y la Inscripción Territorial: las redes sociales digitales como herramientas de investigación en estudios urbanos 
Conferencista: Violeta Ventura, professora da Universidad Nacional de La Plata (UNLP), Argentina 
Debatedores: Ramiro Segura, professor da UNLP, e Cornelia Eckert, professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 
Mediadora: Ana Luiza Carvalho da Rocha, professora da Feevale 

21 de maio, sexta-feira
– 9h: palestras
Tema: Tecnologias nas práticas criativas, com Luís Teixeira, coordenador do PPG em Gestão das Indústrias Criativas da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Portugal. Mediador: Cristiano Max, Feevale  
Tema: Comunicação acessível, com Carla Sofia Costa Freire, coordenadora do Mestrado em Comunicação Acessível do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Portugal. Mediadora: Patrícia Scherer Bassani, professora da Feevale 
Tema: Projetos e processos sobre arte, memória e identidade, com Aurora Alcaide Ramírez, diretora do Grupo de Investigação Arte e Políticas de Identidade da Universidade de Múrcia (UM), Espanha. Mediadora: Laura Ribero Rueda, professora da Feevale 

– 14h: sessões de apresentações de trabalhos  

– 19h: palestra Tecnologia para o Social: como ferramentas livres impactam a sociedade, com Caio Sacramento de Britto Almeida, diretor de Engenharia de Software do Meedan, Estados Unidos. Mediadora: Sandra Montardo, professora da Feevale 

BATUCA

A Batuca anunciou, nesta semana, a promoção de dois de seus profissionais para a direção da empresa, ambos no setor de Criação. Na sede em Bento Gonçalves, Duani Lima assume o cargo para dividir a função com Pâmela Rosa, uma das sócias da agência. O segundo é Lucas Souza, que assume a direção de criação na sucursal de Porto Alegre.

Duani chegou à Batuca em 2016, como redatora publicitária, atuando com marcas como Unimed Nordeste-RS, Marcopolo, Volare, Croasonho, Cartago, Grendha, OU, entre outras. Em 2019, recebeu o Prêmio Share Social Media do Tudo Share de Melhor Campanha de Lançamento de Produto ou Serviço, junto à Batuca, participando da criação da campanha Croa La Croa, para a Croasonho. Em julho de 2020, com a experiência em liderança de equipe, foi promovida a Head de Criação e passou a auxiliar times e redatores no desenvolvimento criativo de campanhas.

“A Batuca me deu essa oportunidade e me ensinou muito. A forma de trabalho da agência, o modo colaborativo, o tratamento de igual para igual, a confiança dos gestores, a troca entre as pessoas, tudo me fez crescer muito e entender que eu também poderia ser uma líder de mim mesma. Que eu poderia crescer e colaborar. As minhas expectativas, agora, neste novo momento, é a de querer levar essa cultura criativa da Batuca adiante. Trabalhar internamente para que o time seja sempre feliz, engajado e com brilho no olho, algo que eu sempre quis, que eu sempre busquei em perfis dentro da agência: quando a gente vê os projetos ganharem vida e se dedica ao máximo para que as coisas aconteçam. Espero todo esse desenvolvimento e quero me entregar ao máximo para que este DNA Batuca continue vibrando e pulsando em cada um dos integrantes do time. Também busco um crescimento profissional e, com certeza, vou ter novos desafios e vou ampliar o meu campo de atuação”, celebra Duani.

Já Lucas chegou à Batuca em 2017 como Diretor de Arte, depois foi Coordenador de Criação e Coordenador de Digital. Após um período afastado da agência, retorna como Diretor de Criação. “É um desafio grande, pois há contas bastante expressivas, de tamanho bem importante para a agência em Porto Alegre. A ideia é ajudar o time no desenvolvimento de ideias cada vez mais criativas e mais estratégicas também, porque o resultado acaba fazendo parte da entrega, além da própria criatividade”, resume Souza.

Com as promoções, Dirson Arndt, outro sócio da Batuca, deixa a direção de criação e passa a ser diretor de Operação e Pessoas.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Há pouco mais de um ano, de grandes corporações a startups e microempreendedores, todos tiveram que adequar suas estratégias de negócio ao contexto da circulação da Covid-19 no Brasil. Silvio Meira, cientista-chefe da consultoria TDS Company e membro dos conselhos de administração de grupos como Magalu e MRV, analisa que o Brasil avançou cinco anos na escalada da transformação digital somente nesse período.

“Não foram lançadas novas tecnologias na pandemia, mas os negócios tiveram a necessidade de recorrer a recursos digitais já disponíveis, como o e-commerce, por exemplo, tecnologia utilizada pela Amazon há duas décadas”, avalia o cientista-chefe. De acordo com pesquisa da Ebit/Nielsen, o faturamento de lojas online no Brasil cresceu 47% no apenas no 1º semestre de 2020 e teve seu maior crescimento em 20 anos. Outra pesquisa, realizada pela Mastercard e Americas Market Intelligence (AMI), apontou que 46% dos brasileiros fizeram mais compras online na pandemia.

Um dos principais projetos da TDS Company em 2020 foi desenvolvido em parceria com o Grupo FSB, o maior do Brasil na área de comunicação corporativa. Chamado FSB Futuro, o projeto tem como objetivo fomentar a cultura de inovação nos processos internos das diversas empresas do grupo e identificar e incubar iniciativas inovadoras com uso intensivo de tecnologia.

“O FSB Futuro é o novo modelo de cultura de trabalho que estamos desenvolvendo no nosso grupo, do qual fazem parte a FSB Comunicação, com mais de 40 anos de mercado em Relações Públicas, e a Loures Consultoria. Com o apoio do Silvio Meira e seu time especializado em inovação digital e transformação estratégica, estamos desenvolvendo oportunidades de negócio e reforçando a capacidade de inovação de nossos times de atendimento ao cliente. Somos parceiros estratégicos de negócios que buscam não só pensar as necessidades do presente, mas que apostam no futuro e no desenvolvimento contínuo de soluções inovadoras”, ressalta Diego Ruiz, sócio-diretor das agências.

“Ficou muito mais difícil competir hoje em dia, porque já não basta mais oferecer ponto de venda, ações de marketing e uma promessa de produtos e serviços. É necessário ter soluções digitais articuladas, estratégias de adaptação a mudanças e um atendimento cada vez mais eficiente para os clientes, que também tiveram que aprender novas habilidades nesse período, como trabalhar em home office e pagar contas por Pix, por exemplo. Certos níveis de ingenuidade digital que a gente tinha antes da Covid não são mais aceitáveis”, analisa Meira. “E, com essas novas habilidades, os clientes esperam que as empresas melhorem sua experiência de uso e consumo, de acordo com o que estão pagando.”

Da Comunicação Corporativa passando pelo Marketing Digital e pela Publicidade, o Grupo FSB conta agora com novas tecnologias e capacidades para capturar oportunidades de visibilidade e engajamento para marcas, analisar diferentes comportamentos de usuários por nicho, identificar o surgimento de novas redes sociais e ferramentas e formatar parcerias com influenciadores em perspectivas ainda não exploradas. Tudo isso com o uso intensivo de análise e gestão de dados.

“Em um contexto em que o Discord, rede social avaliada em US﹩ 7 bilhões, conta com milhões de usuários e ainda é um espaço pouco utilizado pelas marcas, pensar a comunicação para além das ações tradicionais de PR e Digital, em canais utilizados por um grande volume de mídia e concorrentes, é abrir espaço para o novo e, ao mesmo, trabalhar com uma tela em branco para a criação de estratégias em parceria com nossos clientes”, explica Ruiz.

Diversos ambientes digitais têm surgido e ganhado cada vez mais adesão dos usuários, como Clubhouse e a plataforma de streaming Twitch, com novas possibilidades de engajamento, análise de tendências de comportamentos e alto volume de captura de dados. As marcas, além de viabilizarem seu próprio processo de inovação, também podem reconhecer novas oportunidades no mundo em transformação em que estão inseridas. “Eu quero estar com uma agência que domina e usa, na prática, um processo continuado de transformação digital e que pode me oferecer coisas, físicas e digitais, e a combinação das duas, que eu não pensei, porque ela está prospectando o mundo como pesquisadora e realizadora”, sintetiza Meira.

LGPD

A LGPD é um dos tópicos fundamentais que estão em alta no cenário dos negócios e das organizações. Para explorar o assunto, esclarecer dúvidas e divulgar as principais influências do tema para este ano, aABA – Associação Brasileira de Anunciantes – realizouem20 de abril,webinar exclusivo para os associados da Entidade, que contou com a participação de cerca de uma centena de profissionais, e teve como tema “LGPD e seus impactos em 2021”. O debate contou com a participação dos advogados Dr. Marcel Leonardi (Leornadi Advogados) e Dr. Gustavo Artese (Artese e Advogados) como guest-speakers.
O evento foi promovido pelo Comitê Jurídico, presidido pela Dra. Eliane Quintella (Softys), em conjunto com o Comitê de Relações Governamentais, presidido por Daniela Rios (P&G).
“A Lei Geral de Proteção de Dados trouxe uma discussão muito ampla sobre o uso dos dados e seu papel no marketing das empresas, pautando gigantes do mercado sobre quais seriam os protocolos adequados para o armazenamento e uso dos dados dos clientes. Por isso, a ABA, preocupada em como essa questão pode afetar o futuro dos anunciantes, busca discutir a LGPD e até mesmo explicar quais são suas implicações”, destaca Sandra Martinelli, Presidente-Executiva da ABA.

“Agradeço a ABA pelo convite e poder falar sobre a LGPD, que é um assunto que vem nos últimos anos pautando discussões internas nas empresas, tanto pelo fato de que existe a necessidade de adequação a nova legislação, quanto pelo uso e tratamento desses dados na publicidade, setor com desafios e diferenças fundamentais na lei brasileira em relação ao GDPR na Europa”, comentou Dr. Marcel Leonardi.

“Hoje, a questão de segurança da informação é chave, visto os repetidos casos de vazamento de dados e constantes ataques. De outro lado, a adaptação das empresas à legislação tem sido um desafio, dentre outros motivos porque as leis e referências internacionais estão mudando para dar conta de novas tecnologias (e.g. Inteligência Artificial). Para dar conta da velocidade das mudanças e das especificidades setoriais, a autorregulamentação pode ser uma boa opção para as empresas lidarem com a proteção de dados, buscando o diálogo entre cada setor e a ANPD, sobre quais seriam as boas práticas em uma série de contextos.” comentou Dr. Gustavo Artese.

MÍDIA OFFLINE

A pandemia afetou diversas empresas e setores da nossa economia, isso é um fato. Do varejista ao cultural, poucos foram os que passaram ilesos por esse período de crise. A mídia offline foi um desses setores que sofreu um grande impacto. Com menos pessoas circulando pelas ruas, para quem comunicar? Estima-se que, em todo o mundo, o mercado OOH (Out Of Home) tenha sofrido retração de 20% a 25% no ano passado.

No entanto, um debate levantado no primeiro webinar do World out of Home Organization, realizado no final de fevereiro, trouxe pontos interessantes e que trazem otimismo para os players do setor. Um deles, de Mark Boidman, do banco de investimentos PJ Solomon, diz que haverá aumento na receita do OOH em todo o mundo, saltando de US﹩ 26 bilhões no ano passado para US﹩ 33 bilhões neste ano, impulsionado pelo crescimento da OOH digital.

Para Ricardo Espírito Santo, CEO da Onbus Digital, maior plataforma de comunicação e experiências com passageiros de ônibus do país, no Brasil não será diferente. “A sociedade como um todo está aguardando a volta da ‘vida normal’, onde o isolamento social não será mais necessário. Isso vai mudar e muito a perspectiva das pessoas, de poder curtir cada movimento feito fora de casa”, explica o empresário, complementando que isso vai impactar positivamente o setor. De acordo com a pesquisa da OAAA e Harris, 45% dos consumidores entrevistados dizem que passaram a notar mais os anúncios OOH pela cidade após a pandemia.

E se a vida do consumidor mudou, o comportamento também teve suas alterações. O uso de celulares e aparelhos eletrônicos cresceu exponencialmente, já que essa foi a única ferramenta que conseguiu diminuir os efeitos do isolamento. Um estudo do Kantar Ibope apontou que 8% dos brasileiros disseram ter escaneado um QR Code pela primeira vez durante a pandemia e esse tem sido um recurso cada vez mais comum na OOH. Ainda na pesquisa, o levantamento afirma que enquanto empresas de setores como venda de ingressos, turismo, bares e casas noturnas reduziram seus anúncios, o mercado farmacêutico, e-commerces e serviços como delivery nunca estiveram tão aquecidos.

O uso de mídias offline para continuar uma relação estável com os consumidores foi imprescindível. Neste período de transformação, é preciso ir além do processo tradicional de investimento em mídia offline. Para um plano assertivo é essencial trabalhar com ferramentas precisas e avaliar o engajamento por meio de métricas de performance. A análise baseada em dados permite criar indicadores que estejam de acordo com a marca e definir um plano de mídia otimizado a partir das informações geradas e coletadas de forma sistematizada.

Tendo esses conceitos em seu DNA, a Onbus Digital produziu a campanha dos supermercados Prezunic, que através do QR Code espalhado em estações de BRT pela cidade, fortificou ainda mais seu serviço de delivery das compras. Outro case de sucesso foi o da loja de material de construção Sergil, que aplicou o mesmo conceito para compartilhar sua geolocalização com os clientes.

As campanhas de mídia offline precisam ter ações estratégicas e assertivas. O uso de dados na mídia off-line proporciona uma forma inteligente e com utilização de métricas fiéis, que traz vantagens para toda a cadeia: espaço, anunciante e publico. “Já vinhamos de uma tendência digital muito forte e a pandemia acelerou ainda mais esse processo. E no futuro isso deve crescer ainda mais. A gente pode e deve levar informação, conteúdo, experiências e interatividade que possam impactar a vida dos consumidores. Esse é o caminho”, finaliza Ricardo.

DIA DAS MÃES

O Dia das Mães, segundo período comercial mais esperado pelo varejo – perdendo apenas para as ofertas de fim de ano -, está chegando. E, mesmo com o isolamento social em razão da pandemia, muitos consumidores querem demonstrar o afeto pelas mamães – inclusive através de presentes. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa realizada pela All iN e Social Miner – que une dados de consumo, tecnologia e humanização para ajudar empresas a otimizarem seus resultados -, em parceria com a Opinion Box. O estudo revela que 66% dos brasileiros estão decididos a ir às compras, enquanto 18% ainda estão na dúvida se vão presentear alguém na data.

Mas não são só as mães que devem ganhar presentes nesse dia especial: 20% querem aproveitar as ofertas da sazonalidade para comprar algo também para o cônjuge; 18% para a sogra, 11% para a avó, 11% para si mesmo, e 10% para a irmã. Beleza e Cosméticos, e Moda e Acessórios disparam na frente entre as categorias preferidas para presentear.

Com os presentes, 14% desejam gastar até R$50, 31% estão dispostos a investir de R$51 a R$100 e outros 27%, de R$101 a R$200. E mais: 11% afirmaram que podem pagar de R$201 até R$300 em itens para as mães; 4%, de R$301 a R$400; 3%, de R$401 a R$500; 4%, mais de R$500; e 6% não se decidiram. Além disso, tendo a opção de escolher mais de uma forma de pagamento, 58% pretendem utilizar o cartão de crédito para adquirir produtos, 38% querem pagar no dinheiro, 31% no cartão de débito e 23% no Pix – que passou na frente do boleto, que ficou com 16% da preferência dos compradores, e de transferências, com 8%. Bons preços, promoções e vantagens no frete serão fatores de compra decisivos à maior parte dos clientes.

Por isso, apostar em boas condições a quem comprar com antecedência pode ser uma boa pedida, bem como oferecer cupons de desconto aos que deixarem a compra para a última hora – para compensar a chegada do presente após o dia do evento, por exemplo.

E temos boas notícias: há novos consumidores querendo aproveitar as ofertas neste ano – ou que pelo menos estão na dúvida sobre comprar ou não na data. 14% deles não tinham o hábito de presentear ninguém antes de 2020, e 26% sequer tinham ido às compras no período no ano passado. Inclusive, os varejistas que quiserem conquistar esses clientes estreantes, e os outros também, já podem começar a divulgar as ofertas, afinal 28% dos consumidores vão começar a comprar com duas semanas de antecedência e outros 35% na semana do evento.

Os sites de busca – como Google e Bing – devem ser os mais utilizados pelos consumidores em busca de presentes (41%). Há também quem prefira recorrer às lojas físicas (39%), aos aplicativos (31%), ao Instagram (25%), ou comprar direto nos e-commerces (25%). E, como vimos que o evento tem potencial para gerar bastante tráfego nos sites, apps e redes sociais, eis aí um bom momento para as lojas se conectarem a novos leads e aumentarem sua base.

EVENTOS DIGITAIS

A Avantgarde Brasil acaba de finalizar um estudo que analisou os comportamentos e preferências dos consumidores que participam de experiências virtuais. Foram entrevistadas 250 pessoas que participaram de eventos e experiências virtuais nos últimos 6 meses e que fazem parte das classes sociais A e B de todas as regiões brasileiras. O estudo analisou o momento dos eventos digitais no Brasil, foco e produtividade dos participantes, questões de interação e receptividade do público, tecnologia usada x Infraestrutura e o futuro dos eventos digitais na visão dos brasileiros.

“O ano anterior foi de mudanças. Ao mesmo tempo que observamos os eventos presenciais perderem força, novas oportunidades surgiram no digital. O objetivo desse estudo foi analisarmos como está o cenário dos eventos digitais no país e quais são as tendências”, afirma o presidente da Avantgarde Brasil, Ricardo Bruno.

Tipos de eventos e meios de divulgação

O estudo mostrou que frequentar algum evento digital está ficando cada vez mais comum, dentre os participantes, 84% deles informaram que estiveram em eventos digitais frequentemente.

Entre as evidências observadas na pesquisa está a potencialização do ensino à distância. Cerca de 79% dos entrevistados citaram as aulas virtuais como o principal evento digital que participaram recentemente. Essa informação vai de encontro a busca em aprender algo e se manter atualizado. Essas foram as principais razões que levaram os entrevistados a assistirem eventos digitais no período, com 77,2% e 68% respectivamente.

Outra grande oportunidade foi a popularização dos eventos digitais através das lives musicais e de entretenimento. De acordo com a pesquisa, 64,4% das pessoas participaram de algum show nesses últimos meses, principalmente o público maior de 30 anos. A faixa etária entre 30 e 39 anos viu como o motivo mais importante a participar de um evento digital o entretenimento.

Um dado que chama a atenção para os eventos corporativos é que, na soma das respostas observadas, 99,2% também participaram de algum evento digital relacionado a marcas / empresas, sejam lives, webinars, congressos virtuais ou convenções virtuais.

Neste período de pandemia, as redes sociais ganharam destaque como um canal de distribuição de conteúdo ao vivo. O Youtube aumentou sua relevância e foi apontado como a principal plataforma onde os entrevistados presenciaram os eventos digitais, citado por 78% deles. Zoom e Instagram praticamente empatam, citados por 50,8% e 50,4% dos entrevistados, respectivamente. Em quarto e quinto lugares aparecem o Google Meets (46,4%) e o Facebook (35,2%)

As plataformas de mensagens instantâneas e redes sociais possuem um papel fundamental na divulgação dos eventos digitais, em especial o Instagram (59,2%) e o WhatsApp (54%). No entanto, a influência de amigos e criadores de conteúdo/formadores de opinião também possuem um peso na propagação destes eventos, com 50,4% e 39,6% respectivamente.

Indo de encontro ao conceito de Mobile First, os eventos digitais estão sendo assistidos principalmente em computadores (78%) e pelos celulares (66,8%).

Foco e produtividade

A nova rotina imposta pela pandemia fez com que o modo de consumir os eventos digitais também mudasse. O fato de estar mais tempo em casa não significa necessariamente mais tempo para consumir conteúdo, ou pelo menos seguidamente.

A maioria dos entrevistados, 56,4%, acredita que eventos de até 1 hora de duração seja o melhor formato. Para conteúdos mais longos, a possibilidade de assistir ao evento na hora que quiser é uma preferência observada entre 37% dos entrevistados. “Um comportamento que pode ter sido herdado das plataformas streamings de áudio e vídeo”, enfatiza Ricardo Bruno.

Conseguir se manter totalmente focado no evento é um dos desafios enfrentados pelo público, cerca de 81% dos entrevistados afirmam fazer outras atividades durante o evento digital.  No entanto, o que pode ser um problema também pode virar uma oportunidade, pois o formato proporciona essa flexibilidade, o importante, segundo o presidente da Avantgarde, é saber aproveitar da melhor forma possível.

A possibilidade de participar em casa ou de onde estiver é a maior vantagem dos eventos digitais em relação aos presenciais. Assim como a possibilidade de assistir a hora que quiser e com quem quiser.

Para um evento digital ter sucesso é preciso combinar o tempo ideal (para 50% dos entrevistados o que mais gosta é assistir de casa ou de onde estiver e para 26,4% assistir novamente quando quiser) com conteúdos interessantes para o público (para 19,2% do público o que menos gosta em um evento é conteúdo desinteressante) e a possibilidade de interação (15,2% o que mais gosta é escolher quando quer interagir).

Interação e receptividade

A nova rotina de estudo e trabalho ajudou a ditar a busca por eventos digitais. O acesso à informação de qualidade e conteúdos que agregam conhecimento em eventos digitais estão em primeiro lugar na preferência do público. Os entrevistados apontaram que os assuntos que mais gostam de vivenciar em eventos digitais foram aulas com assuntos interessantes (67,2%) e palestras sobe assuntos relevantes (62,4%).

Conteúdos de entretenimento ficaram em segundo plano. Os shows musicais foram apontados por 46% dos entrevistados, por exemplo.  E ficaram atrás ainda dos vídeos interessantes, apontados por 47,6% deles como conteúdo que gosta de vivenciar em eventos digitais. Por fim, conteúdos relacionados a produtos e serviços, como unboxing (30,4%) e reviews (24%).

A possibilidade de interação foi indicada como o ponto mais positivo em eventos digitais. As ferramentas mais usadas são os comentários no chat (preferidos por 65,2%), envio de perguntas (47,6%) e enquetes (38,4%). A questão é: essas são as formas que interagem hoje, mas não como gostariam de interagir.

“O público quer fazer parte da conversa, assim como nos eventos presenciais, eles querem estar imersos no conteúdo. A pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados, 48%, gostariam de fazer parte de uma plateia virtual ou conversar ao vivo com o artista/apresentador do evento. Ou seja, é preciso entregar um engajamento real do público com o que está acontecendo. É uma via de mão dupla. O público quer participar, quer interagir e quer se sentir parte do evento”, destaca Paulo Baba, Head de Inovação e Estratégia da Avantgarde.

Outras formas de interação desejadas foram citadas, como jogos ou experiências novas (16,4%) e navegar em cenário virtual (13,6%) “O ambiente online oferece infinitas possibilidades. É preciso combinar a tecnologia com a experiência do público, elevando o engajamento e interação dos eventos digitais”, enfatiza Paulo Baba.

Tecnologia x Infraestrutura

O público mostrou que está à procura de experiências cada vez mais imersivas. A aposta em formatos que ofereçam esse papel de engajamento e em novas tecnologias vão melhorar a experiência do público e tornar os eventos únicos e mais memoráveis.

Para 52,4%, a Realidade Virtual é a tecnologia que o público mais quer ver em eventos digitais. A Inteligência Artificial foi outro ponto importante citado por 46,4% dos entrevistados. “A capacidade de tomada de decisão cada vez mais individualizada, seja por base de comportamentos, seja nas redes sociais ou interações, pode deixar os eventos digitais mais personalizados e o público cada vez mais engajado”, afirma Ricardo Bruno.

Porém, ao mesmo tempo que o público espera novas tecnologias de imersão em eventos digitais é possível notar a carência de infraestrutura para suportar essas tecnologias. O grande desafio é aliar a entrega com o que o público de fato consegue receber. Ao mesmo tempo que 42,4% dos entrevistados querem Vídeos 360° e 39,2% Realidade Aumentada, a maioria deles também quer uma internet mais rápida ou um dispositivo melhor para melhorar as experiências nos eventos digitais. Ou seja, para 40% a infraestrutura de acesso a esses conteúdos é um fator determinante e um empecilho na realidade do brasileiro.

Futuro dos Eventos Digitais

Ao ser estimulado em perguntas abertas, o público pontuou diversas experiências, ressaltando aquelas que mais os marcaram pela singularidade, como o uso de tecnologias de realidade virtual, vídeos em 3D com visitação em museus, realidade aumentada em shows e apresentações artísticas.

“Muitas experiências citadas foram no campo da educação e negócios. Aulas que muitas vezes não teriam acesso ou cursos que nunca pensariam em fazer e agora tornaram-se mais acessíveis. Eventos do universo gamer e suas interações dentro das plataformas de jogos também foram mencionadas, assim como a possibilidade de se entreter e se relacionar com novas pessoas – além das interações imediatas com os eventos, seja por chat, enquetes ou perguntas com os artistas/apresentadores”, aponta Paulo Baba.

Apesar de todas essas experiências, dificilmente os eventos digitais substituirão os eventos presenciais. Para os entrevistados, o que mais sentem falta nos eventos digitais é o contato pessoal. Essa interação pessoal foi abordada pela maioria deles como encontrar pessoas, família e amigos. Ainda assim, mesmo após a pandemia, 91,8% dos entrevistados pretendem continuar participando de eventos e experiências de modo virtual, seja pela possibilidade de participar onde estiver ou economizar dinheiro – seja no deslocamento, hospedagem ou valor do ingresso. “Uma oportunidade para promotores de eventos considerarem a modalidade na venda de ingressos, mesmo com a volta dos eventos presenciais”, destaca Ricardo Bruno.

Ao serem questionados que nova tecnologia eles criariam, o público retornou com soluções que personalizem a experiência do evento, uma infraestrutura melhor para assistir e tecnologias já utilizadas, como Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Vídeos em 3D. Outras também mais difíceis, como Hologramas e experiências sensoriais 4D.

Conclusões

Eventos híbridos – O aumento dos eventos digitais abriu espaço para uma fatia da população que não tinha condições de acesso ou conhecimento do que poderia participar, no campo educacional principalmente, mas também nos negócios e entretenimento. Uma oportunidade para as empresas repensarem seus formatos (economicidade e exclusividade) e pensarem também em expandir sua audiência para fora dos complexos de exposições, salas e auditórios, combinando o formato presencial com o digital.

On Demand – Eventos digitais com duração de até 1 hora possuem mais chances de agradar ao público e, sempre que possível, conteúdo deve estar disponível para assistir posteriormente a qualquer hora do dia. Caso o programa seja extenso, é preferível separar em dias consecutivos, com uma menor duração por dia.

Divulgação – Para um evento digital ter sucesso, a divulgação é essencial. As redes sociais e o compartilhamento através do WhatsApp e apps de mensagens foram as principais ferramentas para atrair o público. Investir em conteúdo que demonstre uma experiência prévia, aliado a chancela de amigos e influenciadores do nicho, tornará o evento mais atrativo.

Engajamento – É preciso pensar em formatos diferentes e plataformas que tragam a experiência da imersão e o engajamento do público. Ou seja, plataformas que entreguem tecnologias e mecanismos mais robustos de interação. Levando o espectador a uma vivência única e que o sinta fazer parte do evento.

Alinhar expectativas – Ao pensar um evento é essencial conhecer seu público. Oferecer recursos tecnológicos que não podem ser atendidos pelo espectador pode gerar uma frustração e levar o evento ao fracasso. Novas tecnologias são bem-vindas, mas devem caminhar lado a lado com o receptador. Assim como a acessibilidade, dando oportunidade a todos consumirem o conteúdo: utilizando legendas, intérpretes e linguagem de sinais.

Há mais de 30 anos no mercado e completando 10 no Brasil, a Avantgarde é formada por experts em criar experiências memoráveis por meio de ações engajadoras, que transformam o público em fãs das marcas para a vida toda. Já são 10 escritórios divididos em 7 países. Entre os principais clientes no Brasil, estão Allianz, Grupo Boticário, Copagaz, Fetranspor, Nissan, Stone, Volvo e Scania. Já internacionalmente, atende marcas como Phillip Morris, Porsche, Mercedes, Salesforce, Bridgestone, Honda, Google, entre outros. Outros detalhes:  https://avantgarde.net/pt/

DRONELIVERY

Depois de outras grandes empresas, chegou a vez da Ambev entrar no segmento de delivery por drones. Na última semana, a gigante de bebidas fechou uma parceria com a startup Speedbird Aero para desenvolver o projeto de um novo modal para entrega de seus produtos.

O acordo ainda está em sua fase inicial, mas a cervejaria antecipa que o principal objetivo é explorar as diferentes formas de distribuição, usando a tecnologia para melhorar a experiência dos consumidores.

“É essencial estarmos conectados com as novas tendências de logística, seja a curto, médio ou longo prazo. Esse piloto de entregas via drone também pode contribuir com a mobilidade urbana e o meio ambiente, pois pode ajudar a diminuir o número de veículos nas ruas e, consequentemente, a emissão de poluentes”, afirma.

Os primeiros testes já estão marcados e devem acontecer na cidade de Jaguariúna, no interior de São Paulo, seguindo protocolos determinados pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), que limita os voos-testes em grandes cidades.

Posteriormente, a proposta ainda precisa de autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que regulamenta o voo comercial no país, e só depois devem ser definidos os detalhes da operação, como a cidade e a rota.

Embora seja proprietária do Zé Delivery, um aplicativo que entrega bebidas geladas, a Ambev ainda não sabe se o drone será incorporado à plataforma. “O nosso investimento é para a pesquisa e desenvolvimento da tecnologia, que depois poderá ser utilizada por outras empresas do país”, adianta Stefani.

Para Manoel Coelho, CEO da Speedbird Aero, esta é mais uma parceria que mostra a capacidade das aeronaves em operar diversos serviços no Brasil e no mundo. “Com a Ambev, estamos trabalhando para selecionar as rotas e depois expandir o serviço”, comenta. “É uma tecnologia nova, por isso, precisamos estudar para que tudo saia dentro do previsto, com segurança”.

Mais marcas estão seguindo essa tendência. O delivery por drone ganhou notoriedade nos últimos meses, graças à parceria da Speedbird com o iFood. Em setembro do ano passado, o aplicativo encabeçou essa novidade quando anunciou a primeira entrega neste modelo no país, realizada em Campinas/SP.

Depois disso, o Hermes Pardini, um dos principais grupos de medicina diagnóstica, também começou a testar a possibilidade de se transportar materiais biológicos para exames, sem a necessidade do paciente se deslocar ao laboratório.

Já para o funcionamento dos drones, no começo deste mês, a Claro obteve exclusividade no fornecimento de conectividade para os equipamentos, que devem usar redes de internet da operadora nos padrões 4G, 4,5G e 5G DSS – uma versão experimental da quinta geração que ainda não passou por leilão no Brasil.

Atualmente, são dezenas de profissionais trabalhando diuturnamente nos projetos em andamento e a ideia é que o time cresça no mesmo ritmo das parcerias. Ao propor um novo modal de transporte, a empresa garante que não quer competir com os entregadores, mas se somar a eles na entrega dos produtos.

Por isso, um dos objetivos é importar e capacitar os motoboys para que eles operem drones. “Nós desenvolvemos um plano de carreira em que eles iniciam como observadores e trabalham em conjunto com um piloto mais experiente. Desta forma, adquirem conhecimento sobre operação e comportamento da aeronave e dos sistemas envolvidos”, assegura Samuel Salomão, diretor de produtos.

Segundo ele, o caminho entre o observador até o operador/piloto com experiência passa por algumas fases e avaliações, e o salário pode chegar a R$ 5 mil. 

Nos próximos meses, a empresa vai inaugurar sua própria fábrica de drones, em Franca/SP, onde deve comandar parte da montagem dos equipamentos, com produtos do mercado interno. Além disso, também está prevista a captação da primeira rodada de investimentos, conhecida como Série A.

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Destaque: Kantar Ibope Media – Inside Advertising

Especial: Eletrônicos lideram crescimento em publicidade em 2020

Artigos: Davi Goldwasser, Gabriel Fuscal, Silvio Teitelbaum e José Maurício Pires Alves

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