NOTAS DA SEMANA-17-04-20

EMOÇÃO E VALORIZAÇÃO NA MOOVE

Na quinta feira véspera da sexta-feira santa, a Moove mandou para casa de cada funcionário duas cervejas especiais, da marca Helige, e um ovo de páscoa da colher. Detalhe: a cerveja é de um bar de uma das funcionárias da agência e o chocolate feito por outra funcionária. Para a entrega foi contratada uma terceira funcionária para levar o presente de casa em casa até às 18 horas, quando foi feito um bate papo para comemorar o início do feriado de Páscoa, matando a saudade uns dos outros para jogar conversa fora. Foi uma forma encontrada de descontrair em tempo difíceis. A sacada foi muito bem recebida por todos, que surpreenderam com o inesperado gesto de carinho da empresa.

FARRA DOS HOSPITAIS

A construção de hospitais de campanha e compra de materiais está  ficando sem limites e com roubos disparados, pois não tem licitação e as compras estão sendo executadas com valores mais que duplicados. Em Santa Catarina e no Rio de Janeiro já existem denuncias e a grande mídia está quietinha, quietinha!

“VAMOS VENCER”

Importante! Está no ar o “Vamos Vencer”. Uma iniciativa da @economiasepec (Ministério da Economia) para reunir e disponibilizar informações oficiais e atualizadas, diariamente, sobre as medidas já implementadas pelo Governo Federal para apoiar o setor produtivo nesse momento crítico. Empresário de qualquer porte, acesse https://gov.br/vamosvencer e se informe! #VamosVencer.

SANTO DE CASA

No ultimo dia 07 de abril, a Associação dos profissionais de Propaganda publicou em seu site (http://appbrasil.org.br/noticias-e-artigos/artigos/o-day-after/) o artigo de Nenê Zimmermann intitulado “O day after”. Segundo dirigentes da entidade o artigo teve enorme  repercussão junto aos profissionais associados.

FEEVALE

O confinamento, medida que está sendo adotada mundialmente para conter a disseminação do novo coronavírus, fez com que as pessoas aderissem ao trabalho remoto, o home office, e que estudassem por meio das plataformas digitais. Além disso, o fechamento do comércio e a recomendação de distanciamento social está fazendo com que muitos tenham que ficar em suas casas em tempo integral.

Pensando em fazer com que as pessoas aproveitem bem o seu tempo livre em casa, a Universidade Feevale criou um ambiente de entretenimento no seu site. No espaço há vídeos, curtas-metragens, documentários, livros gratuitos, poscasts e aulas de ginástica, entre outros. As dicas e os conteúdos, que estão sendo acrescentados a cada dia, podem ser acessados em www.feevale.br/tamojunto.

O coordenador de Marketing da Universidade Feevale, Gabriel Daudt, diz que a Instituição entende que o lazer é fundamental para o bem-estar das pessoas. “Mais que uma ação solidária, oferecer um pouco da sua produção cultural, por meio de filmes, vídeos, livros e games, mostra que a Feevale está envolvida com a sua comunidade em todos os níveis”, afirma, lembrando que a Covid-19 mudou a rotina de todos e a Universidade tem trabalhado incansavelmente no combate à doença, com ações que vão desde a realização de testes de diagnóstico até pesquisas e confecção de equipamentos de proteção individual.

Saiba mais:

No site www.feevale.br/tamojunto é possível acessar, por exemplo, obras de domínio público, como A Metamorfose, A Divina Comédia e poemas de Fernando Pessoa. O acervo abriga um grande número de arquivos de vários formatos, como áudio, vídeo e texto. O espaço também dá acesso à biblioteca virtual universitária e à biblioteca digital mundial, que disponibiliza, gratuitamente e em formato multilíngue, importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo.

RECORD PEDE MORATÓRIA

A Record está pedindo uma moratória de 90 dias em suas dívidas trabalhistas na Justiça de São Paulo. A emissora entrou na 1ª Vara do Trabalho da Capital com pedido de suspensão do pagamento de dívidas judiciais trabalhistas sem juros ou multas.

O motivo alegado pelo escritório contratado pela Record é a perda de anunciantes e suspensão de contratos de publicidade na emissora, causada pela pandemia de coronavírus.

Segundo texto da petição de defesa da Record, grandes anunciantes como Bradesco, Toyota, Banco do Brasil, Ambev (a lista a qual a coluna teve acesso tem 249 anunciantes) já cancelaram inserções comerciais ou suspenderam a veiculação de propagandas.

Outros anunciantes, diz o advogado, estão renegociando redução dos contratos. Isso levou a rede de TV a enfrentar “severas dificuldades econômicas”.

MANIFESTAÇÕES DO MERCADO

Tiago Dimer da Silveira

EU SOU A FAVOR DO ISOLAMENTO!
Explico: faz um mês e meio que resolvi empreender. Meu trabalho inicial depende basicamente de muita prospecção. Dito isso, devem imaginar que nos últimos 25 dias quase não consegui trabalhar. O dinheiro está curto. Tenho dois filhos em colégio particular, contas a pagar… E, apesar de tudo isso, sou totalmente a favor do isolamento pois já passei por momentos muito mais graves na minha vida.
Vivemos num país de terceiro mundo. O Brasil já sofre com um sistema de saúde precário e uma falta de organização em quase tudo. Mas eu ainda confio na imprensa! Eu confio nos nossos médicos! E desconfio dos muitos especialistas promovidos pelas redes sociais. Neste momento, acima de tudo, quem tem um pouco, tem muito! Quem tem comida, tem saúde! Quem tem fé, tem esperança de que ficando em casa vai ajudar a milhares de pessoas. Chega de palhaçada! Nos países de primeiro mundo já tem multa para quem fica pela rua sem motivo. Mas nós, “os brasileiros que sabem de tudo”, acham que isso é uma briga política entre meia dúzia de governadores e um presidente que sempre fez o que lhe deu na telha. Que tenhamos muita paciência para passar por tudo isso sem que alguém próximo a nós morra dessa PANDEMIA! BJOS e PRONTO FALEI. SE CUIDEM!

Guilherme Baumhardt

Sobre(viver)

Foi na sexta-feira da semana passada que ouvi do médico: “passou”. Na hora, caí num choro que misturava alívio, tensão e o desabamento de uma série de interrogações que brotaram após um isolamento que já ultrapassava duas semanas.

“A partir de agora a gente entra numa curva de melhora, a inflamação dos teus pulmões vai diminuir. Só não sabemos quando estarás novamente 100%, mas podemos afirmar: passou.”

Eu mentiria se dissesse que não senti medo. Eu mentiria se dissesse que não pensei na morte. Quando veio o resultado da tomografia que mostrava pneumonia, uma avalanche me trouxe à mente a sequência que acompanha a maior parte das notícias de óbito do Coronavírus: a falta de ar, a pneumonia, a morte.

Pensava na minha filha, Elisa, e em como eu gostaria de abraçá-la. E de como ela não devia estar entendendo nada. Um pai que some de casa. Que uma hora vai parar em um hotel, depois se isola numa casa na Serra, até surgir novamente em Porto Alegre. Mas não onde mora, e sim em um hospital, usando uma máscara para oxigênio e com os braços repletos de agulhas e cabos. Minha esposa, Janine, foi uma heroína. Nenhuma surpresa para mim.

Vou chover no molhado: não há como viver algo assim e não mudar. Pensava muito na minha família, nos meus amigos. Ficava preocupado com eles. E se eles tiverem o que eu tenho? Será que haverá vagas nos hospitais? Nosso egoísmo é chutado para longe.

Estava preocupado com eles. Com eles e com a senhora que me “acompanhou” durante quase uma semana de CTI. Eu saí, voltei para o quarto. Ela ficou.

Da minha cama eu a via, idosa, desacordada durante os dias que vivemos próximos. A máquina de hemodiálise girando o tempo todo. O respirador mantendo-a viva. Fisioterapeutas garantindo os movimentos de braços e pernas que ela não podia produzir.

Quando liberaram visitas na CTI, acordei de sobressalto, à tarde. Em frente a uma das baias, uma menina chorava aos prantos e dizia, do outro lado do vidro, como amava o pai que estava ali dentro, isolado, assim como eu com um diagnóstico de Covid-19.

Não precisei de intubação. Não fiquei desacordado um minuto sequer. O que é um alento, mas algo que também nos coloca numa vigilância forçada, um estado permanente de alerta, que mantém você a par, o tempo todo, de tudo que acontece com você e a sua volta. Stress pouco é bobagem. Em alguns momentos pensei que seria melhor estar intubado e ganhar uma folga daquele bombardeio constante. Dar um alívio para a cabeça.

Desde os primeiros sintomas até a alta foram 21 dias. Quando surgiram a febre e a dor pelo corpo, busquei abrigo e me isolei em um quarto de hotel, para preservar filha e esposa. Ainda não havia a suspeita de Covid-19. Foram 2 dias até que a orientação de isolamento para casos como o meu passasse de 7 para 14 dias. Fui para a Serra, para a casa da família, ficar sozinho e proteger quem eu quero bem. Foram mais 4 dias. E a piora do quadro.

A volta a Porto Alegre foi acompanhada de uma ida direta ao hospital. Uma primeira visita, exames e a orientação para voltar para casa. No dia seguinte, a piora, somada à dificuldade respiratória. Nova ida ao hospital, novos exames e a constatação da tomografia: pneumonia.

No hospital, um dia de isolamento no quarto e, no dia seguinte, a migração para a CTI, decisão tomada após a noite em que fui ao banheiro do quarto e achei que não conseguiria voltar para a cama. Eu puxava, mas ele não vinha. Eu tentava, mas ele havia sumido. Faltou ar, faltou pulmão, sobrou desespero.

Na primeira noite sob cuidados especiais, a possibilidade de ser apagado para receber a intubação virou realidade. Comecei a ser preparado para isso. Recebi cateteres e acessos em braços e pernas. Era uma medida de caráter preventivo, mas que trazia embutida uma preocupação. Um dia antes eu não estava sequer no hospital e naquele momento já estava recebendo oxigênio, já havia deixado o quarto e estava na CTI. Tomei uma dose de coragem e perguntei ao médico: “estamos avançando e ficando com menos opções, certo?”. Os enfermeiros se olharam. Ele me tranquilizou e disse que ainda havia alternativas se aquilo não funcionasse, citou pulmões artificiais e outras medidas. Fui “salvo” do tubo por um resultado de exame de sangue que mostrava uma oxigenação dentro do aceitável.

Vi médicos, enfermeiros e técnicos aprendendo a lidar com a doença. Não foi uma nem duas, mas em algumas oportunidades, após uma pergunta minha, a resposta era: “ainda não sabemos”. Vi profissionais abnegados, gente dedicada a cuidar da gente, nos tranquilizar. Pessoas com uma ternura no olhar e ao mesmo tempo com uma vontade imensa de ver a nossa melhora.

É curioso. Há momentos em que a vida pulsa de maneira tão intensa. É como se sentíssemos a vida, entendêssemos o significado dela. São momentos em que a gente sai do “automático” do dia a dia. Algo eclode na nossa frente, dá um tapa na nossa cara e grita: “Isso é vida!!!!!” Senti isso quando minha filha nasceu, ao ouvir o primeiro choro dela, e quando fiquei sozinho ao lado dela, segurando suas mãozinhas, enquanto ela tomava um banho de luz pós-parto.

Mas há o outro extremo. Você também sente a vida de maneira intensa, mas quando a morte se aproxima. Talvez seja ela, a vida, gritando “eu posso ser um sopro, dá um pouco de valor pra mim”. Cuidem-se. E cuidem de quem vocês gostam.

Julio Ribeiro

Sobre como sairemos dessa crise:
– Quem é bom, solidário, querido e empático vai sair ainda mais;
– Quem é do mal, egoísta, grosso e antipático vais sair mais ainda.
– Quem é forte, guerreiro, trabalhador e empreendedor vai sair mais ainda;
– Quem é fraco, medroso, preguiçoso e dependente do governo vai sair mais ainda.

A crise não vai mudar ninguém, apenas vai tornar superlativo os nossos defeitos e virtudes, seremos uma espécie de NÓS 2.0. E segue o baile!

FRENTE A FRENTE ONLINE

O SINAPRO-RS convida para o próximo FRENTE A FRENTE ONLINE.

Tópico: Frente A Frente OnLine SINAPRO-RS | O papel das entidades durante a crise gerada pela pandemia.

Quando: terça-feira (21/abr/20) às 17:00.

Apresentação: Liana Bazanella (presidente da ARP), Alexandre Skowronsky (presidente da ABAP/RS) e Fernando Silveira (presidente do SINAPRO-RS).

Mediação: Juliano Hennemann (VP ABAP/RS e SINAPRO-RS e membro da diretoria da ARP).

Organização: Karen Kopper, executiva da entidade.

Importante: perguntas e sugestões durante o evento exclusivamente via Chat. Por gentileza, mantenha seu microfone e câmera fechados para não sobrecarregar o plataforma.

Para entrar na reunião clique em:

https://zoom.us/j/96794860274

ID da reunião: 967 9486 0274

Organização: SINAPRO-RS

Apoio: ABAP/RS | ARP | FENAPRO

DISTANCIAMENTO CONTRA O CORONAVÍRUS

A adoção do distanciamento social como estratégia para combater a pandemia de coronavírus tem avaliação favorável de 76,7% dos gaúchos ouvidos em uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (10). Ao mesmo tempo, 67,3% dos entrevistados acreditam que somente algumas atividades devem ser fechadas durante o período. Essas são algumas das percepções captadas pelo instituto de pesquisa Amostra à pedido da agência de publicidade Morya.

“Há uma opinião bastante favorável à quarentena tanto na Região Metropolitana quanto no Interior. Isso é algo que chama a atenção positivamente, já que nos últimos dias tínhamos a impressão de que a população poderia estar dividida”, afirma Margrid Sauer, diretora do instituto de pesquisa Amostra.

A pesquisadora destaca que a população do Estado alega ter alto grau de conhecimento sobre o vírus. “Ainda assim, 40,4% dos gaúchos acreditam que a chance de serem infectados é pequena ou nula.

Isso demonstra que há interesse no assunto, mas que talvez falte profundidade. Há pessoas que podem estar achando que o vírus só atinge quem está no grupo de risco, quando qualquer um pode pegar”, pondera Fábio Bernardi, diretor da Morya.

Ao sair de casa, usar álcool gel e lavar as mãos são as principais medidas preventivas, sendo adotadas por 84,6% das pessoas. Margrid chama a atenção que as pessoas acima de 65 anos, incluídas no grupo de risco, são as quem menos se protegem ao irem para a rua.

Esse grupo de mais idade se divide em dois comportamentos. Temos 49% dessa população que nunca sai de casa e tem um grupo que sai e toma menos cuidados. O uso do álcool gel entre idosos fica em 68%, abaixo da média, relata.

O levantamento também detectou como a extensão da quarentena até meados de abril afetaria a situação financeira das famílias. Para 53% dos entrevistados, a prorrogação não coloca em risco o sustento. Enquanto outros 46,3% apontam que há risco de ficar sem dinheiro para pagar comida e aluguel.

A pesquisa foi realizada entre 2 e 7 de abril, por telefone, e ouviu 1,2 mil pessoas em 40 municípios gaúchos. O levantamento contemplou as sete mesorregiões do Estado e foi estratificado por cotas de idade, sexo, escolaridade e renda, seguindo a representação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Rio Grande do Sul. A margem de erro é de três pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

CHINA

No primeiro dia depois do fim da quarentena, os chineses mais ricos parecem ter decidido ir às compras. A loja da Hermès no país vendeu US$ 2,7 milhões em produtos no sábado, segundo divulgado pelo Footwear News. Fontes —que não quiseram se identificar— disseram ao site que a marca francesa pode ter alcançado o melhor resultado diário para uma única loja na história da China. Se confirmados, os números são um impulso para a indústria de luxo do país, fortemente afetada pela crise do novo coronavírus.

A loja de 5.500 metros quadrados está localizada em Guangzhou, uma das cidades mais ricas e mais populosas da China. Segundo a Hermès, a unidade recebeu um carregamento de bolsas raras, incluindo uma Himalayan Birkin com detalhes em diamantes, o que pode ter motivado os consumidores. Ao Footwear News, o CEO da marca, Axel Dumas, disse acreditar que o bom desempenho da loja também se dá pelo medo de frequentar locais que favoreçam aglomerações. “Lojas independentes, como a Hermès em Guangzhou, estão se saindo melhor do que shoppings porque as pessoas ainda estão desconfiadas”, disse.

No último ano, a Hermès registrou aumento de 12% nas receitas, para 6,88 bilhões de euros. O lucro total, ainda de acordo com o Footwear News, foi de 1,53 bilhão de euros. Os números do primeiro trimestre de 2020 serão divulgados no próximo dia 23.

GOOGLE/FACEBOOK

Pela primeira vez na história, a arrecadação anual de Facebook e Google deve cair, segundo analistas. O culpado é claro: a pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, derrubou o mercado de publicidade digital, uma das principais fontes de renda das duas empresas.

Isso acontece porque poucas companhias estão dispostas a gastar com publicidade em tempos de crise. Segundo reportagem do New York Times, linhas aéreas e agências de viagem, que se utilizavam muito das propagandas pagas em redes sociais e ferramentas de busca, abandonaram a estratégia depois que o coronavírus interrompeu quase todo tipo de viagem internacional.

Segundo a Gupta Media, agência de marketing digital, o preço de publicidades no Facebook caiu entre 35% a 50% no período.

A agência Pathmatics encontrou outro número revelador: o Cirque de Soleil gastou US$ 140 mil em publicidade digital no mês de fevereiro, mas apenas US$ 40 mil em março. Em abril, ainda não gastou um centavo.

Enquanto isso pode trazer uma dor de cabeça a duas das maiores empresas de tecnologia do mundo, a queda da publicidade digital pode acabar com o modelo de negócios de empresas menores. Ainda segundo o NY Times, o aplicativo Yelp!, que reúne avaliações de bares e restaurantes do mundo inteiro, demitiu mais de mil funcionários e suspendeu o contrato de outros mil. A principal fonte de renda da empresa é a publicidade paga pelos restaurantes, que fecharam com a crise.

O Airbnb, com orçamento de cerca de US$ 800 milhões em marketing para 2020, também suspendeu todas as compras de espaço publicitário.

Ao mesmo tempo, Google e Facebook tem que lutar contra outro tipo de publicidade que surgiu neste período: o de máscaras e outros materiais de saúde que estão em falta. Segundo o Google, mais de 50 milhões de propagandas abusivas foram removidas da plataforma em março, 80% delas relacionadas ao coronavírus.

TRANSPORTE

Ônibus de Porto Alegre têm queda de 76% no número de passageiros em abril

Segundo a ATP, foram 7,6 milhões de usuários em 2019 e 1,7 milhão neste ano, nos 10 primeiros dias do mês

CONSUMO

Uma edição especial do Edelman Trust Barometer indica que cerca de dois terços (65%) dos consumidores consideram que atual crise está exercendo um enorme impacto na sua disposição de compra de qualquer produto ou serviço e que a forma pela qual as marcas estão se comportando terá um igual impacto nessa disposição de consumo.
O estudo foi feito junto a 12 mil pessoas nas principais economias do mundo e 62% não acreditam que os governos serão capazes de enfrentar a crise sem o suporte das empresas, sendo que 90% delas declaram que a participação das marcas seria de grande valor neste quadro de dificuldades.
O mesmo percentual, 90%, também, espera que as marcas mantenham o público totalmente informado sobre as mudanças que fizeram e como estão agora se comportando e operando.
84% afirma esperar que as empresas concentrem sua publicidade em como os produtos e serviços podem ajudar as pessoas a lidar com os desafios da vida relacionados à pandemia, enquanto a grande maioria espera que as marcas mostrem que estão cientes da crise e de seu impacto. Curiosamente, 57% não aconselharam propaganda ou comunicação com muito humor ou tom alegre.
Com base nessa pesquisa a Harvard Business Review publicou um artigo da professora  Jill Avery e do próprio Richard Eldeman argumentando que o momento demanda que os consumidores continuem ouvindo o que sua marca tem a dizer, com os adequados ajustes de conteúdo e linguagem.
O Walmart, por exemplo, criou e veiculou vídeos, na TV e na internet, usando seu próprio CEO, para dizer que seus um milhão de colaboradores da linha de frente das lojas são verdadeiros “heróis do varejo”. O McDonald´s brasileiro, outro exemplo mencionado, separou o seu icônico símbolo, o M, em duas partes, para reforçar o distanciamento social.
Os autores advogam que o maior perigo está mesmo na falta de comunicação das marcas, considerando que cerca de um quarto delas simplesmente emudeceram.
Usando a referida pesquisa da Edelman como base, enfatizaram a importância de manter a voz, mas adotando conteúdos e linguagens adequadas para o momento.
No final, destacam que “as marcas que respondem ao apelo dos consumidores com ações baseadas em soluções e compaixão que criam valor real têm uma tremenda oportunidade de reforçar a confiança nelas e de gerar lealdade, pois estão ajudando a salvar o mundo”.

HUIA

O estúdio de design e tecnologia Huia anuncia Ana Cláudia Milani como Head de Novos Negócios. Com MBAs em Business & Management pela Universidade da Califórnia Irvine e em Gestão Empresarial pela FGV, Ana Cláudia é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Com passagens pela Paim Comunicação, 8 Total Brand, Colaborativa Knowledge Builder e a Box Brasil, onde participou da implantação da programadora de canais de TV por assinatura, Ana Cláudia vem se dedicando nos últimos anos a estudos de UXWriting.

O grande desafio agora, segundo Ana Cláudia, será acelerar a transformação digital nas empresas, tanto nos processos internos, quanto nas formas de se relacionar com seu público consumidor. “É muito estimulante fazer parte desse momento de novas oportunidades, justamente numa empresa que tem o DNA de transformações digitais, que trabalha com metodologias ágeis e vive na prática os conceitos de inovação”, conta.

FERNANDO SCHULER

Quem assiste o Fernando Schuler se destacando dos lugares comuns da Globonews, ou nos “takes” originais como articulista da FSP, precisa saber que ele tem múltiplas valências: intelectual que executa, ou pensador que empreende. Atualmente professor titular do Insper, ele é um experimentado gestor público e privado. Foi Secretário da Justiça no RS e fundou do Fronteiras do Pensamento.
Esse perfil faz do Fernando o oposto daquele sujeito que tem um martelo e só enxerga pregos. É um analista independente, que olha os problemas e busca verdade. Você pode não concordar com o que ele pensa, mas há de reconhecer que é um dos raros que se pode ler e ouvir sem o temor de estar sendo alvo de um vendedor.

Ouça o podcast no link: https://spoti.fi/3a8cY6X

INTEGRADA

Cliente novo na agência!
Simetriza Balanceamento Industrial é especializada na prestação de serviços de balanceamento dinâmico e estático em peças rotativas. Tecnologia e qualidade a serviço do desenvolvimento das indústrias do sul do país.

BOHEMIA

Cervejarias Bohemia lançou a plataforma Ajude um Buteco, com o intuito de arrecadar R$ 50 milhões para auxiliar mais de 15 mil bares do País no período de reabertura após o isolamento social, determinado por conta da pandemia de Covid-19. Para marcar o lançamento, foi realizada no último sábado, 11, a live “Buteco em Casa”, com o cantor Gusttavo Lima.

O movimento fica no ar até o dia 10 de maio e funciona através de uma plataforma online na qual consumidores podem ajudar botecos de todo o Brasil com a aquisição de vouchers de consumo ou através de doações. O consumidor que optar pelo voucher poderá efetuar a compra entre as opções de R$ 25, R$ 50 ou R$100 em um dos bares participantes e utilizar o valor logo após o isolamento social. A cada venda de um voucher, a Bohemia custeará 20% do valor adquirido.  Já quem preferir fazer a contribuição em dinheiro, poderá fazer doações a partir de R$10 e, ao final do projeto, todo o valor arrecadado será dividido em partes iguais entre todos os bares e botecos participantes.

Os botecos interessados em participar do projeto podem realizar suas inscrições diretamente na plataforma. A ação conta com o apoio do Cielo e do Donus. Este último, é um aplicativo de serviços financeiros focado em donos de pequenos e médios negócios do Brasil e viabilizará as doações para os botecos participantes.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Com o intuito de continuar prestando serviço à população em tempos de pandemia do novo coronavírus, a Otima oferece às marcas algumas soluções tecnológicas inovadoras para ações de responsabilidade social. Exemplo disso são os sensores de aglomeração de pessoas, que podem ser instalados nos painéis dos abrigos de ônibus, disparando mensagens de alerta sobre as normas de distanciamento.

As marcas também podem se utilizar de faces publicitárias adaptadas com sensores de aproximação e dispensers de álcool em gel para higienização das pessoas que passarem pelos pontos de ônibus e que, eventualmente, estejam sem acesso ao produto durante o percurso para casa ou trabalho.

Além disso, máquinas de sampling com lenços umedecidos em álcool também estão disponíveis para campanhas de conscientização. A tecnologia desenvolvida pela Otima utiliza QR code e preenchimento de dados diretamente no celular do usuário, destravando a máquina se necessidade de touch no painel.

“Todas essas ações corporativas de responsabilidade social podem ser adotas pelas marcas demonstrando preocupação e zelo por aqueles que não podem deixar trabalhar e, consequentemente, circular pelas ruas da cidade, como os profissionais de saúde e de serviços essenciais”, diz Ludhiana Brock, Diretora de Inovação e Projetos Especiais.

ENFATO

Com o objetivo de contribuir para as organizações, a Enfato Multicomunicação acaba de lançar um e-book gratuito para auxiliar equipes em uma comunicação mais assertiva e eficaz neste período de gestão de crise. A agência, que atua há mais de 20 anos com comunicação, planejamento, prevenção e gestão de crises, criou um material para as organizações que estão enfrentando este momento crítico. O conteúdo inclui dicas para gerenciar crise, com sugestões e estratégias que devem ser coerentes e alinhadas num tripé entre o fato, a comunicação e as práticas de governança.

“Mesmo empresas que estavam preparadas e que tinham estruturado seus planos de contingência foram surpreendidas pela proporção da pandemia que estamos vivendo. Ainda não há como mensurar os danos que esta crise possa gerar, mas, seguramente, os mais preparados terão decisões ágeis e atuarão com segurança na tomada das decisões. É neste momento que a comunicação se torna mais urgente”, destaca a diretora e sócia da Enfato, Mariana Turkenicz.

Para a diretora e sócia Raquel Boechat, “ter atitude, se manifestar, mostrar preocupação verdadeira com seus públicos, se posicionar e adotar providências que envolvam o bem comum são requisitos imprescindíveis”. Entre as orientações da Enfato estão definir posicionamento, analisar continuamente o cenário, investir em comunicação, gerar conteúdo relevante como prestação de serviço, avaliar constantemente e monitorar.

O e-book Gestão de Crise pode ser acessando o link: http://www.enfato.com.br/ebook

#VAMOSEMFRENTE

O novo coronavírus tem fragilizado todos os setores da sociedade, desde a saúde até a economia. Os impactos ainda são incalculáveis e antes mesmo da retomada dos negócios, hoje é preciso cuidar das pessoas e despertar o espírito de solidariedade. Para auxiliar na superação desses desafios, a CDL Porto Alegre, juntamente às suas Entidades Parceiras distribuídas em todo o território gaúcho, lança nesta segunda-feira (13) a Campanha #VamosEmFrente para arrecadar recursos que possam mitigar os resultados da Covid-19 no Rio Grande do Sul.

Na busca por zelar pelo bem-estar da população, mobilizando empresários e cidadãos em uma ação de esforço coletivo, a Campanha fará a arrecadação de recursos para doação de alimentos, materiais de higiene e máscaras reutilizáveis destinados a instituições e órgãos de todo o Estado por meio de uma plataforma de doações online criada pela CDL POA.

O objetivo do projeto é doar o maior número possível de kits. Cada pessoa que contribuir poderá escolher o município que deseja ajudar. Também, serão aceitas doações de pessoas físicas e jurídicas. A cada kit doado, a CDL POA doará outro, até um limite de R﹩ 50 mil. No município de Porto Alegre, as arrecadações serão destinadas à Prefeitura Municipal, que será responsável pela distribuição. Nas demais cidades do Estado, a entidade parceira da CDL POA (ACICs, CDLs, Sindilojas, entre outras organizações representativas do varejo e do comércio) fará a destinação às instituições e órgãos. Até a data do lançamento, mais de 60 entidades comerciais já haviam aderido ao projeto.

Para o presidente da CDL POA, Irio Piva, o projeto do setor varejista busca ser um catalisador social para angariar fundos e minimizar as perdas da sociedade gaúcha com a pandemia, auxiliando para que todos possam retomar suas atividades aos poucos. “Estamos ativando nossa capilaridade com a Rede de Parceiras em prol de uma causa superior às vendas e aos negócios, que é a saúde das pessoas. Acreditamos que unidos por um objetivo coletivo e fundamental como esse poderemos seguir em frente”.

Como serão feitas as doações?

O processo inicia com o acesso ao site http://www.vamosemfrenters.com.br

Lá é possível escolher entre duas opções de kits: cesta básica com alimentos e materiais de higiene e limpeza, no valor de R﹩75, e kit com 15 unidades de máscaras reutilizáveis, por R﹩ 50.

O doador pode escolher para qual município quer direcionar a sua doação.

São aceitas doações de pessoas físicas e jurídicas.

A cada kit doado, a CDL POA doará outro.

Toda contribuição faz diferença. Colabore! Unidos #VamosEmFrente

GUAYAQUIL

Guayaquil, mais do que qualquer outra cidade equatoriana, paga por seus erros ao lidar com a pandemia de coronavírus.

A capital econômica do país de 17,5 milhões de habitantes assistiu a imagens dantescas nos últimos dias.

Corpos foram vistos nas ruas embrulhados em sacos plásticos. O precário sistema de saúde entrou em colapso, com muitos profissionais infectados.

Longas filas de veículos com caixões de papelão se formaram nos portões dos cemitérios.

E o pior ainda está por vir. As autoridades esperam até 3.500 mortos durante a pandemia.

Segundo dados oficiais, a província de Guayas e sua capital, Guayaquil, concentram 73% dos quase 7.300 infectados, incluindo 315 mortos, desde 29 de fevereiro.

Gênese

Com 2,7 milhões de habitantes, a portuária Guayaquil apareceu antes da emergência como um ponto vulnerável.

O primeiro caso foi o de uma mulher que voltou da Espanha. Quase meio milhão de equatorianos vivem naquele país e na Itália. Muitos migraram devido à crise financeira do final dos anos 90.

O fluxo de viagens é intenso, principalmente em fevereiro e março, época de férias escolares.

Desleixo

O Equador “reagiu tarde” às advertências sobre a disseminação do vírus pelo mundo, disse Daniel Simancas, epidemiologista da Universidade Tecnológica Equinocial (UTE).

Houve também atraso na compra de testes e a vigilância epidemiológica foi deficiente.

Erros que tinham como “terreno fértil” as condições sociais de Guayaquil.

Desigualdade

Embora Guayas seja o estado que mais contribui para a produção do país (27%), sua capital registrou 11,2% de pobreza em dezembro, segundo dados oficiais.

O desemprego e o subemprego estão em torno de 20% na cidade, o que fez muitas famílias temerem a fome com o distanciamento social.

“As pessoas querem sair para produzir e isso se deve à mesma estrutura produtiva de emprego informal que existe em Guayaquil”, disse à AFP o economista Alberto Acosta Burneo, da consultoria Spurrier.

O sociólogo de Guayaquil, Carlos Tutivén, da Universidade Casa Grande, também destaca o “modelo de desenvolvimento econômico” de Guayaquil.

No porto, consolidou-se a maior resistência à esquerda que governou o país por 2007 a 2017. Mas nenhuma fórmula “foi poderosa o suficiente para resolver a desigualdade” em uma cidade onde as mansões da Ilha Mocolí convivem com favelas sem serviços básicos.

Desobediência

Quase 3.300 pessoas violaram o toque de recolher de 15 horas por dia imposto pelo governo em Guayas.

Mesmo com os militares nas ruas, é comum ver vendedores ambulantes, a maioria sem máscaras e longas filas do lado de fora das lojas, sem o distanciamento recomendado.

O sociólogo Tutivén observa que “trancar-se em uma casa com quatro metros quadrados, com quatro, cinco, seis pessoas, pode ser sufocante”, aponta ele em diálogo com a AFP.

Simancas ressalta que “muitas famílias com muito dinheiro também desrespeitaram as medidas de quarentena”.

Mea culpa

Sob fortes críticas, o governo federal e governos locais reconheceram as graves falhas no tratamento da crise.

A prefeita Cynthia Viteri, infectada pelo vírus, disse que “todos” são culpados.

“Vemos nossos doentes perderem a vida todos os dias … grávidas não têm hospital para dar à luz e 100 pessoas morreram por falta de diálise “.

“Não só a Saúde do país entrou em colapso, mas também as funerárias e necrotérios”.

MICROSOFT

Em consequência das mudanças abruptas causada nos hábitos de trabalho e estudo de milhões de pessoas globalmente, em consequência da pandemia e a necessidade de isolamento social, a Microsoft está lançando um Índice de Tendências de Trabalho e acaba de divulgar o primeiro relatório a respeito.

Segundo a empresa, o relatório utiliza o Microsoft Graph para analisar tendências de produtividade e como cenários de trabalho remoto estão mudando a maneira como as pessoas se conectam. “O intuito da Microsoft em compartilhar essas ideias, ao mesmo tempo em que protege os dados pessoais e organizacionais, é que seus clientes possam aprender com os pontos positivos e planejar o futuro”, afirma a empresa em comunicado. Vale lembrar que a plataforma Zoom, de videoconferências, que vem sendo amplamente utilizada enfrenta questionamentos por conta de falhas graves de segurança, daí o fato de a Microsoft enfatizar aspectos ligados à segurança.

No primeiro relatório, divulgado no final da semana passada, as informações são divididas em quatro tópicos. O primeiro diz respeito à descoberta de novas maneiras de as pessoas se conectarem e serem produtivas, quando se trabalha em isolamento. A empresa registrou novo recorde diário de 2,7 bilhões de minutos de reunião em um dia (aumento de 200% sobre 900 milhões registrados em março). Além disso, aponta que 183 mil assinantes em 175 países estão usando o Teams for Education, sendo uma das demandas que cresceu a capacidade de baixas relatórios dos participantes.

Quanto ao uso de vídeo chamadas, o relatório aponta que os usuários do Teams têm ativado vídeo duas vezes mais do que antes da pandemia, o que indica a busca de simular o contato físico, por meio do contato visual. O total de vídeo chamadas cresceu 1.000% em março, sendo que países como Noruega e Holanda se destacam nas reuniões que incluem vídeo, com índice de 60% do total de reuniões.

Uma terceira tendência observada no relatório é o uso do celular como mecanismo de conexão, nos países e indústrias mais impactados pela pandemia, uma vez que as pessoas estão trabalhando em horários flexíveis, tentando equilibrar o lado corporativo com a vida pessoal. O número de usuários do Teams em dispositivos móveis cresceu mais de três vezes, desde o início de fevereiro até 31 de março e foi maior particularmente na Espanha e Itália. O tempo de uso pelas pessoas também aumentou em uma hora.

Por fim, a Microsoft aposta que este momento “mudará a maneira como trabalhamos e nos conectamos para sempre”. Utiliza a China como base para exemplificar a tendência. Lá, mesmo com parte das pessoas sendo liberadas para voltar ao trabalho, o número de novos usuários por dia do Teams ainda é duas vezes maior que o registrado no final de janeiro. Além disso, o número de usuários ativos da ferramenta naquele país continua crescendo, semana a semana.

MARKETING DIGITAL

Um levantamento do Adaction – veículo de comunicação especializado em ações de mídia digital – publicado no Jornal Valor Econômico apontou que o marketing de performance, estratégia do meio digital focada na conquista de melhores resultados por meio do uso de dados, já consome, em média, R$ 8 milhões ao mês das verbas dos bancos tradicionais brasileiros. Até 2023, mais de 50% dos orçamentos em publicidade devem ser alocados para o ambiente online. Enquanto mercados mais maduros já estão consolidados, o Brasil ainda tem um espaço considerável para crescer tanto em acesso como nas mídias.

O País já é o sétimo mercado do mundo em marketing digital e deve fechar o ano movimentando algo perto de US$ 18 bilhões nessas plataformas, mesmo com o impacto da pandemia no Covid-19. Inclusive, migrar suas operações para o mundo digital, que já era crucial para a sobrevivência dos negócios, agora é a melhor alternativa para manter as vendas ativas no período de isolamento social.

Isolamento favorece a WEB

Na visão do diretor de Operações da agência Google Premier Digmax Brasil, Danilo Jacomel, as restrições da pandemia fazem com que as pessoas mudem sua forma de consumir. “O isolamento favorece a audiência na internet e os negócios precisam sobreviver à crise, marcar presença onde a audiência está é fundamental”, afirma o especialista.

Além disso, por conta dos decretos restritivos, muitas ações de marketing como eventos, panfletagens, outdoor, TV indoor, deixaram de fazer sentido. “Diferente da TV e do rádio, a internet permite investimentos baixos para pequenos negócios e comércio local, além de uma vasta capacidade de segmentação do público. E o melhor de tudo, o anunciante só paga quando um usuário de fato se interessa pelo seu anúncio”, complementa Jacomel.

Pequeno empresário

Segundo previsão da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a economia brasileira poderá ter contração de 4,4% em 2020, com riscos de a atividade ainda sentir efeitos negativos “significativos” até 2023. Com esse efeito, diversos empresários estão pressionando o governo para sair do processo de isolamento, mas medida pode ser tão danosa economicamente quanto a metodologia em vigor.  “Os momentos de crise nos impulsionam a promover mudanças nos negócios e selecionam os melhores empresários. Certamente o consumidor e a economia não serão os mesmo após a crise. E os negócios que conseguirem fazer os ajustes e se adaptar para passar por esses momentos turbulentos, terão um terreno fértil para explorar, um novo mercado com sede de crescimento. Rumo à quinta onda econômica”, explica Danilo.

A Digmax é uma das maiores agências de marketing digital da América Latina, a empresa tem o selo Google Partner Premier, a mais alta classificação de parceiros de negócios, a empresa também é certificada pelo Facebook e Waze e possui uma média de faturamento anual na ordem de R$10 milhões de reais, divididos em seu leque de serviços de gestão técnico-estratégica de campanhas de veiculação no Google e Facebook Ads, customização de sites, landing pages e lojas virtuais. “O marketing digital tem potencial para ajudar qualquer tipo de negócio, de qualquer ramo de atividade e qualquer região. Todos estão conectados com o dispositivo na palma da mão, e o grande espectro de possibilidades de conectar a sua oferta com a demanda existente”, conclui o especialista, complementando que em períodos de crise, o empresário precisa monitorar o uso da verba e priorizar o retorno em curto prazo.

CANAIS INFANTIS

Não foram só os adultos que tiveram sua rotina alterada pela pandemia do novo coronavírus. Desde o mês passado, escolas entraram em férias ou migraram suas atividades para o ambiente digital, áreas comuns foram fechadas e as crianças precisaram encontrar entretenimento e educação dentro de suas casas. Esse cenário exigiu que os veículos voltados para o público infantil redobrassem esforços de conteúdo e de conscientização para os pequenos cidadãos.

Desde que começaram os esforços para conter a pandemia, os canais infantis também deram início a campanhas de combate ao vírus adaptadas para a linguagem e o contexto dos pequenos. A unidade infantil do Grupo Globo adotou o #GloobemCasa e, em uma iniciativa conjunta, lançou o Ciranda da Limpeza, que mostra para as crianças maneiras de se proteger do vírus.

A Nickelodeon, da Viacom, adotou o posicionamento global #GaleraUnida para manter pais e filhos informados e entretidos durante a pandemia. Na televisão aberta, a TV cultura produziu programetes com temas relativos à crise como “O que é coronavírus?” e “Como cuidar dos idosos durante a pandemia” e está exibindo durante seus intervalos. Até o clássico Vila Sésamo lançou a iniciativa “Cuidando um do outro” para conscientizar pais e crianças.

Outra estratégia usada pelas emissoras é trazer especialistas para tirarem dúvidas das crianças. O Gloob está desenvolvendo uma campanha com o médico e escritor Drauzio Varella para falar sobre o tema. Para aproximar o conteúdo das crianças, a Nickelodeon colocou seus personagens para ensinar a lavar as mãos. O canal Discovery Kids também colocou atrações como “O Show da Luna!” e “Peppa” para reforçar a importância dos cuidados.

DESEMPREGO

A crise do coronavírus pode deixar até 12,6 milhões de desempregados e gerar uma contração recorde de quase 15% na renda dos trabalhadores caso o governo não amplie os instrumentos de transferência de renda à população e de ajuda a empresas para manutenção de empregos, segundo um estudo de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

As informações são da Folha de S.Paulo, que obteve acesso ao material dos pesquisadores Silvia Matos, Luana Miranda, Livio Ribeiro, Vilma Pinto, Paulo Peruchetti e Tiago Martins. Ele aponta que, mesmo com as medidas já anunciadas para garantir renda extra a trabalhadores formais e informais, somando R$ 170 bilhões, a massa salarial deve cair 5,2%, retração recorde da série iniciada em 2003. Sem as medidas, a queda seria de 10,3%.

Ainda segundo a reportagem da Folha, no cenário mais factível, conforme análise dos pesquisadores, haverá retração de 3,4% no Produto Interno Bruto (PIB) e de 6,7% nas horas trabalhadas e na população ocupada. Ele inclui a perda de 6 milhões de empregos: o desemprego terminaria 2020 no patamar recorde de 17,8% (no trimestre antes da epidemia, a taxa estava em 11,6%).

O mais pessimista dos cenários mantém a expectativa para a maior parte dos setores e sinaliza uma piora mais profunda no setor de serviços. E, nessa situação, a massa salarial cairia 13,8%, com redução de 13,5% na população ocupada e nas horas trabalhadas de todos os setores. A retração do PIB seria de 7% e a taxa de desemprego iria para 23,8%, ou seja, 12,6 milhões de novos desempregados, o que é mais que o dobro de antes da pandemia. Segundo os pesquisadores, só a ação do governo tenderia a amenizar a destruição da renda.

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Em DESTAQUE: Cartunavírus – Cado Bottega, Olivetto: “Agora Não é Hora de Vender; Agora é Hora de Prestar Serviço e Previsão Pós-Coronavírus.

Em VÍDEOS: Medo X Desejo: O Novo Comportamento do Consumidor Pós-Lockdown, o novo filme do Grupo Zaffari e Critério e Hospital Moinhos de Vento.

Em ESPECIAL: Fórum da Liberdade em Casa, Mais um Ineditismo IEE/Capacitá, Palmas de Pé, Para o Pondé! e Consumer Thermometer – Kantar Ibope Media.

Tem OPINIÃO, CHARGE do talentoso Cado Bottega e ARTIGOS: Marcelo Pacheco – Vice President of Sales – Grupo RBS, Orestes de Andrade Jr., Marília Rizzon – Autora, Silvio Sibemberg – Empresário especialista em varejo, Stalimir Carvalho Vieira – Publicitário e do nosso articulista Zé Maurício.

 

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