NOTAS DA SEMANA 14.05.2021

ENTREVISTA

1. Quem é Ana Cássia Miguel?

Quando me fazem essa pergunta eu gosto de começar dizendo que sou a mãe do Arthur e considero este meu principal e melhor papel na vida. E então digo que sou uma leonina nascida em Santa Rosa e que veio para Porto Alegre estudar aos 17 anos. Hoje me considero mais porto-alegrense do que santa-rosense, pois estou aqui há 32 anos.

Amo viajar para conhecer e provar de boa comida e bons vinhos.

Sou uma gremista casada com um corinthiano, o Cristiano Miguel, que é meu melhor amigo, parceiro de vida e de negócios há 25 anos. Construímos e desenvolvemos juntos alguns negócios que nos fizeram muito felizes, mas depois de anos trabalhando lado a lado, foi importante e necessário cada um seguir seu caminho profissional de forma independente há alguns anos atrás.

Há 28 anos atuo no mercado publicitário e minha maior inspiração foi minha Dinda, Tânia Arriens, sócia da Gimmick Publicidade. Ela me inspirava desde muito pequenina, aos 5 anos de idade eu já sentava na sua cadeira de Diretora e brincava de ser ela. Em 1994 fui trabalhar na sua agência aqui em Porto Alegre e fazia um pouco de tudo, recepcionista, assistente de mídia e assistente de atendimento e foi onde aprendi muito. Neste mesmo ano entrei para a FAMECOS no curso de Relações Públicas e fiquei por lá até final de 1997. Não terminei o curso porque já atuava no mercado desde o início e o lado profissional acabou pesando mais do que o acadêmico. No entanto, eu mantinha, lá num cantinho a vontade de ser professora e esse desejo ficou bem guardado por muitos e muitos anos.

Foi então que fui ser dona de agência em 1998, sócia do meu marido Cristiano Miguel, o que demandava muita dedicação e horas infindáveis de trabalho. Em 2008, depois de 3 anos do nascimento do meu filho, resolvi tocar minha vida profissional de forma “solo” na expectativa de ter mais tempo para o Arthur e para meu casamento. Funcionou! Pude estar mais próxima da vidinha do meu filho e me dedicar ao meu casamento sem o peso da “sociedade” em agência. Foi um passo muito importante que dei, mas que teve um efeito incrível em mim como profissional, esposa, mãe e como ser humano.

Trabalhei na agência Flow atendendo um cliente que atuava em toda a região sul. Foi gratificante e um momento de crescimento em que eu fazia algo de que gosto que é viajar, conhecer pessoas, entender novas dinâmicas e aprender muito.

Depois dos anos trabalhando em agência, em 2010 eu resolvi que queria trabalhar em veículos de comunicação, vendendo espaços publicitários, afinal foram muitos anos fazendo e vendendo mídia! Exatamente, sempre gostei muito de vender. Muita gente não entende, mas a prática da venda me encanta, me desafia.

Foi então que o querido Carlos Araújo, que na época era VP de Mídia Eletrônica da RBS, me convidou para trabalhar nas rádios do grupo, mais precisamente nas rádios Farroupilha e Cidade. Ali quem me recebeu com todo o carinho foi a minha eterna “chefona” Márcia Daudt com quem aprendi que “a sorte acompanha os competentes” e muitas outras coisas que trago até hoje. Foi um período tão intenso, mas tão maravilhoso e de muito aprendizado. A Rádio Farroupilha deixou saudades no meu coração. Depois de 2 anos na RBS Rádios, parti para um novo desafio que foi trabalhar em TV. Trabalhei na BAND TV RS como Executiva de Contas atendendo exclusivamente importação e exportação. Foi um período em que eu viajava a cada 10 dias e ficava quase uma semana fora de casa, mas também onde a vontade de ser professora aflorou novamente. Então voltei a estudar e me formei em Marketing na Uniritter em janeiro de 2015. Foi um período extremamente produtivo e de muitas realizações pessoais e profissionais, assim como de desafios enormes, de fracassos e frustrações com os quais aprendi enormemente.

Em 2014 depois de sair da Band RS, indicada pela minha querida amiga Maria Cristina Barcelos, fui convidada pelo Ricardo Piccoli e pelo Rigoberto Gruner para integrar a equipe de uma nova empresa que faria a, ainda inédita na região, venda de busdoor nos ônibus da região metropolitana de Porto Alegre, a Exibe Mídia, onde estou até hoje, há quase 7 anos. Desde então aprendo e ensino, enfrentamos juntos todos os desafios do último ano e estamos em pé, cheios de energia e vontade de fazer dar certo sempre! Na Exibe tenho amigos e uma família, mas principalmente suporte e confiança.

Em 2020 concluí, em plena pandemia e depois de 2 anos exaustivos, um Mestrado acadêmico em Design, Área de concentração: Design Estratégico e realizei o sonho de ser professora. Esse mestrado causou uma mudança grande de mindset, fui extremamente desafiada, exigida e em que me realizei na certeza de que minha carreira na academia está só começando. Esse sonho está no início, mas o realizarei sem dúvida mantendo o foco e determinação.

2. O que mais te assusta ou te preocupa no mercado?

Hoje, o que me preocupa no nosso mercado são os “modismos”, eu explico. Para mim, já está internalizado o fato de que as alterações tecnológicas são uma realidade. Este período de cerca de 16 meses de pandemia e quarentena comprova o que penso. Não fazemos mais reuniões presenciais, só através de ferramentas de tecnologia, o home office é uma realidade, grandes agências se tornaram várias “miniagências” nas casas de seus colaboradores. Estes são alguns exemplos de mudanças que não imaginávamos ocorreriam de forma tão profunda e tão rapidamente exigindo uma capacidade de adaptação muito maior de todos, principalmente de quem está no mercado há mais tempo. A geração mais jovem não tem grandes dificuldades porque já nasceu digital. No entanto, muitas situações, ferramentas ou movimentos são modismos, ou nomes novos para situações antigas que acabam desempregando pessoas, agências dispensando bons clientes e clientes dispensando boas agências.

Aceitar as mudanças não significa que você deve ficar estagnado ou esperando as coisas acontecerem, assim como também é importante não achar que você não serve mais para o que sempre fez, mas entender que é necessário trabalhar a adaptabilidade aceitando as mudanças nas formas de aprender e ensinar. Entender que é necessário estar aberto à essas novas possibilidades, sem nunca esquecer de que as características “humanas” nos diferenciam e acredito que habilidades como resiliência e empatia serão de extrema necessidade para o quem vem pela frente.

3. O teu hiper conhecimento é valorizado e entendido?

Não me considero uma pessoa com “hiper conhecimento”, de forma alguma. Me considero um aprendiz em constante busca por evolução. Gosto muito de estudar e me aprofundar em áreas que são importantes para mim. Por exemplo, há mais de 10 anos atrás, quando eu ainda era sócia de agência, por influência do coaching que fazíamos na empresa busquei a formação em Gestalt Terapia para poder entender melhor o ser humano e fazer a gestão de pessoas.

Mas respondendo diretamente: o meu entendimento, ou instrução, ou capacidade técnica, ou conhecimento não é valorizado como poderia ser, em nosso mercado. Principalmente na área comercial em que somos conhecidos por nossos “números” e resultados ao fim de um ano, essa compreensão fica em último plano e às vezes nem é cogitada.

Independente disso, sigo buscando aprender diariamente com o mundo, com a vida, com o trabalho, com as pessoas e quando possível através da academia.

4. Sustentabilidade, inovação e um novo olhar?

Esse assunto daria um belo artigo para ser debatido e entendido. São temas complexos, intimamente ligados e por vezes polêmicos. Vou me ater aqui em conceitos gerais e uma teoria que para mim explica muita coisa.

Quase sempre nos esquecemos de que há um todo, nada está fora de nada, tudo está relacionado, tudo está em um contexto que se liga a outro nessa teia da vida.

Refletindo e lendo sobre o tema, entendo que, para mim, a ideia de teia da vida, que fundamenta o livro do físico Fritjof Capra (1939), é uma reflexão muito antiga e atribuída a uma famosa carta escrita em 1854 por um chefe da tribo indígena americana Seatle encaminhada ao presidente dos EUA, Franklin Pierce, quando ele propôs comprar as terras dessa tribo dando-lhes uma outra reserva.

No discurso, o Chefe Seatle dá ênfase a ideia de que tudo na natureza está ligado. Todos os sistemas vivos estão interligados como redes que interagem com outros sistemas vivos, dentro dessa teia. Cada organismo nesse contexto representaria um nó e cada nó, visto de perto, seria também uma rede, e assim sucessivamente.

A preocupação com a sustentabilidade, ou melhor dizendo, o uso consciente dos recursos naturais, novas alternativas e ações em relação ao planeta e as implicações para o bem-estar coletivo estão em evidência como nunca. Agora o “problema” já está presente em nosso cotidiano, nas escolas, organizações, empresas e nas ruas de nossas cidades. Os avanços econômicos estão colocando em xeque o grande impacto ambiental que causam e, assim é importante que todos, que fazemos parte desta teia ou rede da vida, tenhamos como objetivo ou propósito o desenvolvimento de uma nova sociedade e estejamos dispostos a direcionar iniciativas para um novo modelo, capaz de aliar o progresso econômico à preservação do meio ambiente.

É necessário promover cooperação entre comunidades, entidades de representação e empresas, trabalhar de forma multidisciplinar fazendo com que reunidas possam investir em formas de inovação capazes de suportar as práticas de sustentabilidade necessárias para buscarmos um futuro melhor.

Enfim, acredito ser através destas trocas, ensinamentos, mudanças de mentalidade, mudanças da forma de ser e estar no mundo e da colaboração que se construirão caminhos para que juntos sejamos pontes na busca por um mundo mais justo, inovador, empático e sustentável.

MANIFESTO IMPASSE AGÊNCIAS E PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP), juntamente ao Sindicato das Agências de Propaganda no Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) e à Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap-RS), manifesta seu apoio aos profissionais e empresas de comunicação que enfrentam um impasse com a prefeitura de Porto Alegre, referente a pagamentos de serviços contratados via licitação. A ARP é sensível à situação de todos os envolvidos e prioriza uma conciliação entre as partes.

Nosso posicionamento é solidário a agências de publicidade e propaganda, bem como a fornecedores, importantes parceiros de mercado e associados da ARP. Trata-se de impasse que carece de entendimento e diálogo para ser solucionado sem maiores perdas para nenhum dos lados, haja vista que, conforme a Federação Nacional de Agências de Propaganda (Fenapro), a exigência de que mídia e fornecedores sejam todos faturados pela agência está em desacordo com a legislação pátria.

Além disso, a Lei nº 4.680/65 e o Decreto 57.690/66 preveem que a agência é contratada para criação e agenciamento de propaganda; ações que, mediante aprovação do cliente, serão executadas por terceiros sob orientação e supervisão da mesma. No entanto, ela não é tomadora desses serviços e o faturamento dos mesmos dá-se contra o cliente, enviado através da agência para conferência da boa execução desses.

A mesma lei estabelece que infrações ao que nela está determinado serão punidas pelo órgão oficial fiscalizador, citando ainda o Código de Ética dos Profissionais de Propaganda, que rege a atividade publicitária nacional e estabelece que os veículos de comunicação irão faturar sempre em nome dos anunciantes, enviando as contas às agências por elas responsáveis, para cobrança.

ENTENDA O CASO

As agências que atendem a prefeitura de Porto Alegre enfrentam um impasse referente a campanhas planejadas e executadas por elas, bem como os fornecedores contratados pelas mesmas, no final do ano passado. As partes não estão chegando a um acordo sobre o pagamento destes trabalhos, por questões fiscais. 

A administração municipal alega que precisa que os serviços estejam todos cobrados na nota das agências para realizar os pagamentos, e que cada terceiro deve emitir suas cobranças contra as licitadas. No entanto, agências e fornecedores, baseados nas leis federais 4.680/65 e 12.232/10, bem como o Decreto 57590/66, no Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp) e na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), não podem emitir documentos de cobrança sobre serviços que não realizam e que não lhe são permitidos realizar.

Além disso, caso façam como solicita o município, ocorreria uma bitributação, pois as agências pagariam pelo total dos serviços, incluindo os dos fornecedores, e estes pagariam novamente.

AS ENTIDADES AGIRAM!

O comunicado das entidades gaúchas comandadas  pela ARP, ABAP, SINAPRO, FENAPRO RS, foi uma demonstração de apoio e desagravo a Prefeitura Municipal de Porto Alegre em defesa das agências, dos fornecedores e do mercado.

O mercado brasileiro através de veículos e entidades ao conhecerem o comunicado estão também mobilizados.

Essa coluna se orgulha de ser participante dessa divulgação em favor da harmonia do mercado de propaganda do nosso Estado.

FATOS:

Esse imbróglio politico já aconteceu em 2016 o que destaca mais a vergonha da politicagem, porém na época todos não receberam e foram receber parcelado em 10 vezes.

A prefeitura de agora pagou os veículos tradicionais e não pagou mídia OOH, digital, produtoras de vídeos, áudio e fotografia porque encontrou num micro detalhe uma saída para penalizar somente as agências.

As agências ao serem comunicadas que não receberiam poderiam e deveriam chamar a dezena de fornecedores e tentar a solução e resolver, o que tem tempo para ser feito.

Alguns dos tantos fornecedores de que estão minguando e uns deles, inclusive, sendo processados por contratados: Spark RS, Patti Leivas, Jair Kobe, Cris Pereira, Douglas dos Santos (Doga 10), OBairrista, Felipe Pires, Tânia Carvalho, Aline Barbosa (Mãe Crespa), Cezar de Oliveira, Daphne Constantinopolos, Samen dos Santos, Mari Weckerle (Guria Natureba), Diogo Elzinga, Armazém de Mídia, H Mídia, Setdoor, Mythago, Vimeo.com, LZ, Life, Imobi, Chittolin.,JC ,

Ativa, Digitais de todos os veículos (que não se manifestam porque receberam o off).

PARECER ABAP

Por Paulo Gomes de Oliveira Filho, Consultor Jurídico da ABAP

Prestação de Serviços Publicitários – Faturamento dos serviços publicitários realizados por Agências de Propaganda, Fornecedores de Serviços Auxiliares e Veículos de Divulgação.

​Como se realiza o faturamento dos serviços publicitários prestados a Clientes Anunciantes, seja da iniciativa privada, seja da Administração Pública?

​Algumas Prefeituras Municipais, em razão de seu Código Tributário Municipal ou Lei Orgânica do Município, em razão de omissão na regulamentação ou na disposição em sentido diverso, entendem que o pagamento dos Veículos de Comunicação e demais fornecedores de serviços auxiliares de propaganda  (produtoras cinematográficas, produtoras de som, fotógrafos, gráficas, etc) sejam feitos pela Agência (e não apenas através dela), após esta receber a verba correspondente do cliente.

​O faturamento desses fornecedores e veículos seriam  feitos contra a Agência (suportando esta, portanto, os tributos incidentes, como se tais verbas fossem integralmente receitas da Agência) e esta, por seu turno, faturando o valor integral ao Cliente Anunciante (obviamente, acrescido dos impostos e demais encargos e contribuições).

​Efetivamente, tal forma de faturamento e pagamento dos serviços publicitários, notadamente os relativos à produção executada por terceiros fornecedores e à veiculação, realizada pelos Veículos de Comunicação, é incorreta e, além disso, causaria sérios prejuízos à Agência e aos próprios Clientes, tendo em vista que os impostos, contribuições e outros encargos incidentes sobre a remuneração dos Veículos de Comunicação e demais fornecedores, paga através da Agência, seriam arcados por esta última pelos clientes, pois não competiria à Agência recolher impostos incidentes sobre receitas que não lhe pertencem e sim, aos fornecedores externos e Veículos de Comunicação.

​Com efeito.

​Primeiramente, há de se destacar que a Agência de Propaganda exerce (nos exatos termos do art. 3o da Lei 4.680/65) duas atividades bem definidas: a primeira, seria a de criação e execução de materiais e obras publicitárias (eventualmente, também a sua produção, internamente na própria Agência); a Segunda, seria a de intermediar a contratação de Veículos de Divulgação (para veicular os trabalhos criados pela Agência) e de fornecedores de bens e serviços, que realizarão tecnicamente o que a Agência concebeu, criativamente (tais como produtoras cinematográficas, que vão executar tecnicamente o filme publicitário criado pela Agência;  gráficas, que irão imprimir folhetos criados pela Agência, etc).

​No segundo caso (de intermediação), a Agência “age por conta e ordem do Cliente” (nos termos do art. 3º da Lei 4.680/65) e, portanto, todos os compromissos assumidos pela Agência, o são em nome do cliente, a quem compete pagar pelos serviços prestados por tais terceiros.

​Diz tal dispositivo legal:

“A Agência de Propaganda é pessoa jurídica e especializada na arte e técnica publicitárias, que, através de especialistas, estuda, concebe, executa e distribui propaganda aos Veículos de Divulgação, POR ORDEM E CONTA DE CLIENTES ANUNCIANTES, com o objetivo de promover a venda de produtos e serviços, difundir idéias ou informar o público a respeito de organizações ou instituições colocadas a serviço desse mesmo público”.

​Portanto, a Agência AGE EM NOME DO CLIENTE E POR SUA CONTA E ORDEM.

​Assim, toda e qualquer licitação realizada pelo Poder Público (seja em âmbito federal, estadual ou municipal) e também pela iniciativa privada, implica na contratação de Agências de Propaganda para que estas criem e executem materiais publicitários e para que, por intermédio desta, sejam contratados fornecedores dos chamados serviços auxiliares de propaganda (produtoras, fotógrafos, gráficas, etc)  bem como Veículos de Comunicação para divulgação das mensagens publicitárias.

​Assim, estes últimos (fornecedores e Veículos) são prestadores de serviços do Cliente (Poder Público ou Particulares), contratados por estes, mas através da Agência de Propaganda vencedora da licitação.

​Dessa forma, tais fornecedores/veículos de comunicação, ao cobrarem seus serviços, FATURARÃO CONTRA O CLIENTE (inclusive sendo este Poder Público ou cliente da iniciativa privada) e aos cuidados da Agência, nos exatos termos do art. 15 do Decreto n. 57.690/66.

​E porque “aos cuidados da Agência”?

​Porque esta foi quem criou os trabalhos que foram produzidos por esses terceiros fornecedores e veiculados pelos Veículos de Comunicação, além de ter sido ela – Agência – a intermediária na sua contratação. Mas principalmente, porque compete à Agência proceder à verificação da regularidade da produção desses serviços pelos fornecedores e da veiculação, pelos Veículos.  Somente em estando corretos tais trabalhos, a Agência libera o cliente para efetuar o pagamento, o qual, também é feito POR INTERMÉDIO da Agência.

​É importante ressaltar que as Normas-Padrão do Relacionamento Comercial entre Anunciantes/Agência/Veículos (e também fornecedores) são claras em dispor em seu ítem  2.4 que

“O anunciante é titular do crédito concedido pelo Veículo para a aquisição do espaço, tempo ou serviço em seu nome adquirido, permanecendo nessa qualidade como o responsável pelo pagamento do mesmo junto ao Veículo.  O faturamento do Veículo será sempre emitido contra o Anunciante aos cuidados da Agência, que efetua a cobrança e já retém seu desconto a título de “Del Credere” pagando ao Veículo o valor líquido da operação no prazo estabelecido.”​

​Outrossim, o ítem 2.4.1 das mesmas Normas Padrão determina:

A Agência responde perante o Veículo pelos valores recebidos do Cliente e àquele devido”.

​Assim, fica claro que a Agência é mera intermediária entre Anunciante e Fornecedores/Veículos, agindo em nome do primeiro.

​Tal forma de prestação de serviços pelas Agências, Fornecedores e Veículos e a sua remuneração na forma já referida (inclusive quanto ao faturamento) é praticada em todo o Brasil, inclusive pelos Poderes Públicos.

​No caso de atendimento de clientes do setor público, não há que se falar que a Lei 8.666 (Lei de Licitações) impede que tal se efetive dessa forma, sob o fundamento de que não teria havido licitação de fornecedores e/ou Veículos de Comunicação e, assim, estaria obstado tal contratação.

​Em realidade, a lei 8.666, tratando de forma genérica da contratação para fornecimento de serviços e de bens, não entra casuísticamente em cada uma das possibilidades e formas de prestação de tais serviços.  Entretanto, ela lei se “casa” com as disposições da Lei n. 4.680/66, de seu Decreto regulamentador n. 57.690/66 e das Normas-Padrão (estes últimas já vigentes anteriormente desde 1957 e agora substituídas pelas atuais, que passaram a viger em dezembro de 1998).

​Tanto isso é verdade que em todos os procedimentos licitatórios realizados pelo Poder Público Federal, Estaduais e Municipais adotam exatamente essa forma de procedimento supra referido, sem que isso tenha causado qualquer impugnação por parte dos Tribunais de Contas.

​Aliás, é de se ver que as normas legais, inclusive tributárias federais, expressamente prevêem tal forma de pagamento, faturamento e prestação de serviços de terceiros e veículos, intermediados pelas Agências de Propaganda.

​A Instrução Normativa Conjunta n. 3, de 05.02.97 dos Secretários da Receita Federal, do Tesouro Nacional e Federal de Controle, publicada no DOU de 12.02.97, dispondo sobre a retenção de tributos e contribuições nos pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal determina, em relação a Serviços de “Propaganda e Publicidade” prestados à órgãos e entidades do Poder Público, em seu art. 2o e respectivos parágrafos e incisos que:

“Nos pagamentos de serviços de propaganda e publicidade, quando EFETUADOS POR INTERMÉDIO DA AGÊNCIA DE PROPAGANDA, a retenção será efetuada em relação a esta E A CADA UMA DAS DEMAIS PESSOAS JURÍDICAS PRESTADORAS DO SERVIÇOS, pelo valor das respectivas notas fiscais de sua emissão.

Parágrafo Primeiro – Nesse caso, a agência de propaganda deverá apresentar, à unidade pagadora, documento de cobrança, do qual deverão constar, no mínimo:

I – o nome o e número de inscrição no CNPJ, de cada empresa emitente de nota fiscal, listada no documento de cobrança;

II – o número da respectiva nota fiscal e o seu valor.

Parágrafo Segundo – ​No caso de diversas notas fiscais de uma mesma empresa, os dados a que se refere o inciso I do parágrafo anterior poderão ser indicados apenas na linha correspondente à primeira nota fiscal listada.

Parágrafo Terceiro – ​O valor do imposto e das contribuições retido será compensado pela EMPRESA EMITENTE DA NOTA FISCAL, na proporção de suas receitas, devendo o comprovante de retenção ser fornecido EM SEU NOME.

Parágrafo Quarto – A retenção, na forma deste artigo, implica a dispensa da retenção do Imposto de Renda na fonte de que trata o art. 53, inciso II, da Lei 7.450, de 23 de dezembro de 1985.” 

​Portanto, o próprio Governo Federal estabelece que cada um dos fornecedores/veículos, contratados por intermédio da Agência de Propaganda, deve emitir suas notas fiscais contra o órgão público contratante E CADA UM DESTES RECOLHENDO SEUS TRIBUTOS SOBRE TAIS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS.

​Para facilitar a visualização de como são emitidas as faturas contra o órgão público, a quem são prestados os serviços publicitários, anexamos um modelo de “Relação de Despesas de Publicidade”.  Nesse documento, a Agência relaciona os serviços prestados por fornecedores e veículos, anexa as respectivas faturas emitidas pelos mesmo fornecedores e veículos contra o órgão público e insere o valor de sua remuneração.

​É de se lembrar, a final, que quando se estabelece a dotação orçamentária e o empenho para a contratação de serviços publicitários, o Poder Público estará fixando os limites para que os trabalhos sejam prestados, sejam de criação, execução, produção, como de veiculação.

​O contrato firmado com a Agência de propaganda é denominado, vulgarmente, como “contrato guarda-chuva”, isto porque como não se sabe previamente quais os trabalhos a serem produzidos e a serem veiculados, o que somente acontecerá durante o desenvolver da administração da entidade pública, o órgão público fixa o valor total da verba destinada à propaganda (que será gasta ou não durante o período de vigência do contrato), que será adequadamente e paulatinamente despendida à medida em que houver a necessidade de divulgação do mesmo órgão público.  

​O mesmo método é aplicado no atendimento de contas privadas.

​A maior parte dessas verbas será despendida – ainda que através da agência de propaganda – para o pagamento de fornecedores de serviços auxiliares de propaganda e, notadamente, os Veículos de Comunicação.

​À agência de propaganda caberá, a título de remuneração, uma parcela não maior do que 15% sobre essa verba global.  E exata e unicamente sobre essa remuneração é que a Agência deverá sofrer as tributações decorrentes.

​É de se lembrar, ainda, que a agência não poderá cobrar do cliente, em nome próprio, a prestação de serviços correspondentes à dos fornecedores de serviços especiais, como os acima exemplificados, já que ela não tem como objetivo social da produção de tais serviços e, portanto, impedidos de realizar serviços estranhos ao mesmo.

​Portanto, concluindo, a agência, sendo mera intermediária entre Cliente-Anunciante e Fornecedores de serviços Especializados e ou Veículos de Divulgação, apenas receberá destes últimos suas notas fiscais emitidas contra o cliente e aos cuidados dela – agência, para que verifique sua regularidade e em seguida, emita suas notas fiscais para encaminhamento das notas fiscais desses terceiros, onde no histórico indicará quais os serviços prestados por esses terceiros  (de produção e ou de veiculação), as notas fiscais por estes emitidas contra o cliente, seus valores e vencimentos, para que a agência cobre do cliente, receba o valor eventualmente devido a ela (a título de honorários sobre produção externa ou de desconto de agência), retenha a sua parte e efetue o pagamento desse terceiros (veículos e fornecedores), sempre em nome e por conta e ordem do Anunciante.

SPARK
Influenciadores campanha Prefeitura POA IPTU 21 e Covid Final do ano 2020:

1 – Patti Leivas

2 – Jair Kobe

3 – Cris Pereira

4 – Douglas dos Santos (Doga10)

5 – O Bairrista

6 – Felipe Pires

7 – Tânia Carvalho

8- Aline Barbosa Mãe Crespa

9 – Cezar de Oliveira

10 – Daphne Constantinopolos

11- Samen dos Santos

12 – Mari Weckerle (Guria Natureba)

13 – Diogo Elzinga

ARP

Em meio às comemorações dos seus 65 anos, a Associação Riograndense de Propaganda (ARP) anuncia sua mais nova parceria, com a Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul. A entidade recebe doações de alimentos e repassa para organizações que trabalham na assistência de pessoas necessitadas em todo o estado. O intuito da ARP é apoiar a Rede e incentivar a colaboração de profissionais e do mercado da comunicação.

Criado no ano de 2000, o Banco de Alimentos nasceu dentro do Conselho de Cidadania da Federação das Indústrias do RS (FIERGS) e foi o primeiro do país. Desde então, a organização atua como uma gerenciadora de desperdícios, administrando coleta, armazenamento e distribuição qualificada e gratuita de alimentos para instituições beneficentes. “Acreditamos que os Bancos de Alimentos são parte essencial da solução do combate à fome no Brasil. Através de soluções sustentáveis, construímos parcerias eficazes que juntos minimizam a fome nas localidades onde atuam”, declara o presidente da Rede, Paulo Renê Bernhard.

Desde março de 2020, no período de pandemia, foram 4 milhões de quilos de alimentos doados no RS, o que equivale a 12 milhões de refeições, sendo 900 instituições beneficiadas. “Em 20 anos de atuação, nunca tivemos um cenário como esse. No início da pandemia, houve muitas doações, mas isso foi diminuindo devido a fatores como a crise econômica. Por isso, novas parcerias como essa com a ARP são realmente necessárias”, declara a coordenadora de Comunicação da Rede, Paola Monti.

A Rede conta com a colaboração de parceiros estratégicos, que participam prestando serviços referentes à sua área de atuação, aliados a voluntários que se engajam na iniciativa social. No caso da ARP, o foco será no incentivo a doações e no contato com profissionais da Comunicação que possam adotar campanhas. “Queremos fazer nossa parte no apoio à iniciativa de tamanha seriedade, que tem tudo a ver com o acreditamos: que se preocupa com as pessoas, principalmente em um momento delicado como o que estamos enfrentando”, afirma a presidente da ARP, Liana Bazanela.

COMO FUNCIONA

A Rede de Bancos de Alimentos armazena as doações na central de arrecadações, onde nutricionistas analisam e determinam quais os tipos de alimentos necessários para as instituições. Posteriormente, eles são distribuídos gratuitamente às entidades previamente cadastradas no Banco de Gestão e Sustentabilidade. Além disso, as instituições recebem treinamento sobre segurança alimentar, higiene, e aproveitamento adequado dos alimentos.

A principal campanha nesse momento é a Doe Alimentos, que pode ser acessada no site www.doealimentos.com.br. Lá, o usuário pode fazer uma doação às entidades sem sair de casa. Ele seleciona os produtos que deseja e monta sua cesta, ou ainda, opta pela doação recorrente. Conforme a coordenadora Paola, foi a forma que a Rede encontrou de substituir ações que eram realizadas presencialmente, e agora estão impossibilitadas devido à pandemia.

SBT

Em abril de 2021, o SBT em Porto Alegre garantiu a vice-liderança isolada na média das 24h. A emissora marcou 3,4 pontos, contra 2,7 da terceira colocada e 13,3 da primeira. No período matutino, no ar das 6h às 12h, o SBT manteve-se na vice-liderança com 2,4 pontos, contra 1,7 da terceira colocada e 7,9 da primeira. Já no período da tarde, a emissora alcançou a vice-liderança com 3,9 pontos, contra 3,8 e terceira colocada e 13,7 da primeira.

Na faixa noturna, o SBT marcou 4,7 pontos. A emissora gaúcha permanece na vice-liderança na faixa horária da madrugada, das 24h às 30h. Nesta faixa, obteve 2,5 pontos, contra 0,6 da terceira colocada e 6,6 da primeira. Vale lembrar que nas 24 hrs, em abril de 2021, a emissora atingiu 2,5 milhões de telespectadores.

Confira abaixo o desempenho dos programas locais:

-O Anonymus Gourmet obteve um crescimento de 4% egarantiu a vice-liderança isolada com 4,4 pontos, contra 1,5 da terceira colocada e 15,7 da primeira. O programa alcançou 331 mil telespectadores no mês de abril.

– O Masbah! se manteve na vice-liderança com 4,4 pontos e um crescimento de 3% em relação ao mês passado. O programa atingiu, em abril, 332 mil telespectadores.

– SBT Rio Grande 2ª edição cresceu 6% e cravou 4,3 pontos em audiência. Em abril, alcançou 658 mil telespectadores.

– O SBT Rio Grande, no mês de abril, obteve 3,3 pontos de audiência. No mês em questão, alcançou 971 mil telespectadores.

PANVEL

O SAC Panvel acaba de receber o Selo RA1000, na categoria Farmácia, reputação máxima do site Reclame AQUI, um dos sites mais acessados do Brasil. A distinção reconhece a excelência das empresas no atendimento a seus clientes, destacando o compromisso das marcas com o pós-venda e o elevado grau de confiança em seus produtos e serviços. Este é o segundo ano em que a empresa se destaca como marca mais bem avaliada entre os consumidores.

A premiação é reflexo das iniciativas da Panvel voltadas à agilidade e à qualidade no atendimento ao cliente em todas as suas plataformas. Entre essas ações, o time do SAC atua de forma totalmente personalizada no acolhimento às demandas do Reclame Aqui, tornando-se destaque no mercado. “O Selo RA1000 é uma importante ferramenta de avaliação para o mercado nacional, em especial ao varejo, que lida intensamente com as pessoas. Logo, esta conquista reconhece nosso compromisso em atender bem e com excelência”, afirma o diretor-executivo de Operações da Panvel, Roberto Coimbra. O Reclame Aqui é consultado diariamente por milhares de usuários que pesquisam as reputações das empresas antes de realizar uma compra, contratar um serviço ou resolver um problema.

O site tem uma equipe de analistas de conteúdo que monitora diariamente a lista de reclamações das empresas aptas a receberem o selo. Uma série de critérios são levados em conta para a concessão do prêmio, entre eles, possuir um alto número de avaliações, ter bons índices de resposta e solução, possuir boa média de avaliações dos clientes e alto índice de novos negócios. Há 10 anos, o Prêmio valoriza o atendimento das empresas, proporcionando uma experiência positiva.

R.O.C

A R.O.C, o braço de consultoria da E21, é uma consultoria de inteligência mercadológica, especializada em reorientar empresas para que capturem (mais) valor e (mais) resultado em seus mercados.

Através de pesquisas e metodologias próprias, a R.O.C gera uma compreensão profunda do mercado, do consumidor e do cliente, desenvolvendo estratégias integradas (marketing, vendas, comunicação) revendo a oferta total da empresa em seu mercado.

Tudo isto visando estabelecer estratégias para diferenciação, relevância e valor

KANTAR IBOPE MEDIA

Com o consumidor de mídia cada vez mais multiconectado e as campanhas explorando novos formatos em diferentes meios e plataformas, compreender o consumidor onde quer que ele esteja, e quando e onde cada mensagem da marca é vista, se torna ainda mais relevante para a indústria publicitária. Com este objetivo, a Kantar IBOPE Media anuncia o Cross Media Performance. O Brasil é o primeiro país a receber a solução.

“A metodologia do Cross Media Performance torna possível saber quantas pessoas e quantas vezes determinada campanha foi visualizada, o perfil da audiência e qual a participação da TV e das plataformas digitais na composição de um target de campanha publicitária. Tudo isso para apoiar decisões estratégicas e o direcionamento mais efetivo da distribuição dos esforços em campanhas cross mídia. É uma oportunidade de criar padrões e níveis de excelência na integração entre os dados coletados por nós e as plataformas proprietárias, ou de terceiros, utilizadas pelos clientes”, explica Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media no Brasil.

A solução para otimização das campanhas cross mídia é capaz de medir as campanhas online e na televisão, identificando o público-alvo de múltiplas plataformas e dispositivos, e permitindo inclusive ajustes na campanha durante a sua execução. Oferece também a possibilidade de entender a frequência dos anúncios, sem a duplicação da audiência, em campanhas realizadas ao mesmo tempo nas diferentes telas. Em uma segunda fase do projeto, cobrirá também sites de conteúdo aberto (open-web) e diferentes plataformas.

O Cross Media Performance já chega ao mercado brasileiro com integração direta com o YouTube, permitindo assim que os anunciantes possam acompanhar os resultados de campanhas realizadas na TV e na plataforma de vídeos do Google — a primeira a fazer parte da solução. “Estamos comprometidos em estabelecer parcerias com as principais empresas de mensuração de audiência para criar padrões cross mídia que sejam justos e comparáveis”, afirma Rafael Carletti, gerente de produtos do Google para Américas.

“Para os nossos clientes, independente de eles serem agências, anunciantes ou veículos, é uma forma de monitorar a performance de suas campanhas, otimizar seus investimentos de mídia em diferentes canais e tomar decisões com segurança. O Cross Media Performance permite a mensuração de todo o ciclo das campanhas, colaborando com a análise do retorno de investimento e facilitando o planejamento de onde e como investir esforços. No futuro, vamos oferecer ainda mais análises e métricas inéditas ao mercado brasileiro”, completa Melissa.

Estrutura comercial

Com o compromisso de assegurar a qualidade de suas relações comerciais em todo o país, a Kantar IBOPE Media, líder em dados e insights sobre o consumo de mídia, anuncia a promoção de Douglas Marques a Executivo de Contas dos mercados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Com mais de três anos de atuação no Paraná, o executivo se junta aos times dos outros dois mercados da região Sul. Douglas é formado em Relações Públicas pela PUC-PR e Pós-Graduado em Gestão de Pessoas pela FAE-PR.

O executivo se reporta a Taís Souza, Gerente Comercial responsável pela gestão do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

REDE PAMPA

A Rádio Liberdade também pode ser ouvida no FM estendido, através da frequência 83,3. A emissora, pertencente à Rede Pampa de Comunicação, será a primeira a ocupar o FM estendido no Rio Grande do Sul.

Celebrando um marco histórico no protagonismo junto às inovações do setor da comunicação, a Rádio Liberdade receberá homenagem do Ministério das Comunicações nesta sexta (7), às 15h, quando será agraciada com o “Certificado de Pioneirismo da Faixa Estendida de FM”, em solenidade virtual que reunirá os dirigentes do Ministério das Comunicações e a cúpula diretiva da Rádio Liberdade e da Rede Pampa.

Para o presidente da Rede Pampa, Alexandre Gadret, a novidade retrata o pioneirismo que o grupo gaúcho sempre obteve em seus variados veículos: “A Rádio Liberdade, com sua programação genuinamente gaúcha, coloca o Rio Grande do Sul à frente do seu tempo ao ser escolhida, pelo Ministério das Comunicações, como a primeira emissora de rádio do Rio Grande do Sul a transmitir na faixa estendida do FM, na frequência 83,3. Sentimos um imenso orgulho ao ver este reconhecimento à nossa Rede Pampa, que há mais de 50 anos conquista a excelência em seus veículos, alcançando as posições mais privilegiadas das pesquisas de preferência pelo público, nos mais variados segmentos!”, registra.

A Rádio Liberdade leva, diariamente, o melhor da música tradicionalista para todos os gaúchos do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo, estando presente em todas as suas plataformas digitais e também na frequência 970 AM. Sendo uma das emissoras mais queridas pelos gaúchos, oferece aos ouvintes muita informação e valorização da cultura gaúcha, seja no campo ou na cidade, é a maior referência da história do Rádio quando se fala em emissora voltada à cultura do Rio Grande do Sul. 

VAREJO

O varejo deve sinalizar melhora nos próximos meses, após período de queda devido a pandemia. Dados da Projeção de Vendas, do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), revelam avanço de 33,19% para abril e 16,49% para maio, quando comparados ao mesmo período do ano anterior.

O economista e presidente do IBEVAR, Claudio Felisoni de Angelo, explica que 2020 foi um ano difícil para o varejo. “O ano anterior está marcado por ser um período pandêmico e de bastante recessão no mercado em geral. Para 2021, os índices são melhores, principalmente, no segmento de varejo, que projeta aumento significativo de vendas. Na verdade, esses aumentos significativos são explicados porque a base de comparação é muito baixa.”, comenta o professor.

Alguns segmentos indicam contínuo crescimento em março e abril, respectivamente, sendo eles: artigos farmacêuticos, com índices de 33,77% e 21,34%; tecidos, vestuário e calçados com 181,73% e 52,83%; livros, jornais, revistas e papelaria, com 51,20% e 40,71%; materiais de construção, 38,12% e 16,59%; e móveis e eletrodomésticos, com 52,66% e 18,39%.

Único setor que deve apresentar leve queda é de hiper e supermercados, com -1,41% em abril e -5,66% em maio.

HOME OFFICE

O Brasil chega aos 14 meses de quarentena, e o brasileiro teve que se reinventar e realizar uma série de adaptações no seu dia a dia, adotando uma postura de mais cuidados com essa nova rotina imposta, tanto no âmbito mental como no físico. Pensando nisso, a Hibou – empresa de monitoramento de mercado e consumo – fez um estudo que revela como serão os hábitos e comportamentos com a vacinação e o fim do isolamento.

“De forma geral, muitos hábitos bacanas serão mantidos assim que tudo isso terminar. Estamos de fato vivendo de uma maneira diferente e, para uma boa parte dos brasileiros, as compras pela internet continuará sendo muito utilizada. A saúde física e mental seguem com peso maior nas prioridades do dia a dia, assim como a interação maior com a família e pessoas que amamos. Empatia e ajuda ao próximo devem se manter presentes, já que 98,8% das pessoas que doam cestas básicas vão manter essa iniciativa após a fase de isolamento.”, explica Ligia Mello, sócia da Hibou, e responsável pela coordenação da Pesquisa.

Lar, Doce Office Lar

O home office foi uma grande mudança comportamental no novo normal dos brasileiros, 57,7% dos entrevistados trabalham em casa e 64,8% deles deve manter o mesmo regime de trabalho no futuro. Uma parte de 81,1% fica grudado no celular o dia todo e, desse total, 72% pretende manter o hábito.

Bate-papos virtuais? Sim, eles ficam

As atividades e ferramentas digitais de integração social, principalmente no trabalho e na hora de se distrair, foram desde o início e ainda são importantíssimas para a saúde mental da população nesses tempos difíceis.

Dos 80,6% que se divertem com amigos no whatsapp, 97,8% continuará brincando nos grupos. Para eventos online de lazer e negócios (56,2%), reuniões virtuais (57,5%) e reuniões de família pela internet (39,3%), respectivamente, o valor de continuidade dessas atividades é 84,3%, 83,4%, 63,5%.

“Foi muito interessante para nós observar como o brasileiro conseguiu se adaptar ao momento difícil e conseguiu compor uma rotina com hábitos antigos ajustados à necessidade de reclusão, e, agora, a grande maioria têm tudo para continuar fazendo parte do nosso dia a dia. Basta olhar para as altas porcentagens que medem a intenção comportamental de manter essas atividades assim que for anunciado o fim da pandemia. Novos hábitos, é claro, também continuam, como as compras de mercado pela internet ou apps. Aprendemos muito e optamos por manter o que nos deu mais facilidade na rotina ou resgatou atividades pessoais.”, acrescenta, Ligia.

Compras com um clique

Muitos sentem falta de sair de casa aos finais de semana para passear e fazer compras. Com toda essa mudança, a compra pela internet se tornou a salvação para os varejistas sobreviverem de portas fechadas e, é claro, para que os consumidores possam ter acesso aos produtos de interesse. Dos 72,4% que fazem compras em redes de varejo online, 95,6% continuarão no mesmo processo, assim como os que consomem roupas e sapatos pela internet, dos 68,5% que possuem o hábito, 90,9% devem seguir com o mesmo estilo de compra. A grande mudança ficou com o mercado, já que aqui esse é um jeito totalmente novo de fazer compras e, dos 44,4% que já adotaram essa modalidade, 80,2% continuam da mesma forma com o fim da pandemia.

Saúde virou prioridade

A saúde física e mental tem um peso ainda maior quando toda a população mundial encontra-se em isolamento social por mais de um ano. No Brasil, a pesquisa também mostrou que, com índice de continuidade acima de 90%, no cenário pós pandemia, ainda serão hábitos atividades como exercício físico ao ar livre (58,9%), tomar vitaminas diariamente (58,3%), meditação (28,2%) e faxina residencial (91,6%). Dormir mais (74%) e usar álcool gel diariamente (96,4%), continuará firme no dia a dia para 82,9% e 88,5%, respectivamente.

Uma maioria de 98,5% utiliza máscara em locais públicos fechados, mas apenas 60,7% continuará usando com o fim da pandemia. Metade dos entrevistados praticam exercícios em casa e 76,8% deve manter o costume.

E o Entretenimento?

No setor de cultura, para atividades que precisam ser feitas fora de casa, o cenário não é dos melhores. Apesar de ser uma fatia pequena dos que possuem o hábito de realiza-las de acordo com o novo normal, ou seja, de maneira online, como visitar museus (21%), assistir à peças de teatro (16,2%) e fazer cursos (64,2%), em todos os três casos, mais da metade continuará com a prática sem cair de casa.

Os números são bons para o streaming. Dos que assinam três ou mais serviços (41,9%), 79,5% deve continuar com as assinaturas. Outras atividades devem se manter forte com o fim da pandemia, é o caso dos que leem livros e revistas (99%), dos que fazem maratona de seriados (96,8%), jogam pelo celular (94,2%), ouvem podcasts (93,8%) e jogam games de console (88,85).

Conexão mais profunda com a Família

Estar em casa, mesmo com as necessidades e os desafios do dia a dia, nos fez nos conectar mais com o nosso interior e famílias. A promessa do brasileiro nessa área é a de manter todo esse ganho com o fim da pandemia. Para os que separam um tempo maior para a família (96,5%), se conectaram mais com pais e filhos (90,5%), realizaram pequenos reparos domésticos (79,9%), reservaram um tempo maior para hobbies (83,1%) e fizeram trabalhos manuais (58%), para todos esses, o índice de continuação desses hábitos ficou acima dos 90%. O cenário oposto ficou com as aulas híbridas das crianças, dos 35,5% que mantém essa rotina, apenas 52,1% seguirá o mesmo regime.

Metodologia

Um total de 2.824 brasileiros respondeu a pesquisa de forma digital, entre 25 e 31 de abril de 2021, garantindo resultado com 1,84% de margem de erro. A pesquisa engloba todo o Brasil, níveis de renda ABCD e todas as faixas etárias.

STARTUP CREATOR

Com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e go-to-market de soluções inovadoras criadas por startups e pequenas empresas do Rio Grande do Sul, a Conexo, hub de inovação das Empresas Randon, e a Semente Negócios, empresa de aprendizagem empreendedora, irão promover um programa de aceleração focado em startups em estágio inicial. O Startup Creator selecionará 15 projetos, que terão parte do valor investido para a participação subsidiado pelo Sebrae RS, e acontecerá de junho a dezembro.

O programa espera capacitar empreendedores por meio de workshops, consultorias, mentorias técnicas com especialistas e executivos da Randon e participação em eventos de pitch para investidores em busca de viabilizar o desenvolvimento de startups para o mercado. Durante o Startup Creator, o negócio passará por dois ciclos, composto por seis etapas, onde será possível realizar o planejamento de MVP, desenvolver a solução, elaborar a estratégia de lançamento, executar a prova de conceito e elaborar a estratégia de go-to-marketing.

Além disso, as Startups trabalharão junto com equipes selecionadas no intraempreendedorismo da Randon, fomentando a troca de experiências e acelerando o aprendizado, e também outras 14 horas consultorias com especialistas da Semente. Ao final, um pitch será apresentado para uma banca de investidores.

“Esta iniciativa será uma oportunidade ímpar para empresas com soluções tecnológicas, que poderão transformar diversos setores. Estamos muito otimistas com esse projeto e temos a certeza que essa trilha implicará em um desenvolvimento muito positivo aos negócios participantes”, comenta Fernanda Cardoso Setti, da Semente Negócios.

Para participar, os projetos, que podem ser de qualquer segmento, devem estar em estágio inicial (ou seja, ter um público-alvo bem definido, conhecimento sobre o mercado, um modelo de negócio aparentemente viável com hipóteses claras para testar e um canal aberto com um número significativo de pessoas que se importam com o problema e buscam por uma solução) e possuir CNPJ registrado no Rio Grande do Sul. As inscrições devem ser realizadas até dia 15 de maio, no link.

Programa de aceleração Startup Creator:
– 16 horas de treinamentos
– 6 horas de Peer Group Meetings
– 14 horas de consultoria individual Semente
– 7 horas de mentoria técnica individual da Randon
– 2 horas de mentoria técnica coletiva da Randon
– Pitchday final com banca de investidores, inclusive Randon Ventures
Data para inscrição: até 15/05/2021
Período do programa: junho a dezembro
Público-alvo: Startups do Rio Grande do Sul em fase de validação do modelo de negócio
Link de inscrição: http://digital.randon.com.br/startup_creator

SALESFORCE

A Salesforce, líder global em CRM, e Disney Studios Content firmaram uma parceria de inovação de cinco anos para apoiar cineastas e profissionais de marketing da Disney, usando a plataforma Salesforce.

Ao nomear a Salesforce como StudioLAB Innovation Partner, as empresas explorarão novas maneiras de usar a tecnologia para gerenciar e acelerar o ciclo de vida da produção de conteúdo e apoiar a criação de conteúdo – desde as primeiras ideias em desenvolvimento até a pós-produção e o marketing.

Usando a tecnologia do Salesforce Customer 360, que inclui aplicativos líderes do setor para vendas, serviços, marketing e comércio, a parceria focará inicialmente em reimaginar a produção:

• Desenvolvendo fluxos de trabalhos digitais para ajudar a gerenciar a produção e o marketing de conteúdo do Disney Studios;
• Apoiando as tomadas de decisão executivas, fornecendo uma visão 360º em tempo real do desempenho das propriedades de mídia;
• Implementando tecnologias simples e móveis para ajudar a equipe do estúdio a acessar atualizações e colaborar rapidamente em tempo real, em qualquer dispositivo, em qualquer lugar.

“A liderança criativa da Disney inspirou gerações com histórias emocionantes e experiências imaginativas”, disse Sarah Franklin, Presidente e Chief Marketing Officer da Salesforce. “Na Salesforce, trabalhamos para criar uma magia semelhante com a nossa marca, eventos e comunidade global de Trailblazers. Estamos empolgados com a oportunidade de ajudar o StudioLAB a avançar, com a nossa tecnologia, em sua narrativa e experiências”.

“A plataforma da Salesforce nos dá a capacidade de acelerar e coordenar melhor o processo de produção”, disse Jamie Voris, Chief Technology Officer da Disney Studios Content. “Com a Salesforce como nossa parceira de inovação, podemos equipar nossos profissionais de marketing e contadores de histórias com tecnologias de primeira linha para melhor entregar a incrível lista de conteúdos que planejamos para os públicos de streaming e de cinema”.

AGÊNCIAS

O setor das agências de comunicação, hoje integrado, no Brasil, por cerca de 1.500 empresas, faturou, em 2020, R$ 3 bilhões, ligeiramente inferior ao faturamento de 2019, que foi de R$ 3,02 bilhões. E empregou, nesse mesmo período, 15.228 profissionais, a maioria jornalistas.

A informação é da edição 2021 do Anuário de Comunicação Corporativa, que acaba de ser lançado, e está baseada na Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação, que reuniu a participação de 229 agências de todo o País.

A publicação, com 172 páginas, traz também o novo Ranking das Agências de Comunicação, liderado mais uma vez pela FSB Comunicações, tendo, na segunda colocação, o Grupo In Press.

Ela faz, ainda, um mergulho no universo ESG, que trata dos fatores ambientais, sociais e de governança, nas corporações; entra de forma profunda no universo das métricas e mensuração da reputação; e ressalta as novas tendências da comunicação corporativa no pós-pandemia.

A versão digital já está disponível no site da Mega Brasil e o acesso é livre e grátis.

OOH

Como as empresas podem mensurar mídias e anúncios OOH, além de verificar novas estratégias que podem ser adotadas e projetadas para futuras divulgações. Para falar sobre o tema, deixamos à disposição os fundadores da Mobees, startup brasileira que desenvolveu a plataforma de mídia exterior digital sobre carros de aplicativos, tem como propósito impactar a comunidade, promovendo crescimento econômico e melhorando a vida das pessoas e cidades

É notório que há uma grande dificuldade das empresas em realizar essas mensurações de resultados. Ter em mãos o quanto os anúncios OOH e as mídias conquistaram é um triunfo para ter efetividade na comunicação, pois é por meio desses dados que são tomadas as decisões futuras. E atualmente, é possível investir em mídia exterior que permite possibilidades de mensurar resultados de uma campanha de forma assertiva. Com isso, a análise de dados funciona com o objetivo de mirar e reestruturar as campanhas, mas isso só é possível quando se tem uma plataforma que atualiza em tempo real os números da campanha, por exemplo.

Com as telas móveis, digitais e inteligentes é possível captar as informações ao seu redor, por exemplo: alcance da campanha – o número de pessoas que foram impactadas pelos anúncios publicitários da companhia, de forma objetiva; a localização – observando em quais regiões da cidade os anúncios encontram mais audiências pelas ruas; a relação entre gasto x audiência – com o Custo Por Mil, ou seja, o quanto vai custar no orçamento da empresa para exibir a campanha ou anúncios publicitários em OOH para mais de 1 mil pessoas; o que já foi executado e o que está a acontecer – exibir dados estratégicos para determinar ações futuras; e os melhores momentos para exibir seu OOH.

Para tornar essa tarefa mais simples e fácil, a Mobees, plataforma de mídia exterior digital sobre carros de aplicativos, que tem como propósito impactar a comunidade, promovendo crescimento econômico e melhorando a vida das pessoas e cidades, fornece métricas à vontade para as empresas analisarem sua performance diante das telas inteligentes, desenvolvidas pela startup.

TV ABERTA

Em 2020, a televisão aberta no Brasil completou sete décadas de existência. Considerada durante muito tempo o principal meio de comunicação de massa do país, a TV tem passado por profundas transformações, sobretudo nos últimos anos, para se manter relevante em um cenário multi tela e digital. O avanço da internet transformou o consumo de mídia e a sua rápida expansão, tanto em vídeo quanto em áudio, impulsionou o surgimento de novos modelos de negócios e colocou em xeque a então supremacia da TV aberta.

A partir de 2011, o mundo foi apresentado aos serviços SVOD (Subscription Video on Demand ou Vídeo sob Demanda por Assinatura). Encabeçado pela Netflix, a nova modalidade afetou especialmente o faturamento das TVs por assinatura (até então a principal concorrente da TV aberta), dando início ao fenômeno “cord cutters” (ou cortadores de cabo), pessoas que cancelaram seus pacotes para assinar os serviços de streaming.

Em 2020, acompanhamos o boom desse tipo de serviço com grandes companhias como Disney e Paramount lançando suas próprias plataformas. A diversidade, contudo, gerou saturação. Afinal, nem todo mundo consegue pagar por um serviço de assinatura, especialmente em um contexto de pandemia. E é neste cenário que surgem os serviços AVOD (Advertising-Based Video on Demand), que distribuem conteúdo gratuito (sem a necessidade da assinatura de uma mensalidade) com inserções de publicidade.

O formato se sustenta de maneira semelhante ao modelo tradicional de faturamento da TV aberta, mas conta com uma importante e competitiva vantagem: a segmentação de público. Isso porque dispõem de ferramentas que conseguem avaliar o comportamento de seus consumidores a ponto de entender, com precisão quem é a pessoa que está do outro lado da tela e o que ela gosta de consumir, possibilitando a chamada addressable advertising, ou publicidade direcionada, um diferencial extremamente valioso, sobretudo do ponto de vista dos anunciantes.

O Spotify, por exemplo, já tem mais de 320 milhões de usuários ativos, sendo 144 milhões de contas premium, que são as assinaturas pagas, em todo o mundo. Isso significa que, aproximadamente, 55% dos usuários utilizam o modelo que faz um mix de conteúdo com publicidade. O perfil socioeconômico é a principal dificuldade para o acesso em massa a conteúdos premium.

O avanço desse conceito também depende da cobertura de banda larga no Brasil, que deve ocorrer com mais velocidade a partir da ocupação de frequências que eram utilizadas pelo rádio e TV analógica. De acordo com especialistas, os serviços AVOD devem crescer 17% no mundo nos próximos anos. Lançada em dezembro no Brasil, a Pluto TV (streaming com canais de TV, filmes e séries gratuitos) superou em 100 dias 67% da meta estabelecida para o ano, alcançando seis milhões de usuários ativos.

Segundo levantamento do Interactive Advertising Bureau (IAB), mais da metade dos investimentos de publicidade nos streamings e TVs conectadas em 2021 virá do orçamento previsto para a TV aberta. A expectativa da Pluto TV é garantir mais de 786 milhões de dólares em anúncios neste ano, somente nos EUA.

Para se manter viva em meio a este cenário, a TV aberta precisa se espelhar cada vez mais nesse tipo de modelo, entendendo que o formato broadcast tradicional (cabos, antenas e satélites) está com os dias contados.

Além disso, é preciso também estabelecer pontos de contato com o público de maneira individual, e não coletiva, e entender que o telespectador tem voz ativa e decide que tipo de TV ele quer consumir. A comunicação é, e será cada vez mais, direcionada. E quem não se atentar a isso se tornará totalmente obsoleto em um curto espaço de tempo.

MULHERES

Majoritariamente responsáveis pelas tarefas domésticas, as mulheres carregam a pressão do dia a dia de trabalho e as pressões da sociedade para o cuidado com o lar e a família de forma histórica. Segundo pesquisa do IBGE de 2020, as mulheres dedicam o dobro do tempo do que os homens aos afazeres domésticos. Dentro desse contexto, a Brastemp, marca presente nos lares e no coração dos brasileiros, traz a discussão da equidade de jornada para sua nova campanha. 

Conhecido por ser o “mês das Mães”, maio é marcado por campanhas que muitas vezes reforçam a cultura do trabalho doméstico como uma tarefa feminina. Para mudar o foco e gerar uma nova conversa no mercado e na sociedade, a Brastemp traz para o mês a campanha Tarefa doméstica é tarefa de todos, criada pela FCB em parceria com a consultoria Think Eva, que tem como objetivo de incentivar a divisão equânime das tarefas domésticas entre homens e mulheres. Com ativação no ambiente digital e em televisão, a Brastemp puxa a conversa a partir de um dado inédito, levantado pela Think Eva a pedido da marca, que revela que as mulheres passam em média quatro anos de suas vidas lavando roupas. Tempo que homens dedicam ao seu desenvolvimento pessoal, profissional, ao lazer e ao descanso. 

Para aumentar a conscientização sobre o cenário, a Brastemp estende o debate também para o produto, “lançando” uma máquina de lavar roupas fictícia com o nome “Brastemp Edição Compartilhada”. O lançamento do produto tem como objetivo reforçar que lavar as roupas é uma atividade de todos – e não apenas das mulheres. O vídeo manifesto também vem para apoiar e reforçar que tarefa de casa é tarefa de todos, independente da configuração familiar. Por isso, a Brastemp escolheu cuidadosamente o seu casting de atores trazendo diversidade para esse vídeo que mostra: um casal 60+, um casal em que a mulher é transgênero, uma família negra angolana e uma mãe e um filho brancos. 

“Dia das Mães é uma das grandes datas do ano para o varejo, isso é legítimo. Porém, quando falamos de eletrodomésticos, tradicionalmente as marcas e o segmento associam a imagem de eletrodomésticos com a figura materna, reforçando o estereótipo e a cultura do cuidado com o lar à data e à mulher, o que nos dias de hoje, é um retrocesso. Nós, como uma empresa líder de mercado e top of mind na categoria de lavanderia, entendemos que era nosso papel social ressignificar a data e lançamos uma campanha que, ao invés de seguir reforçando os estereótipos, vai justamente no caminho oposto: levanta uma discussão na sociedade que fala de uma pauta tão urgente e necessária, que é promover a equidade no trabalho doméstico. Meu sonho é que daqui a alguns anos nenhuma marca de eletrodomésticos sugira seus produtos de presente para as mães e que tarefa de casa vire tarefa de todos”, afirma Allyne Magnoli, diretora de marketing da Whirlpool. 

A Brastemp também convidou o Think Eva, consultoria de inovação social para auxiliar no desenvolvimento da narrativa e curadoria do conteúdo. “Estamos desde o ano passado estudando a Economia do Cuidado e nos traz esperança que uma marca do tamanho e abrangência da Brastemp assuma seu papel nesta discussão. O trabalho invisível de cuidado precisa ser de todos e poder trazer este tema, aliado ao nosso olhar estratégico de marca, para a campanha nos deixou confiantes de que alguma mudança seja possível”, diz Maíra Liguori, co-fundadora da consultoria.

“As marcas são parte importante da formação cultural da sociedade – especialmente marcas icônicas, como a Brastemp. Abordar a economia do cuidado em uma campanha é uma forma de assumirmos esse papel de influenciadores e colocarmos mais luz em um tema que é muito caro às mulheres há muito tempo”, comenta Anna Martha, Diretora Executiva de Criação da FCB Brasil.

A campanha terá um desdobramento na televisão, com uma discussão nos programas Papo de Segunda e Saia Justa, do canal GNT e um braço também no digital. Toda a ação com influenciadores foi desenvolvida pela FCB Brasil em parceria com a Mfield.

MÍDIA DIGITAL

No primeiro ano de pandemia, em um cenário de incertezas de forma global, a verba para anúncio publicitário despencou. As marcas preferiram segurar o orçamento antes de gastar com divulgação paga. Atualmente, no segundo ano de pandemia do coronavírus, a forma de consumir publicidade mudou, pois a população está online durante muito mais tempo e em diversas plataformas digitais como celular, desktop, notebook, tablet, TV e outros. Televisão e jornal impresso continuam sendo os preferidos pelos anunciantes, mas portais online agora também chamam a atenção da maioria das empresas. No início do segundo trimestre, especialistas apontam que a mídia digital deve dominar a retomada dos investimentos em publicidade no Brasil.

A previsão é que deve se igualar ao investimento em publicidade tradicional em um futuro próximo. Fatores como maior acesso dos brasileiros à internet e banda larga móvel contribuem para isso. Segundo André Franco, CCO da Cazamba, empresa especialista no desenvolvimento de tecnologias em mídia para engajar marcas com seus consumidores, para atingir o público certo é preciso investir em mídia segmentada, com uma flexibilização total dos formatos, seja em tamanho e também recursos. O mercado de mídia online trabalha com displays em portais de notícia, mecanismos de busca, mídias sociais, entre outros tipos de site.

Ele afirma que os clientes que representam grandes marcas precisam utilizar comunicação online que gere engajamento e tráfego qualificado. Franco explica que percebe uma volta dos anúncios online de setores como educação, agronegócio, tecnologia, energia e saúde pública.

BARRASHOPPINGSUL

O BarraShoppingSul tem 20 novidades em seu mix de operações, sendo que 11 já estão em funcionamento. A mais recente é a Livraria Leitura. Com matriz em Belo Horizonte, a rede inaugurou sua primeira unidade no Sul do país. “Sempre tivemos o desejo de estar nessa região e o nosso planejamento era começar em um grande shopping de Porto Alegre. Com 750m², a loja possui grande variedade de livros, papelaria, presentes e área geek. Um projeto que temos certeza que será um enorme sucesso”, diz Marcus Teles, presidente da Rede Leitura. Localizado no Nível Guaíba, o espaço conta com mais de 60 mil livros à venda, com 30 mil títulos diferentes.

No segmento de moda, a C&A traz diversas novidades de moda feminina. Para completar o mix nos próximos meses quem chega é a Amaro, com a maior loja do estado. O espaço de quase 2.000 metros quadrados será no estilo Guide Shop. As compras no espaço são feitas online, por meio de um dos computadores ou tablets disponíveis no local e a entrega do produto vai diretamente para a casa da cliente, também é possível retirá-lo na loja. A Amaro contará com uma operação completa. Além do espaço de moda e produtos de beleza, terá um mix com acessórios de cozinha, decoração e uma linha bem-estar (velas e difusores).

No Baixo Barra, os amantes de pizza já podem desfrutar da Mercearia Bresser e sua tradicional pizza paulistana. Em um ambiente que reproduz os armazéns e mercearias do Brás antigo, as pizzas de receita italiana são assadas em forno à lenha, conferindo uma crocância marcante à sua massa de fermentação lenta. Além das tradicionais Pizzas, o cardápio traz, exclusivamente para o almoço, opções de pratos gratinados em forno à lenha, como o File Mignon à Parmegiana, o tradicional Gnocchi de Batata, a Lasanha a Bolonhesa e a Tagliatelle, pasta típica do centro da Itália. Para completar, uma carta com opções de chopes, cervejas, drinks clássicos e uma adega  de vinho climatizada com rótulos de diversos países.

E para aqueles que procuram saborear os melhores cafés, o Origem Coffee, aberto recentemente, traz opções de grãos selecionados, frescos e torrados na hora com origem de produtores de SP, MG e ES. A loja também comercializa os acessórios para preparação e degustação dos cafés.  “O BarraShoppingSul está sempre investindo em novidades. Queremos um mix completo e com muitas variedades para os clientes”, destaca Eduardo Vitagliano, superintendente do BarraShoppingSul.

Entre outras novidades que chegaram para incrementar a gastronomia do BarraShoppingSul, estão o Severo, uma hamburgueria 100% gaúcha, a Espetto Carioca, Cookie do Foca e Sushiaki.

Recentemente, inauguraram F.A Colchões, Lojas Colombo, Immunize e Delicat Atelier.  Nos próximos meses, o shopping também receberá Dermage, Movida, locadora de veículos, KFC, a exclusiva NBA Store, com as melhores novidades em artigos esportivos para quem é apaixonado por basquete, Colcci, MK Escola de Design, com uma operação inédita em Porto Alegre relacionada a desenvolvimento de games, animação, design, vídeo e e-sports, e ainda o Studio Destemperados.

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