Fábio Pajaro – 26.03.2021

A NECESSÁRIA GESTÃO DO TEMPO

Por Fábio Pajaro, profissional com longa experiência no mercado financeiro, principalmente, no setor de pagamentos, Fábio Pajaro estudou Economia e Direito na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atuou na gestão de diferentes empresas de prestação de serviços como Call Canter, Tecnologia da Informação, Sistemas de Telemetria, Locação de Equipamentos, entre outros. Portanto, possui conhecimento de gerenciamento administrativo e financeiro em organizações de pequeno, médio e grande portes, além de desenvolvimento de novos produtos para mercado de meios de pagamento e sub-adquirência.

Por mais que o modo de vida atual nos sobrecarregue de tarefas e afazeres, os dias permanecem com as mesmas 24 horas de sempre, as semanas, com sete dias – e assim sucessivamente. E todos sabemos que não se pode lutar contra a velocidade com que os minutos passam e, muito menos, viver como se o dia tivesse 30 ou 34 horas – porque ele não tem e, até prova em contrário, nunca terá. Embora aparentemente simples, a solução para este desafio contemporâneo exige uma boa dose de sabedoria: afinal, como definir o tempo destinado a cada compromisso, de modo a cumprir todas as obrigações pessoais e profissionais?

Em meio a imensas listas de coisas por fazer, é comum as pessoas terem dúvidas sobre o que priorizar: o que é mais urgente (e por vezes mais complicado) ou o que é mais fácil (mas nem sempre o mais urgente)?

A primeira coisa a se ter em mente é que questões urgentes – leia-se, com prazos quase esgotados –, precisam ser resolvidas de forma imediata. E o seu caráter de urgência independe do tipo de compromisso, seja ele pessoal ou profissional. Exemplo: se o prazo para inscrição em um concurso vai até amanhã, este é um ponto que não pode ser protelado, ao contrário daquele relatório do trabalho que pode ser entregue até o final da semana que vem.

Da mesma forma, deve-se ter em mente o grau de importância de cada um dos compromissos assumidos, para saber que alguns precisam, necessariamente, ser olhados de forma diferenciada. Essa análise de prazos e do nível de relevância de cada tarefa a ser cumprida é um ótimo ponto de partida para a definição da ordem de execução das tarefas e do tempo (em horas, minutos, dias etc.) que será destinado a cada uma.

Depois de estabelecer um cronograma de ação, que pode ser uma relação de tarefas a serem executadas no dia ou uma lista de trabalhos a serem entregues durante a semana, é indispensável que haja disciplina no cumprimento do que foi planejado. Caso contrário, o próprio tempo utilizado no planejamento terá sido jogado no lixo, comprometendo (de carona) parte das ações previstas para todo o período.

Uma dica importante: se por um lado os dias atuais trazem obrigações, é inegável que também nos oferecem ótimas ferramentas para a organização da nossa rotina. Neste sentido, a tecnologia é uma ótima aliada, com os mais diversos aplicativos disponíveis para o planejamento e a organização das demandas de acordo com o tempo de que dispomos. Se possível, tenha a tecnologia como aliada.

Para completar, não basta apenas organizar-se para os deveres. É necessário olhar também para os direitos. Se temos obrigações profissionais e pessoais a cumprir, é preciso que destinemos algumas horas do dia a algo de que gostamos e que nos traz apenas descanso, prazer, descontração ou relaxamento. Saber dosar os períodos destinados ao trabalho e ao estudo com o tempo dedicado ao lazer, ao sono, ao repouso e ao entretenimento é fundamental para a redução do nível de estresse e, por consequência, para a nossa qualidade de vida.

Além disso, quando necessário e justo, é preciso saber dizer “não”. Nem toda tarefa que nos é repassada no trabalho é, necessariamente, de nossa alçada, ou possível de ser realizada em prazos tão curtos ou ainda exequível em meio a tantos outros trabalhos em andamento. Diante da nossa escassez de tempo, saber dizer “não” – quando este não for aplicável – é um aprendizado necessário.

Com essas ideias, aliadas a uma boa organização e disciplina, é possível otimizar o tempo disponível, vencendo o inato hábito humano da procrastinação e aumentando a produtividade e eficiência. Também será possível administrar melhor o tempo destinado a questões profissionais e pessoais, usando a vida – sim, tempo é vida, não só dinheiro – disponível para as coisas que realmente têm importância.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *