EDELMAN TRUST BAROMETER 2021 – 13.08.2021

A confiança é o novo capital das marcas. Essa é a principal conclusão do relatório Especial Edelman Trust Barometer 2021. Se antes as marcas apostavam no amor dos clientes, hoje elas devem estar atentas em ser confiáveis pois esse fator tem ascendido como decisivo para a compra entre os brasileiros.

No País, 79% dos entrevistados afirmam que hoje é mais importante conseguir confiar nas marcas que compra ou usa do que era no passado e 36% dizem não comprar mais marcas que amam porque não confiam nas companhias donas. Essa preocupação é maior entre os consumidores de 18 a 34 anos. Já consumidores de renda alta estão mais propensos a trocar de marca se não confiarem na empresa.

A pesquisa foi feita a partir de uma sondagem online com 14 mil pessoas de 14 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes, EUA, França, Índia, Japão, México e Reino Unido) entre 12 de maio a 2 de junho de 2021.

Embora ter confiança nas marcas seja uma necessidade ascendente do consumidor, essa se consolidou a partir da pandemia da Covid-19 e a certeza de que as instituições devem ter papel ativo na resolução de problemas universais e locais. Antes a relevância da marca se restringia à sua relevância cultural. Hoje, ela é medida na intersecção entre cultura, propósito e sociedade. As empresas passaram a ser consideradas mais éticas e competentes que a mídia e o governo e mais éticas que Organizações Não-Governamentais, embora ambas compartilhem o mesmo nível de ética na percepção do consumidor.

O relatório indica que a importância da confiança se dá por conta da maior dependência do consumidor em relação às marcas.

Porém o estudo indica que não basta o discurso ou imagem para estabelecer essa relação e sim as ações concretas. O índice de confiança é maior entre marcas que mudam a cultura do que as que apenas refletem a cultura ou são funcionais. Dos brasileiros, 93% esperam que as marcas tomem uma ou mais medidas que vão além de seu produto e negócio.

Além da maior exigência, os consumidores também se percebem como autores dessas mudanças devido à sua influência maior sobre as marcas, alimentada pelas redes sociais. Dos brasileiros 72% acreditam que podem fazer uma marca mudar quase tudo nela — globalmente, o número é 87% — e 83% dizem poder forçar uma marca a mudar o impacto de sua empresa na sociedade. Cada país ressaltou as questões locais mais urgentes com as quais as empresas devem se envolver para não perder a confiança dos consumidores. Os brasileiros destacaram a melhora do acesso à saúde e aliviar a pobreza e ajudar os pobres.

Ao mesmo tempo que a influência dos consumidores pode pensar na reputação e ganho econômico de uma marca, ela também tem a força dos consumidores retribuída positivamente. Quando confiam na marca, 74% dos brasileiros afirmam que vão defendê-la, recomendá-la, exibi-la e falar sobre ela em redes sociais, 72% dizem que vão comprar, 43% vão engajar-se em atividades e compartilhar dados e 40% vão se manter fiéis mesmo se algo de errado. Todos esses números são maiores no Brasil em comparação com os dados globais do estudo.

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Fonte: Meio & Mensagem

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