APRENDEMOS? – 30.04.2021

Acredito que muitas empresas ainda não conseguiram parar para uma reflexão profunda sobre aprendizados ou frustrações desse passado um ano pandêmico que acabamos de nos dar conta. Isso mesmo, já se passaram um ano que fomos inseridos em um contexto novo, e convidados à resiliência individual e coletiva, e aqui estamos nós, ainda aprendendo a lidar com esse tempo, vírus, pandemia, pessoas e posicionamentos. Quero aqui não fazer um julgamento, e sim um convite à reflexão, caso você ainda não tenha feito. Pare um pouco, e busque as lições aprendidas que esse tempo trouxe, elas poderão te ajudar nos próximos passos e para além de pequenas adaptações, elas vão te guiar  para o que realmente importa, em uma camada mais profunda, em uma transformação genuína  quanto empresa.

Já era sabido por muitos de nós, que as empresas/marcas, estavam sendo “convidadas” para um posicionamento cada vez mais humanizado. E falar de posicionamento humanizado é entender que nossas empresas são compostas por seres humanos, e que cada ser humano é diferente e que não são máquinas de produção, e sim indivíduos racionais e emocionais.  Talvez, para entender esse processo, seria sim preciso ir ao encontro de pessoas, humanizar a marca, se colocar como igual para construir relações de impacto, conexões e entender suas experiências e como nós, empresas, estamos contribuindo com estas. 

Acredito que a pandemia nos intimou a essa mudança nas relações, principalmente com as nossas pessoas internas e com o mercado. Em como direcionamos o foco para o cuidado genuinamente humano, não se trataria apenas de uma estruturação de regime de trabalho (remoto ou presencial) por causa do isolamento, mas sim, nos fez abrir os olhos para o que chamamos de “human centric”, para o fator inteligência emocional e para a saúde mental como fator importantíssimo no equilíbrio dos negócios e das relações. 

Acredito que o maior aprendizado vem sempre do construir junto com as pessoas e não para as pessoas. O que quero dizer com isso, é que foi super importante se colocar em um lugar de ouvinte e criar canais de comunicação seguros, para que elas pudessem apresentar suas necessidades, angústias e medos nesse tempo. 

Outro ponto foi “preparar” as lideranças para acolherem esse tipo de demanda, e entenderem sua responsabilidade na gestão de tudo que pudesse aparecer, claro sempre com uma equipe de apoio nesses assuntos, dando todo suporte necessário. Afinal, todos estamos no mesmo barco, então a empatia era algo importante a ser vivenciado  por todos.

Para além de fornecer recursos de trabalho, pensando na experiência que cada pessoa teria agora em sua casa e não mais nos escritórios, era de suma importância pensar também acerca da transparência: como passar para as pessoas a segurança de seus trabalhos nesse período, como trabalhar essa angústia frente uma situação de tanto desemprego, como entender todas as contingências externas presente no novo ambiente de trabalho.  

Sim, as pessoas realmente importam e precisam ser cuidadas em suas organizações. São elas as responsáveis por todo o impacto do negócio e  pelas entregas. As pessoas são o ativo mais importante de um negócio, empresas são pessoas, nunca se esqueçam disso. 

Acredito que o momento pandêmico colocou isso mais em cheque, pois era preciso manter as pessoas engajadas mesmo distantes, se sentindo pertencidas, orgulhosas, seguras e dando continuidade aos seus entregáveis e isso só seria possível se sentissem cuidadas, valorizadas. Se apresentaria aí, um grande desafio mas também uma grande oportunidade de mudança para muitas empresas que ainda não tinham se tocado na importância de serem marcas humanizadas e de estarem valorizando o que realmente importa: suas pessoas!

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