Orestes de Andrade Jr. 13-03-20

É NO MUNICÍPIO QUE TUDO ACONTECE!

Por Orestes de Andrade Jr.  Secretário de Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre.

Nós estamos vivendo um tempo diferente. É um tempo de turbulência. De transição. De mudança. De incerteza. Não há como negar isso. Basta andar nas ruas para perceber. Estamos no meio de um grande processo de metamorfose social. Mas toda crise gera oportunidade. Assim que a tempestade passar, nós vamos conseguir olhar tudo com mais clareza e perceber o que valeu a pena, o que foi exagero, o que foi “nuvem passageira”, o que melhorou e o que piorou.

Estamos dominados pelo dualismo, pelo grenalismo. Todos são contra ou a favor. Ninguém mais está no meio, concorda com um lado e com o outro. Ninguém mais tem bom senso. Somos amigos ou inimigos. Somos amigos ou inimigos. Ou somos a favor do Bolsonaro ou a favor do Lula. Quem critica Bolsonaro, é acusado de lulista. Quem critica o Lula, é reacionário, golpista. Estamos, todos, em uma eterna guerra entre chimangos e maragatos. Onde vamos parar?

Todos nós que temos responsabilidade pública precisamos estar atentos ao que está acontecendo em nossa volta.

Aliás, todos nós, independente das nossas funções, públicas ou privadas, precisamos enxergar a sociedade de hoje, que é diferente de outros tempos.

Antes das respostas, quero fazer perguntas. Como responder a esses que, com toda legitimidade, reclamam do poder público? Como aumentar a sintonia entre os representantes e os representados, entre os políticos e eleitores? Como chegar a consensos mínimos que nos unam?

O santo-angelense é um povo simples. A simplicidade está na roda de chimarrão, no jeito de falar, na cultura, no empreendedorismo. Seus representantes não podem ser diferentes.

É preciso ir às ruas. Sair dos gabinetes. Frequentas as festas comunitárias. Recusar a ostentação provinciana.

O homem público, aqui e em qualquer lugar, precisa ter posições muito claras. Precisa ser parceiro da sociedade, das instituições, das pessoas, sempre atendendo a todos com simplicidade. Precisamos, no Brasil, no Estado e no município, de reformas estruturantes que simplifiquem os tributos, simplifiquem as leis, simplifiquem a burocracia, simplifiquem a divisão de poder e de recursos públicos. Simplifiquem a vida!

A simplicidade – e não o simplismo – vale para tudo. Para a família, para os amigos, para os negócios, e especialmente para gestão pública. A simplicidade é inimiga da corrupção! E é amiga da rapidez e da eficiência. A essência do municipalismo, por exemplo, é a simplicidade e a proximidade. Quanto mais próximo das pessoas e mais simples for o governante, melhor ele vai ser.

A prefeitura resolve mais rápido os problemas do que os outros entes exatamente por isso – porque está perto das pessoas, porque vai ao ponto sem tanto rodeio, sem tanta burocracia de gabinete. É isso que estará em jogo este ano, nas eleições de outubro.

Os tributos saem do município a jato. Até pouco tempo, se perderam em Lava-jato! E retornam a passos de tartaruga. Pior do que isso: retornam minguados. A cada 10 reais que saem das nossas cidades, menos de 2 reais retornam. Sem falar que muito se perde no caminho, nas curvas do poder. A cesta sai cheia dos nossos próprios frutos e volta quase vazia. Ou volta como se estivessem fazendo um favor, dando um presente (as malfadadas emendas parlamentares).

Isso não pode continuar!

É preciso uma revolução municipalista, uma revolução das pessoas, afinal, como diz o slogan da Famurs, “é na cidade que tudo acontece”. Nós, todos, santo-angelenses, gaúchos e brasileiros, todos que vivem em cidades, precisamos lutar – ou protestar nas redes sociais – por um novo pacto federativo. Só assim a nossa vida vai mudar, de verdade! Em tempo: um bom começo é realizar o cadastramento biométrico obrigatório até 11 de março em Santo Ângelo. Afinal, nenhuma revolução democrática é possível sem o título de eleitor.

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